Éramos sete, perdidas no West Village, em busca de uma mesa em qualquer restaurante que acomodasse tal galera (para os americanos, sete pessoas é um exército). Foi quando descobrimos que apenas uma de nós tinha iPhone. Não que fosse necessário - para saber o telefone e endereço de qualquer birosca nos EUA, basta ligar pro 411, inclusive do orelhão. Foi então que descobrimos - assim como a Carrie, do Sex and the City - que não precisamos ter iPhone pra ser "cool" - todas ali eram nova-iorquinas: jornalistas, PRs, ilustradoras, designers. E todas tinham o modelo mais em conta dos respectivos provedores de celulares. Afinal, o objetivo é falar ou enviar um "text" dizendo que vai atrasar. E só. Fora isso, que prazer imenso foi jantar até a uma da madrugada sem ter que competir com blackberries. Ficamos rindo, bebendo vinho rosé e analisando o cardápio - nenhum de nós fez a INDELICADEZA de ficar enviando email, `a mesa, pra ninguém. A tecnologia é boa - mas não substitui jamais a pessoa que está na sua frente. Muito menos sete "hot Brazilian girls" como disse uma de nós, ao recepcionista de um dos restaurantes. Ele amou.

Nossos celulares baratérrimos: nenhum iPhone
Adoraria dizer que isso também é "Só em Nova York", mas, infelizmente não é o caso. A crise aumenta o número de homeless na cidade, é muito triste. Essa foto eu poderia ter tirado em qualquer canto do Brasil (e ainda correria o risco de levarem a câmera). Aqui ainda não chegou a este ponto, continuamos sem assaltos (pelo menos na rua). Espero que esse dia não chegue. Violência não dá e ponto.

Bergdorf Goodman by night
Ouvi dizer que no Brasil, Starbucks é coisa chique. Aqui não. Há quem ache até brega. Mas confesso que sempre dou um pit-stop quase diário para tomar a minha dose de cafeína. Melhor combustível, não há! Melhor ainda, quando vem da América Latina!

Café no Starbucks
Pra quem acha que morar em Nova York é tudo-glamour, pense bem. Esta foto foi tirada num domingo de manhã, numa lavanderia de rua, lotada, com fila pra usar as secadoras. Homens, sim, eles, em sua maioria e também mulheres, de todas as idades e classes sociais. O local tem 12 TVs no mesmo canal, e 8 computadores pra navegar na internet (não é grátis) entre um enxague e outro. Na verdade, eu diria que morar aqui é um aprendizado, já que no Brasil o sistema doméstico nos ensina a pedir, e não fazer. E saber fazer, sim, é um glamour.

Social no laundry room
Quem diria: em meio ao sisudo Financial District, com engravatos pensando em cifrões e nada mais, está uma pérola: a Stone Street. Construída em 1600 pelos holandeses, hoje ela é tombada pelo patrimônico histórico, toda de tijolinhos e amada por quem adora um happy hour. A sensação é estar na Europa, você pode jurar que está numa rua da Bélgica. Bares não faltam; no verão todos colocam suas mesas do lado de fora, já que a ruela é fechada para carros. Passa lá, a vantagem é que, apesar dos ares europeus, a cerveja é em dólar. Meno male.

Stone Street