Revista TPM

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12.05.2008 |

Livro ensina joguinhos para serem feitos em dupla, em que noivos podem ter 20 horas de DR antes de casar e ver se “colocar o anel” pode ser um bom ou um mau investimento

 

OK. Casamento é uma coisa complicada. Agora, definitivamente, as pessoas tentam complicar mais e, assim, vender livros, ter audiência para programas de TV etc. Na prateleira de auto-ajuda, junto das obras que ensinam a arrumar um marido, figuram com destaque as que te ensinam a “manter o casamento”. Mentiras no Altar é um desses livros.


A autora, Robin Smith, propõe que você não minta para seu marido. Beleza. Só que, para isso, propõe jogos tipo dinâmica de grupo entre casais. Na boa, “DDG” é a coisa mais chata da vida.


Smith, “psicóloga, personalidade de televisão e escritora”, propõe vários joguinhos para “noivos” e casais em crise. Em um deles, o leitor deve fazer uma lista das “pessoas que estão sentadas à mesa do casamento”. Não, ela não está falando de arrumação de mesa de festa. Mas de uma lista de pessoas (vivas ou mortas!) que cada membro do casal deve colocar em um papel, organizar em forma de pirâmide e falar para o outro qual é o papel daquela pessoa na vida dele. Socorro! Quem precisa de aprovação para ter amigo? E para sentir saudades de alguém que morreu? Não há marido no mundo que tenha algo a ver com isso.


Não, a vida não pode ser tão chata. E como odiamos dinâmicas de grupo em geral jogaremos esse livro dentro da fogueira, que servirá para nos esquentar do frio que esse tipo de “obra” nos causa.


Não vai lá: Mentiras no Altar, Robin L. Smith