Revista TPM

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Postado em 30.04.2010 | 18:04 | Ana Manfrinatto

Taí o outdoor que alegrou a minha vida esta semana!

Taí o outdoor que alegrou a minha vida esta semana!

Do mesmo jeito que eu vivia de mal de São Paulo, às vezes eu também fico de mal de Buenos Aires. Mas ainda bem que não dura muito… sobretudo quando você sai do trabalho cansadona e vê uma lua cheia gigante brilhando no céu e, do outro lado da calçada, um cartaz dizendo que sábado o Caetano fará um show ao ar livre.Pois é, além de amanhã ser o Dia Mundial do Trabalho, também será comemorado o Dia da Cidade na Feira do Livro aqui de Buenos Aires. E, com o objetivo de homenagear o livro e a poesia, o ministério da Cultura portenho oferece uma série de shows gratuitos a partir das 17h30 que culminará às 21h com entrada gratuita para todos que quiserem visitar a feira (que vai ficar aberta até uma da matina).Quem vai fazer show são as cantoras Tania Libertad e Sandra Mihanovich. E depois, às 19h, é a vez do Caetano… Quem me conhece ou acompanha este blog deve saber que isto é motivo de sobra para eu estar com um sorrisão de orelha a orelha hoje. Feliz sexta e feliz dia do trabalho para todo mundo!

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Postado em 27.04.2010 | 17:04 | Ana Manfrinatto

Sinvergüenza começa hoje e vai até o dia 13 de junho mezclando uma programação que envolve mostra e um ciclo de seminários sobre intervenções urbanas latino americanas – o que inclui grafite, estêncil e – a gente sempre espera -, pixação. Quem abriga o evento é a sede de San Telmo do CCEBA, o Centro Cultural da Espanha em Buenos Aires (Balcarce 1150).

Nos dias 28, 29 e 30 de abril acontece o ciclo de seminários e, no dia 30, o lançamento do livro Graffiti Argentina de Maximiliano Ruiz. Nessa noite, para brindar o fim das palestras, haverá DJ set de Chancha Via Circuito e a presença de varios artistas latino americanos como a argentina Pum-Pum, que tem trabalhos super “menininha” e o Brasil representado por Vitche e Paulo Speto.

Flyer do livro de Mazimiliano Ruiz

Um mural da Pum-Pum aí pelas ruas de Buenos Aires

A primeira imagem é o flyer do livro de Maximiliano Ruiz e a segunda é um mural da Pum-Pum que está por aí nas ruas de Buenos Aires!

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Postado em 27.04.2010 | 13:04 | Ana Manfrinatto

Sábado agora (24/04) rolou um evento para celebrar o Dia Mundial da Terra… O lugar escolhido obviamente foi um parque e tinha um palco com vários shows, aulas de yoga, venda de produtos orgánicos e apresentações de dança de uma comunidade alternativa daqui do interior de Buenos Aires. Eu fui para lá meio cedo com uma amiga porque queríamos ver o que, para nós, era a melhor atração do dia: um show da Bebel Gilberto às 18h30.

Enquanto o recital não começava nós passeamos pelo parque, lemos varios panfletos de organizações que lutam pela defesa do meio ambiente e ficamos jogadas na grama num clima de total relax e conexão com a natureza. Famílias com crianças pequenas e jovens adultos formavam parte do público e davam ao evento um clima de paz e amor.

Corta para o show da Bebel.

Ela subiu ao palco e começou mandando ver com Aganjú. O público, que estava sentadinho, começou a levantar e a se aproximar do palco. O clima, até então de hipismo total, foi mudando para fim-de-tarde-no-Leblon já que a obra de Bebel nos remete a uma água de coco no Posto 10, a um pôr do sol no Arpoador ou a um chope no Baixo Gávea.

Só que fazia um frio da porra (sorry pelo palavrão).

Eis que Bebel: - Ai, gente, faz muito frio aqui, preciso de um uísque porque não dá nem para cantar!

Até aí, tudo bem. Outra coisa que tudo bem é que ela é mesmo filha de quem é porque sempre pede mais loop, mais retorno, mais tudo. E Bebel é o máximo… não contente em ser filha do João Gilberto com a Miúcha, sobrinha do Chico e amiga do Cazuza, ela canta que só e faz toda uma linha sensual no palco. Mexe a cadeira com a cadência e elegância que a brasileira tem e parece estar se divertindo muito no palco – a não ser no momento em que ela deu uma escapada do palco e voltou depois de três minutos sem a jaqueta de couro e com uma blusa com um DECOTE (com caixa alta) nas costas.

E o frio continuaba, né? Tanto é que, em um momento, Bebel pediu um “lipgloss” para alguém da produção porque os seus lábios estavam ressecados. E quando o “lipgloss” finalmente chegou às suas mãos, Bebel fe zuma confessão ao público:

- Gente, eu uso Chanel, tá? Mas como hoje é o Dia da Terra, vou passar uma manteiga de cacau.

E o evento era patrocinado pela Natura.

E neste momento minha amiga e eu apoiamos a companheira Bebel silenciosamente hidratando os nossos lábios com o Nivea que a tinha na bolsa e entoando um novo mantra: em vez de dizer “tô boa”, agora a gente quer é estar Bebel.

“Tô Bebel, tá?”

Ah, digno de nota… O evento não só foi lindo como foi o primeiro da América Latina que foi 100% alimentado com energia renovável. Para quem quiser saber como foi, dá para dar uma olhada no site.

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Postado em 18.04.2010 | 22:04 | Ana Manfrinatto

Lookbook da Complot

Lookbook da Complot

“Roupa que serve na gente” é a forma como minhas amigas brasileiras e eu definimos a numeração das peças da loja argentina Complot. Explico: temos em média 1,70 m e somos grandonas. E embora a gente saiba que não somos gordas e muito menos dotadas de uma altura descomunal, nosso biotipo é bem diferente do das argentinas – que em geral são mais baixas do que nós e super magrinhas.


Além delas serem mais mignon, no geral as argentinas são muito mais preocupadas com o corpo do que as brasileiras. Quer dizer, ambas se preocupam, mas de uma forma diferente. É que aqui elas querem ser muito magras e ponto. Diferente da brasileira, que quer ser magra porém gostosa (com peitão, bundão e coxão trabalhados na academia).


Tanto é que o padrão de gostosa daqui, o das vedetes que se apresentam nos musicais e nos programas de tevê, é o da mulher esquálida com um peitão grande e siliconado. O país também está sempre entre os primeiros quando o assunto são as taxas de anonexia e bulimia.


Todas vão ao nutricionista (ou ao “nutri”, apelido carinhoso) e à academia. Para se ter uma ideia, eu já tive uma colega de trabalho que não comia nem uma folha a mais do que a receitada pela médica e que olhava a tabela nutricional do pacote de toda e qualquer bolacha que ofereciam à ela. Se não estava permitido ela dizia: “Obrigada, mas não posso porque senão a nutri briga comigo”.


Além disso há o fato da numeração das roupas não contar com nenhum padrão. É pior do que no Brasil! Há alguns anos saiu uma lei (ou projeto de) para regular os números. Até hoje nunca vi isto ser praticado nas araras. Sem falar que é super comum você entrar em lojas que vendem peças de tamanho único.


Certa vez eu estava numa loja e pedi para provar uma calça de um tamanho maior. A vendedora me disse que não tinha. Daí eu perguntei se ela não tinha porque tinha acabado ou se não tinha porque eles não faziam tamanhos maiores. A resposta foi a segunda opção. Neste dia eu estava tão, mas tão irritada que pedi para falar com o gerente. A resposta? “Nós fazemos roupas para gente magra”.


(Ou seja, ele me chamou de gorda e teve que escutar cobras e lagartos da minha pessoa)


É por essas e outras que minhas amigas brasileiras e eu compramos muito na Complot. Primeiro porque a roupa não é tão cara. Segundo porque é bacaninha. E sobretudo porque elas servem na gente.


Tudo bem que sempre somos G na Complot (que aliás diminuiu o tamanho grande de 44 para 42 nesta última coleção outono/inverno). O que importa é que serve.


O único problema, neste caso, é que todas temos as mesmas roupas. Quando as peças são muito marcantes, como vestidos, temos que avisar pelo telefone que vamos sair com tal roupa para não correr o risco de estarem todas de par de vaso.


A Complot também faz muito sucesso entre as amigas do Brasil que vem nos visitar. Para dar uma conferida nos endereços e no lookbook da coleção, acesse o site.

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Postado em 09.04.2010 | 17:04 | Ana Manfrinatto

Esta semana (dia 7) foi dada a largada para a 12ª edição do festival internacional de cinema de Buenos Aires que vai até o dia 18 de abril. Ninguém fala de outra coisa, já que o evento é super reconhecido no mundo inteiro e divulga a produção independente. Tem retrospectivas e estreias mundiais, argentinas e latino americanas.

Para se ter uma ideia do tamanho, só em 2009 mais de 240 mil pessoas puderam prestigiar as 1069 projeções do festival. E não é só adulto que entra nessa, não: também há sessões chamadas de BAFICITO para os pequenos.

Quem quiser curtir as novidades trazidas pelo festival pode conferir a programação no site.

 

 

//Nos ares

Por Ana Manfrinatto

Uma brasileira em Buenos Aires

Rss

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