A nepalêsa Anuradha Koirala, considerada uma heroína em seu país pelo notável trabalho de resgate de crianças e mulheres da escravidão sexual, foi tema de documentário feito pela super star Demi Moore. A atriz viajou até o Nepal especialmente para filmar o documentário “Nepal’s Stolen Childrem”, sobre a ativista e seu combate à exploração sexual.
Anurala Koirala é fundadora da organização Maiti Nepal, que nos seus 20 anos de atividade resgatou mais de 12.000 crianças e mulheres do tráfico sexual. O Nepal é um ponto estratégico onde os traficantes aliciam mulheres até os bordéis na Índia, através de falsas promessas de casamentos arranjados ou bons empregos. A equipe de Koirala, formada por pessoas resgatadas da escrevidão sexual, trabalha em parceria com a polícia do Nepal, em 10 do total de 26 postos de imigração na fronteira com a Índia, que equivale ao tamanho da Grécia. Eles interceptam por volta de 20 mulheres por dia na fronteira. Os outros trabalhos realizados pela Maiti Nepal são de educação para que as mulheres e famílias não sejam enganadas pelas falsas promessas dos traficantes, ação judicial para a punição dos criminosos, um hospital para o tratamento de AIDS e reinserção das pessoas resgatas na família e comunidade.
Demi Moore é uma apaixonada defensora de pessoas vítimas da escravidão. Ela fundou a ONG DNA com o ex-marido Asthon Kutcher, que luta contra a exploração sexual e o tráfico de pessoas. Nomes como Justin Timberlake apoiam as atividades da DNA.
O documentário “Nepal’s Stolen Childrem” foi produzido pela CNN, para o Freedom Project. Koirala recebeu o prêmio CNN Hero of the Year, em 2010.
O grafite começou a estampar as paredes do Nepal apenas em 2011. Essa forma de arte não é legal nem ilegal, o que faz da cidade um canvas perfeito para os artistas. Os nepalêses não entendem porque alguém gasta tempo e dinheiro para desenhar nas paredes, até então eles apenas conheciam os informes politicos, os Devanagari, pintados em vermelho pelas paredes da capital para informar sobre as reuniões dos partidos, ou as propagandas criadas pelos maoístas durante os 10 anos de guerrilha que assolou o país. As paredes da cidade que até então serviram para trazer más notícias e medo, agora dividem espaço com artistas internacionais como o mundialmente famoso Space Invader e Bruno Levy e artistas nacionais.
Marius Arter, suíço nascido no Nepal, inaugurou a primeira loja de skate do Nepal, a Arniko. Arter exporta skates artesanais com acabamento original: desenhos entalhados por artistas locais com técnicas ancestrais nepalêsa, que bem poderiam estar pendurados enfeitando uma parede.
Andar de SK8 nas ruas de Kathmandu, capital do Nepal, é desafiador para qualquer pro. As ruas não tem calçadas, motos brigam com pedestres e rikshaws e os carros buzinam sem parár. A cada esquina um templo hindu, estupas, mulheres de sari e vacas. O skatista não precisa se preocupar em achar obstáculos para praticar, a cidade já é um grande desafio para as rodinhas.
Saí para comprar o presente de natal da Graziela e dei de cara com essas Barbies incríveis. Quase voltei para casa sem os presentes e com uma coleção de Barbie indianas ;)
elka andrello
Barbie com vestido de noiva. As noivas hindus usam vestidos vermelho cheios de brocados no dia do casório. O vermelho simboliza boa sorte e auspiciosidade!
elka andrello
As noivas hindus se enchem de ouro e pedras preciosas.
Algumas vezes elas precisam da ajuda dos parentes para andar por conta do peso das jóias.
elka andrello
Barbie de sari. O que parece um vestido, é na verdade um tecido único, de 4 a 9 metros de comprimento.
elka andrello
Quando eu mudei para a Índia me disseram para não usar camiseta regate de jeito nenhum, pois a dobra da axila lembra uma vagina para os indianos. É engraçado ver que na índia ninguém usa regata ou mostra as pernas, mas todas exibem o barrigão, que fica à mostra quando se usa um sari, sem problemas.
Todos os dias pela manhã, as monjas do Amitabha Drukpa Nunnery, acordam antes do sol nascer e vão à luta. Nessa caso à prática de kung fu no melhor estilo Bruce Lee.
Há 2 anos, Gyalwang Drukpa, líder da linhagem de budismo tibetano Drukpa, que existe há 800 anos, em viagem pelo Vietnã viu as monjas locais praticarem kung fu e se encantou com o que viu, apesar de ser totalmente fora do padrão. Drukpa, conhecido por declarar abertamente que os mestres espirituais do passado pouco fizeram pelos direitos das mulheres, achou que o kung fu seria uma boa prática para elevar a autoestima das monjas. E acertou! Ele convidou algumas monjas vietnamitas e trouxe a arte marcial para seu monastério em Kathmandu, no Nepal, pela primeira vez na história. As monjas praticam todos os dias e desde que começaram garantem que melhoraram sua performance nas meditações e se destacam em relação às monjas dos outros monstários, sempre tímidas e inseguras, ao demonstrar uma postura auto-confiante difícil de se ver entre as mulheres da região do himalaia. É fato que desde que os monástérios começaram a oferecer uma boa educação e programas como o kung fu, o número de jovens que querem se tornar monjas aumentou significativamente.
Uma curiosidade: na história das artes marciais acredita-se que algumas monjas integravam o famoso Templo Shaolim e aprendiam artes marciais, mas devido à sua condição feminina, não podiam ensinar. As monjas do Amitabha Drukpa Nunnery, em apenas 2 anos, já ensinam as novatas.
“Eu me senti inspirado ao ver as monjas vietnamitas exibirem uma tremenda auto-confiança e força, não apenas na luta, mas na sua atitude em relação às pessoas fora da clausura monástica”, Gyalwang Drukpa
“A meditação ficou mais fácil depois de aprender kung fu. Agora é mais fácil ficar horas sentada e me concentrar”, monja Konchok Lhamo
“É bom para a nossa segurança. Se alguém mexer com a gente, podemos bater neles, somos mais fortes”