Muita coisa aconteceu desde que Paul Simon colocou a Africa no mapa da musica Pop FM.
As passagens de avião ficaram mais baratas, a internet tomou conta da midia e da industria, K7's obscuros de musica pop africana estão mais acessiveis que um ovo frito, a MIA ganhou um oscar, o Kuduro foi a novidade musical do século em Portugal
E dois Djs ficaram amigos de um Malawês em Londres, formaram um grupo chamado The Very Best (vai tentar googar.), lançaram um mixtape ano passado, e um disco pop delicioso esse ano.
Está em circulação depois de um tempo o ótimo documentário estrelado por Anna Wintour "The September Issue". Mesmo se o melhor termo seria co-estrelado visto que ela tem a cena roubada pela Editora de Moda e colega de trabalho de 40 anos Gracie Coddington. Gracie é a ruiva que faz o papel do Coração dentro da Maquina de Fazer Revista chamada Vogue Americana.
Piada interna para quem já passou por uma escola de moda, tem uma cena bem no começo em que Stefano Pilati (YSL) mostra a coleção, antes do desfile, para uma Anna completamente sem expressão, cara de muro branco. Um momento ela diz: "Mas não tem cor?" e Stefano corre para buscar uma peça verde-oliva-quase-preto tremendo e explicando que é verde. "Me parece preto." ela responde.
Mas pensando pelo lado Coração mais que pelo lado Máquina, existe um blog mega famoso por aqui que eu to para falar sobre ha um tempão. Style Rookie é o blog de estilo de uma menina de 13 anos, apaixonada por Rei Kawakubo. é tocante sem ser piegas, e acima de tudo um ponto de vista bem inocente sobre esse mundo bizarro chamado moda.
Passei as ultimas semanas pensando em biquini, chapéu e filtro solar, acabei esquecendo que o Musée des Arts Decoratifs preparou um belo presente para os amantes de moda.
"Madeleine Vionet, A Purista da Moda" mostra a carreira de uma das estilistas mais importantes do século XX.
Posso estar errada mas acho que ela foi a primeira estilista a abordar a construção de um vestido como algo conceitual, do tipo: aqui está um quadrado, eu dobro aqui, amarro ali e está pronto. Ela acreditava em belas proporçoes matemáticas, (como templos gregos), odiava enfeite e sempre respeitou as formas do corpo feminino. Não é exagero dizer que ela foi mais moderna nos anos 20 que quase tudo que foi feito nos anos 50 por exemplo. As vezes a moda dá marcha ré, faz parte do jogo.
A exposição vai estar lá até dia 29 de janeiro de 2010.
Tenho uma pilha de (qualquer) coisas para falar de NY, mesmo que seja invasão de blog alheio. No meu caso a grama do vizinho foi bem mais verde esse verão.
Falando de XX , vou começar pelo X Initiative, uma galeria efemera. Existe todoa uma tendencia de estabelecimentos efêmeros, o que pode ser totalmente redundante se voce parar pra pensar que tudo um dia fecha, e cada dia mais cedo, efêmero ou não, nesse caso, pelo menos eles tem um cronometro rodando.
A galeria fica na West 22th, do lado da Comme des Garçons e da loja nova Balenciaga, ela tem 4 andares, o que é impressionante para um projeto não comercial em pleno coração de Manhattan. e o conteudo, que foi a melhor surpresa, a altura de todo o projeto. A galeria hoje é uma boa opção em arte contemporania ao New Museum, que depois da mudança para a Bowerry nunca mais me surpreendeu. (ou eu que nunca dei sorte de estar lá em uma boa exposição)
Eu vi o nome da banda em algum lugar e a primeira coisa que eu pensei foi que eles eram ingoogaveis. O que, aliás não é verdade, o problema aparentementes ó começa com o terçeiro x.
Não que um bom nome valha uma busca avançada. O nome é ótimo e esse primeiro disco melhor ainda. A prova que o cruzamento de joy division e R&B é igual a sexo. O que me faz pensar que o terceiro x caiu em função do google. Ou porque menos é mais.
A Fundação Cartier (261, Boulevard Raspail, metro Raspail) está até o fim de novembro com uma exposição sobre o grafiti. Vale a pena, mesmo que a parte dedicada à historia do grafiti seja meio chata.
A exposição fala de uma arte que é tão conectado (dependente) ao contexto da cidade que toda vez que alguém pega um muro e poe em um museu ela perde uma boa parte do charme. Talvez por isso eles tenham também proposto um espaço no Marrais e a própria fachada da Fundação para interferencias.
O que é imperdivel na exposição (talvez até por colocar a street art de volta em seu contexto) são os videos selecionados, dois deles brasileiros. O primeiro é "Pixo", um retrato bem cru do cotidiano dos pixadores no suburbio do Rio e de São Paulo. Foi ótimo ver a cara de um grudo de adoleescente frances quando eles viram os moleques surfando no trem.
O segundo video é "Temporal, The Art of Stephan Doitchnoff" sobre o artista paulista, talbém conheçido por Calma, que tem virado referencia em Street Art. Orgulhão.
Animal Collective é uma banda esquisita, o que sempre me levou a me perguntar porque raios eles são tão populares.
Tive a oportunidade de ver um ensaio e um show (mesmo que em um contexto diferente) quando eles tocaram ao vivo no desfile do Alexandre Herchcovitch em Nova York lá em 2005. Na época pouca gente tinha ouvido falar deles esse ensaio foi em um clube no meio da tarde, luzes acesas, ninguém estava bebado, ambiente mais para profissional que qualquer outra coisa e mesmo assim o que eu vi no palco me marcou profundamente.
O AC é uma banda que tem que ser vista ao vivo para entender. No show de ontem do La Cigale ficou claro que o faz deles o fenomeno indie que eles são é justamente esse lado instintivo de fazer musica para dancar. Nesse ponto eu fiquei surpresa como eles são hoje uma banda que passaria por trance/worldmusic/folk, é dificil explicar. mas é um som quase infantil . Complicado na mistura de instrumentos mas extremamente elementar como resultado.
A maison Azedina Alaïa organizou uma mini exposição de vestidos de Elsa Schiaparelli em seu QG no Marrais. Foi uma ótima oportunidade de ver algumas peças da estilista rival de Coco Chanel.
Para quem se interessa, existe a sua autobiografia, que se chama "Shocking Life"