Revista TPM

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Postado em 25.11.2010 | 19:11 | Ana Manfrinatto

Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com

Desta vez o porcooo não foi

Desta vez o porcooo não foi...

Daí que ontem à noite eu fui conhecer o apartamento novo de uma amiga e, antes de pegar o ônibus e voltar para casa, resolvi comer um pedaço de pizza na Kentucky – uma pizzaria tradicional daqui onde você pode sentar numa mesa e comer quantas pizzas quiser ou também sentar no balcão e pedir apenas uma “porción”.

Pois bem, peguei meu pedaço de pizza de roquefort e procurei um lugar para sentar no balcão por entre os frequentadores deste setor do salão (que são, na sua maioria, homens). Enquanto comia estava vidrada na televisão que estava pendurada do meu lado esquerdo no alto da parede.

Na tela, algo tristíssimo: o finalzinho do jogo de ontem à noite (no qual o Palmeiras perdeu para o Goiás e ficou fora da Libertadores 2011) e a cena dos palmeirenses cabisbaixos deixando o Pacaembu em clima de velório. Como disse a Lia Bock, minha vizinha de blog, a depressão é verde.

E na minha depressão verde ainda tinha tango como música ambiente, “un bajonazo” como dizem por aqui. E enquanto eu tentava afogar a minha tristeza na pizza de roquefort, um menino sentado do meu lado disse: “vos sos rara, eh?” (algo como “você é esquisita”).

Eu: Por quê?

Menino: Mulher, sozinha comendo pizza e vendo futebol.

Eu: É que o meu time acabou de perder e de ser desclassificado da Libertadores.

Menino olha para a TV e diz: Qual é o seu time?

Eu, orgulhosa: Palmeiras!

Menino: Então você é brasileira?

Eu: Sim.

Menino: Ah… então tá explicado porque você é assim.

Eu: Dei um sorriso amarelo, comi o último pedaço de pizza, coloquei os talheres em paralelo e à direita do prato, peguei minha bolsa e minha jaqueta de couro e falei tchau.

Minhas conclusões no ponto de ônibus esperando o 29 foram:

A – Para este menino as argentinas são mulheres que não comem pizza sozinhas e que não vêem jogos de futebol.

B – Para o mesmo menino as brasileiras, sim, são mulheres que comem pizza sozinhas e que vêem jogos de futebol.

Ou seja… não importa! O que importa é que a depressão verde ao som de tango e longe da nação alvi-verde é ainda mais verde. Anyway, como diz a música, "ganhando ou perdendo não páro de cantar" e continuo torcendo, mesmo de longe, para o Palestra.

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Postado em 24.11.2010 | 14:11 | Ana Manfrinatto

UPI/File

Hugh Hefner com Barbi Benton (minha playmate preferida)

Hugh Hefner com Barbi Benton

(minha playmate preferida)

Começa hoje o primeiro evento erótico da Argentina, Erogenia, uma exposição que promete reunir shows ao vivo, aulas práticas sobre brinquedos eróticos, palestras sobre sexualidade e estandes com as principais marcas do mercado – dentre elas de massagens, meditação, lingerie, literatura especializada, cosmética, gastronomia afrodisíaca, motéis, decoração etc.

O que eu achei mais bacana é que haverá coelhinhas da Playboy de toda a América Latina dando uma pinta no evento. E qual é a estudante de jornalismo que nunca leu a biografia do criador do império Playboy (A mulher do próximo, de Gay Talese) e nunca quis ser coelhinha por dia, não é mesmo?

Para quem quiser ir lá, o Erogenia acontece no Buenos Aires Design (Avenida Pueyrredón 2501, Recoleta) de 24 a 27 de novembro. Mais informações no site oficial do evento.

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Postado em 23.11.2010 | 11:11 | Ana Manfrinatto

 

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Postado em 22.11.2010 | 21:11 | Ana Manfrinatto

 

Lembra do show do Nando Reis em Buenos Aires, que foi voz e violão bem de pertinho? Então, no próximo dia 28 o público argentino terá a oportunidade de ver o Paulinho Moska em formato idem na intimidade do clube de jazz Notorious.

O autor de Pensando em você volta à capital portenha para apresentar canções de Muito e Pouco, dois álbuns diferentes e complementares que reúnem uma parte das músicas compostas por ele desde 2004. Serão duas únicas apresentações (às 20h e às 23h) e os ingressos, que custam 150 pesos, estão sendo vendidos como pão quentinho.

É por isso que quem quiser ver o Moska de pertinho tem mais é que correr.

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Postado em 20.11.2010 | 19:11 | Ana Manfrinatto
Daí que no final de semana passado eu fui pra Córdoba, a segunda maior cidade da Argentina... super antiga, repleta de construções da época dos jesuítas, com montanhas ao redor, céu azul, clima seco e árvores de jacarandá carregadas de florzinhas roxas por todos os lados.

Abaixo, alguns highlights da viagem.

As cúpulas da catedral

Catedral de Córdoba
A construção da Catedral de Córdoba começou em 1580 e, por isso, faz com que ela seja a construção colonial íntegra e funcional mais antiga da Argentina. Não é à toa que a igreja é considerada um monumento histórico nacional.

Além de lindos estes alfajores são deliciosos

El Pan de Azúcar
É uma confeitaria antigaça (no estilo da Confeitaria Colombo do Rio) que está na Plaza San Martín, a mesma da Catedral. Além de ter pirado com a loja, eu pirei com os alfajores de fruta vendidos no lugar, que são deliciosos, e com a embalagem de papel retrô, que é LINDA. Tanto é que eu voltei com três caixas de alfajores sortidos na mala.

A fachada do hotel onde Carlitos se hospedava

Gran Hotel Victoria
O hotel é o máximo! Ele fica bem no centro de Córdoba e foi inaugurado em 1914, o que faz dele o primeiro hotel da cidade dotado de água corrente e banheiros individuais. Ele foi comprado por um destes grupos grandes e as partes comuns estão todas reformadinhas e com cara de modernas, só que o quarto parecia os da casa da minha bisavó: pé direito altíssimo, janelão, portão e mobiliário de época. Sem falar que o Gardel se hospedava no lugar.

A da direita é a pizza mágica de mussarela, roquefort e pêra

Di Solito
Este é o nome do cantinão no qual eu nunca teria jantado se não tivesse guias locais. As massas, obviamente caseiras, só são servidas na hora do almoço. E à noite o carro chefe da casa é a pizza, que tava bárbara: de mussarela, roquefort e pêra coberta com açúcar mascavo. Muito, muito, muito boa.

A cerveja local

Quem vai pra Códoba também não pode deixar de tomar fernet com Coca-Cola, já que o drinque mais consumido pelos jovens portenhos é mesmo típico de lá. E também a cerveja local, obviamente batizada de Cerveza Córdoba. Eu só marquei de não ter conhecido o Museu de Ciências Naturais. Fica pra próxima!

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//Nos ares

Por Ana Manfrinatto

Uma brasileira em Buenos Aires

Rss

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