Revista TPM

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Postado em 07.03.2012 | 11:03 | Ana Manfrinatto

 

 

 

Se você mora no Brasil, talvez esteja pegando bode do Criolo graças à super exposição da imagem dele na mídia. Pelo menos foi isso o que um amigo jornalista de São Paulo me disse quando eu contei que tava felizona porque o super star do Grajaú viria a Buenos Aires pra fazer seu primeiro show.

Como eu não moro no Brasil, não vivo esse boom do Criolo. Mas bem que pude me dar conta quando, em dezembro, fui à Sampa pra passar o natal com a família. Procurei um disco (sim, ainda compro CD) em pelo menos dez lojas e não achei em nenhuma. Tava tudo esgotado.

Conheci o trabalho dele com o vídeo Não existe amor em SP que eu encontrei no Facebook de alguém. O que me chamou a atenção e fez eu dar play foi a imagem congelada de um “Mais amor por favor” em uma parede. É que eu colecionava fotos e tenho uma camiseta – de uma marca argentina – com a mesma frase.

Curti o som na hora. Fui lá me informar sobre quem era esse cara. Baixei o “Nó na orelha”, me amarrei no afrobeat e decorei as músicas. Até que eu descobri o “Ainda é tempo” e pronto, me viciei de vez, quando vi que o Criolo fazia rap nacional envolvidão até o pescoço.

Na minha cidade o domingo à tarde é marcado pela ressaca pós flango macalão e um silêncio que só é rompido quando carros filmados passam na avenida tocando Racionais MCs. “Fim de semana no parque” é a música da minha pré-adolescência. E rap é o que eu ouço quando quero lembrar de onde eu venho.

Vááários discos já seguraram a minha mão nessa vida. “A tábua de esmeraldas” do Jorge Ben, o “Cê” do Caetano, o dos Doces Bárbaros e o da banana do Velvet Underground. E o “Ainda há tempo” foi meu grande companheiro no ano passado porque falava o que eu não conseguia.

A moral da história de toda essa ladainha pseudo-poético-biográfica é que no dia 1° de novembro eu tuítei, fazendo menção para o produtor do Criolex, o seguinte:

 

 

 

Ele respondeu e a conversa virou uma DM. Que logo virou um e-mail no qual eu copiei a produtora do Niceto Club. Logo eu saí da cópia. Daí eu não soube mais nada até que, nas minhas férias, recebi uma mensagem dizendo que o universo conspirou, que o Circuito Fora do Eixo, o Studio SP e o selo argentino Sonoamerica entraram na história e que

... tcharãn: o Criolo toca aqui no dia 25 de março! E ele não vem sozinho, vem com o Emicida pra se apresentar junto aos argentos Mustafa Yoda e Pollerapantalón! no Festival Grito Rock Buenos Aires 2012. Nessas horas eu esqueço a inflação, a dieta à base de carne com batata e o caos ferroviário local pra gritar que, sim,

EXISTE AMOR EM BUENOS AIRES! VAI LÁ:

 

 

 

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