Revista TPM

icone postado
Postado em 29.01.2009 | 16:34 | Tania Menai


O céu era o limite. Não mais. Semana passada, voei de Nova York para Los Angeles, uma das pouquíssimas rotas (as outras são San Francisco e Miami) que já oferecem internet no vôo. Basta se cadastrar (e pagar, claro) no site Gogo e pronto. Para mim não adiantou muito pois aproveitei o vôo (que dura seis horas) justamente para desconectar e ler a pilha de revistas que me esperava, além de me preparar para a entrevista, com o escritor britânico Neil Gaiman, razão da viagem. Este, por sua vez, é o homem mais conectado do mundo. Em poucos minutos, Neil já registrava a nossa entrevista no Twitter.
divisão
icone postado
Postado em 26.01.2009 | 15:00 | Tania Menai


Que felicidade ver Slumdog Millionaire premiado ontem. Esse filme começou aqui num cinema pequeno, você só ficava sabendo no boca-a-boca. Ou seja, a galera da minha religião - a dos cinéfilos que vêem filmes paquistanês com legenda em aramaico e tem pavor das loirinhas de Hollywood - já sabíamos que a coisa era boa. Então a frase era: já viu Slumdog?  A obra passou a ser uma obrigação. Amei . Fui sozinha. Não tenho paciência de convencer às pessoas a irem a filmes que elas julgam fora do padrão mocinho-bandido-explosão-loirinha. Compro ingresso e vou.  Na minha religião, a gente ainda bate palmas, fica pros créditos e dança música indiana no final. The whole experience.

Só agora, Slumdog ganhou a divulgação e a distribuição que merece. Pelo menos este filme - entre tantos e tantos tão bons quanto - vai chegar ao grande público. O filme é colorido, é realista em vários aspectos, é uma delícia. Sim, estamos em Mumbai, falando de meninos pobres e órfãos (daí a expressão slumdog - algo que equivale a viralata de favela) - então é óbvio que há cenas violentas. Mas pra quem mora numa cidade grande brasileira qualquer cena de violência é fichinha. Não deixe de ir por causa disso. 

Na onda Bollywood, aproveite e pegue no video o filme The Namesake (com um ator em comum ao Slumdog). E não perca The Boy in the Striped Pajamas, Milk e The Reader. 

E viva o cinema inteligente!
divisão
icone postado
Postado em 22.01.2009 | 01:39 | Tania Menai


No quentinho
(em pé, no frio, por horas, não dá) e ao lado do Tom, representando o futuro, assisti à posse de Obama. Adoro o novo presidente, apesar de não acreditar em messias. Sozinho, nada se faz.

Mas governo que começa de cara com Yo-Yo Ma e Itzhak Perlman não tem como falhar. 

O discurso de Barack, como esperado, também foi uma pérola. 

Mas o diamante foi a decolagem do helicóptero com o ex-presidente dentro. Como é mesmo o nome dele? 

Deu branco.
divisão
icone postado
Postado em 19.01.2009 | 23:34 | Tania Menai



Então Washington DC espera hoje milhões de pessoas e muitas festas de gala. Caviar, champagne, flores. Muitas. Mas o que se faz com tanta flor no fim de uma festa? Os menos criativos e sem coração diriam LIXO.  

Quem pensa mais um pouco, liga para a nova-iorquina Nancy Lawlor, presidente da organização Flower Power, criada em 2003. Com ajuda de voluntários, ela dá mais uma semana de vida a flores e mais vida ainda para as pessoas que as recebem: idosos e doentes. A cada fim de festa, ela recolhe as flores (seja de casamento, bar-mitzvá ou festas corporativas)  e doa pessoalmente a hospitais e asilos

Já tive o IMENSO PRAZER de acompanhá-la para escrever uma das matérias da minha vida. A foto acima, mostra a Nancy (loira) com Joana e Marianna, duas amigas minhas, no hospital que visitamos no East Harlem, depois de fazer a limpa numa festa de casamento.

E hoje, em DC, ela vai recolher flores de cinco eventos chiquetézimos para doá-las a soldados feridos e veternos de guerra. Que bom que são cinco festas. Não faltam flores. Mas também, infelizmente, não faltam soldados que precisam delas. Parabéns, Nancy. Yes you can! 
divisão
icone postado
Postado em 15.01.2009 | 21:21 | Tania Menai



Se teve um dia no qual eu não recomendaria um avião pousar nas águas do rio Hudson (aqui do lado!) é hoje. Ou amanhã. O acidente, com final feliz, como você já deve estar a par, aconteceu num dos dias mais gélidos do ano. Aqueles que congela todos os músculos do rosto, saca? A vontade é de sair poraí que nem a Mia, da foto acima.

Por outro lado, se tem uma cidade onde acidentes assim podem acontecer...é Nova York. Aqui, a polícia se envolve, o bombeiro se envolve, a comunidade se envolve, o prefeito está presente, SEMPRE interessado e proativo, assim como o governador. Quando a coisa aperta, a gente sente que não está sozinho e vê BEM para onde o nosso imposto vai. 

Exemplo simples: semana passada, meu namorado, eu e uma vizinha coreana (que havia se mudado para o nosso prédio na véspera) ficamos presos no elevador.  Calmíssimos. Mas ninguém nos escutava. Não tive dúvidas: liguei pro 911 e em três minutos os bombeiros estavam lá. Fizeram não sei o que e enviaram o eleveador pro subsolo. Abriram a porta e nos tiraram rapidamente. Sem falar que eles são de deixar qualquer Luma de Oliveira babando. Pois é, até isso está incluido nos impostos. 

No mais, parabéns para o piloto do vôo, que salvou 155 passageiros, e toda a equipe de resgate. I love New York. I really do.  

divisão

//Só em NY

Por Tania Menai

Uma jornalista em Nova York

Rss

Saiba mais

/ARQUIVO


Páginas: 1 | 2  próximo »