Taí o outdoor que alegrou a minha vida esta semana!
Taí o outdoor que alegrou a minha vida esta semana!
Nos dias 28, 29 e 30 de abril acontece o ciclo de seminários e, no dia 30, o lançamento do livro Graffiti Argentina de Maximiliano Ruiz. Nessa noite, para brindar o fim das palestras, haverá DJ set de Chancha Via Circuito e a presença de varios artistas latino americanos como a argentina Pum-Pum, que tem trabalhos super “menininha” e o Brasil representado por Vitche e Paulo Speto.
A primeira imagem é o flyer do livro de Maximiliano Ruiz e a segunda é um mural da Pum-Pum que está por aí nas ruas de Buenos Aires!
Sábado agora (24/04) rolou um evento para celebrar o Dia Mundial da Terra… O lugar escolhido obviamente foi um parque e tinha um palco com vários shows, aulas de yoga, venda de produtos orgánicos e apresentações de dança de uma comunidade alternativa daqui do interior de Buenos Aires. Eu fui para lá meio cedo com uma amiga porque queríamos ver o que, para nós, era a melhor atração do dia: um show da Bebel Gilberto às 18h30.
Enquanto o recital não começava nós passeamos pelo parque, lemos varios panfletos de organizações que lutam pela defesa do meio ambiente e ficamos jogadas na grama num clima de total relax e conexão com a natureza. Famílias com crianças pequenas e jovens adultos formavam parte do público e davam ao evento um clima de paz e amor.
Corta para o show da Bebel.
Ela subiu ao palco e começou mandando ver com Aganjú. O público, que estava sentadinho, começou a levantar e a se aproximar do palco. O clima, até então de hipismo total, foi mudando para fim-de-tarde-no-Leblon já que a obra de Bebel nos remete a uma água de coco no Posto 10, a um pôr do sol no Arpoador ou a um chope no Baixo Gávea.
Só que fazia um frio da porra (sorry pelo palavrão).
Eis que Bebel: - Ai, gente, faz muito frio aqui, preciso de um uísque porque não dá nem para cantar!
Até aí, tudo bem. Outra coisa que tudo bem é que ela é mesmo filha de quem é porque sempre pede mais loop, mais retorno, mais tudo. E Bebel é o máximo… não contente em ser filha do João Gilberto com a Miúcha, sobrinha do Chico e amiga do Cazuza, ela canta que só e faz toda uma linha sensual no palco. Mexe a cadeira com a cadência e elegância que a brasileira tem e parece estar se divertindo muito no palco – a não ser no momento em que ela deu uma escapada do palco e voltou depois de três minutos sem a jaqueta de couro e com uma blusa com um DECOTE (com caixa alta) nas costas.
E o frio continuaba, né? Tanto é que, em um momento, Bebel pediu um “lipgloss” para alguém da produção porque os seus lábios estavam ressecados. E quando o “lipgloss” finalmente chegou às suas mãos, Bebel fe zuma confessão ao público:
- Gente, eu uso Chanel, tá? Mas como hoje é o Dia da Terra, vou passar uma manteiga de cacau.
E o evento era patrocinado pela Natura.
E neste momento minha amiga e eu apoiamos a companheira Bebel silenciosamente hidratando os nossos lábios com o Nivea que a tinha na bolsa e entoando um novo mantra: em vez de dizer “tô boa”, agora a gente quer é estar Bebel.
“Tô Bebel, tá?”
Ah, digno de nota… O evento não só foi lindo como foi o primeiro da América Latina que foi 100% alimentado com energia renovável. Para quem quiser saber como foi, dá para dar uma olhada no site.
Lookbook da Complot
“Roupa que serve na gente” é a forma como minhas amigas brasileiras e eu definimos a numeração das peças da loja argentina Complot. Explico: temos em média 1,70 m e somos grandonas. E embora a gente saiba que não somos gordas e muito menos dotadas de uma altura descomunal, nosso biotipo é bem diferente do das argentinas – que em geral são mais baixas do que nós e super magrinhas.
Além delas serem mais mignon, no geral as argentinas são muito mais preocupadas com o corpo do que as brasileiras. Quer dizer, ambas se preocupam, mas de uma forma diferente. É que aqui elas querem ser muito magras e ponto. Diferente da brasileira, que quer ser magra porém gostosa (com peitão, bundão e coxão trabalhados na academia).
Tanto é que o padrão de gostosa daqui, o das vedetes que se apresentam nos musicais e nos programas de tevê, é o da mulher esquálida com um peitão grande e siliconado. O país também está sempre entre os primeiros quando o assunto são as taxas de anonexia e bulimia.
Todas vão ao nutricionista (ou ao “nutri”, apelido carinhoso) e à academia. Para se ter uma ideia, eu já tive uma colega de trabalho que não comia nem uma folha a mais do que a receitada pela médica e que olhava a tabela nutricional do pacote de toda e qualquer bolacha que ofereciam à ela. Se não estava permitido ela dizia: “Obrigada, mas não posso porque senão a nutri briga comigo”.
Além disso há o fato da numeração das roupas não contar com nenhum padrão. É pior do que no Brasil! Há alguns anos saiu uma lei (ou projeto de) para regular os números. Até hoje nunca vi isto ser praticado nas araras. Sem falar que é super comum você entrar em lojas que vendem peças de tamanho único.
Certa vez eu estava numa loja e pedi para provar uma calça de um tamanho maior. A vendedora me disse que não tinha. Daí eu perguntei se ela não tinha porque tinha acabado ou se não tinha porque eles não faziam tamanhos maiores. A resposta foi a segunda opção. Neste dia eu estava tão, mas tão irritada que pedi para falar com o gerente. A resposta? “Nós fazemos roupas para gente magra”.
(Ou seja, ele me chamou de gorda e teve que escutar cobras e lagartos da minha pessoa)
É por essas e outras que minhas amigas brasileiras e eu compramos muito na Complot. Primeiro porque a roupa não é tão cara. Segundo porque é bacaninha. E sobretudo porque elas servem na gente.
Tudo bem que sempre somos G na Complot (que aliás diminuiu o tamanho grande de 44 para 42 nesta última coleção outono/inverno). O que importa é que serve.
O único problema, neste caso, é que todas temos as mesmas roupas. Quando as peças são muito marcantes, como vestidos, temos que avisar pelo telefone que vamos sair com tal roupa para não correr o risco de estarem todas de par de vaso.
A Complot também faz muito sucesso entre as amigas do Brasil que vem nos visitar. Para dar uma conferida nos endereços e no lookbook da coleção, acesse o site.
Para se ter uma ideia do tamanho, só em 2009 mais de 240 mil pessoas puderam prestigiar as 1069 projeções do festival. E não é só adulto que entra nessa, não: também há sessões chamadas de BAFICITO para os pequenos.
Quem quiser curtir as novidades trazidas pelo festival pode conferir a programação no site.
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