Revista TPM

 
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Postado em 05.02.2010 | 18:02 | por Ana Manfrinatto
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Queridíssimo Alamgro por onde meu All Star vermelho de cano alto já rodou bastante...

Queridíssimo Alamgro por onde meu All Star vermelho de cano alto já rodou bastante...

E o meu Abasto (sub bairro de Balvanera)

E o meu Abasto (sub bairro de Balvanera)

Daí que a prefeitura convidou 48 jovens artistas para que cada um deles retratasse, a seu bel prazer, cada um dos bairros portenhos. Segundo o site do projeto, a ideia é que cada ilustração mostre o passado latente e o presente emergente da cidade.

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Postado em 30.01.2010 | 01:01 | por Ana Manfrinatto
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Che, te pido un licuado de blueberry con ananá?

Che, te pido un licuado de blueberry con ananá?

Exagero? Que nada... Hoje à tarde a temperatura em Buenos Aires era de 37º, sendo que a sensação térmica, devido à umidade, faz com que as caminhadas pela cidade sejam uma verdadeira cruzada em meio ao Saara. Fica aí o post prometido com a lista de lugares pra se jogar num suquinho refrescante!

A revista OHLALÁ elencou os quatro melhores lugares de Buenos Aires para tomar sucos naturais, que são chamados de “licuados”. Se você mora no Brasil e acha que esta informação é irrelevante, explico: diferente da terra brasilis, lugar com uma barraquinha de suco em cada esquina, na Argentina as pessoas não tem costume de tomar sucos naturais e, além do mais, eles são caríssimos.

Um “exprimido de naranja” (suco de laranja natural) nunca custa menos de dez pesos argentinos. As prateleiras do supermercado também dão depressão... Só tem suco de caixinha de laranja, pomelo, pêssego, pêra, maçã e o intragável multifruta. Quem salva a minha vida é o Citric, de laranja, o único de caixinha que é natural e não tem açúcar.

Ou seja, suco é um luxo! Sobretudo pra mim, que adoro acordar de manhã, entrar numa padóca, olhar para as frutas penduradas no teto e pedir um suco de laranja com morango (sem açúcar, claro!) e um pão com manteiga na chapa.

Entendeu o drama? Mora em Buenos Aires e compartilha do mesmo problema?
Então vai lá:

Pura Vida
Uriburu nº 1489
A recomendação é o “Tango tropical”: abacaxi + morango + banana + papaya + suco de laranja. Meio litro sai por $11.

Buenos Aires Verde
Gorriti nº 5657
A revista indica o “Súper sano” (super saudável): pera + maca + leite de amêndoas + azeite de chía + espirulina. O copo custa $17.

Vermouth
Nicaragua nº 5602
A OHLALÁ diz que por aí os gostos são mais clássicos como banana com leite e pêssego com laranja. Um copo sai por $8.

Cusic
El Salvador nº 6016
Eles dizem que o mais gostoso é o “Arhielo Canelo”: manga + iogurte + canela por $14 cada copinho.

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Postado em 26.01.2010 | 11:01 | por Ana Manfrinatto
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Reprodução: Tiago Queiroz/AE

Ninguém entra e ninguém sai mesmo!

Ninguém entra e ninguém sai mesmo!

No antepenúltimo post eu comentei sobre o desmatamento numa área verde aqui perto da casa dos meus pais, correto? Enfim, além de minar com as espécies que ali viviam, ontem à tarde por causa da chuva e um provável percalço que não incluiu planejamento prévio por parte da secretaria do Meio Ambiente; parte da floresta desmoronou e abriu uma cratera no principal trevo de acesso da cidade com o mundo – trevo este que, desde a construção nos anos 70, nunca empoçou uma águinha sequer.

Tem mais de mil desabrigados na cidade, os comércios inundados também... Dá pra sentir o drama assistindo esta matéria aqui.

Enfim, ninguém entra e ninguém sai de Itapevi. Inclusive o barco do Amyr Klink, cujo estaleiro fica no coração da tal floresta, não poderá sair daqui.

E para ir para São Paulo daqui a pouco, vou ter que fazer como o Black Theo no clipe “Itapevi Flor do Oeste”: vou de trem, vou sossegada.

Mil desculpas pela licença poética e por falar de Itapevi em vez de Buenos Aires, ok? E falando em Buenos Aires, se você tiver passando calor por aí (é 40º todo dia naquela cidade!), aguarde o próximo post com os melhores lugares da cidade para tomar sucos de frutas refrescantes!

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Postado em 26.01.2010 | 11:01 | por Ana Manfrinatto
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Postado em 22.01.2010 | 16:01 | por Ana Manfrinatto
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Hoje à noite rola festa Invasión no Niceto Club. Como tá explicadinho aí no flyer, haverá sets dos DJs Fabian Dellamonica e Villa Diamante. Este último é bacanérrimo: ele mistura eletro com cumbia, folclore argentino e demais ritmos latinos. Aliás, dá pra fazer downloads grátis do último álbum dele no site.

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Postado em 22.01.2010 | 16:01 | por Ana Manfrinatto
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Leo Nishihata

De pernas pro ar

De pernas pro ar

Mil desculpas, leitor! Há um mês eu não atualizo o Nos Ares porque primeiro teve a loucura de fim de ano, Natal etc. Depois vieram as férias, uma delícia: muita praia, Havaianas full time nos pés, bolinho de bacalhau com cerveja local, tubaína de garrafa, cochilo ao som de Miles Davis, reveillon de branco, pular sete ondinhas, esmalte laranja nas mãos e brinco de strass na orelha para seguir a moda brasileira e por aí vai.

Pena que nem tudo é “for export” no Brasil. Também tive que lidar com situações de violência acontecendo muito perto e mim e com o desmatamento. Sim, desmatamento: no jardim da casa dos meus pais tem aparecido umas aves lindíssimas que cá nunca gorjearam. É que estão desmatando uma floresta aqui perto e elas não tem para onde ir...

E enfim, eu ainda fico mais alguns dias por aqui mas, até chegar em Buenos Aires, prometo postar flyers de festinhas etc. Uma vez mais, sorry pelo sumiço e feliz ano novo!

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Postado em 18.12.2009 | 13:12 | por Ana Manfrinatto
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Reprodução/ Martin Bonetto para o Clarín

O velho lobo baiano

O velho lobo baiano

Na quarta-feira (16/12) fui ao show do Gilberto Gil no teatro Gran Rex aqui em Buenos Aires. “Preciosa”, para mim, é o adjetivo que melhor define a apresentação. Ao lado do seu filho Bem Gil e do mestre Jacques Morelenbaum no violoncelo, Gil foi do céu ao inferno, de canções alegres à densas em um show intimista, pequenininho.

Como eu já havia dito, precioso.

Teve “Esotérico” e aquela frase linda sobre o mistério que sempre há de pintar por aí, “Tenho sede”, “Chiclete com banana”, “Expresso 2222”, uma versão interessantérrima de “Panis et circenses” puxada no violoncelo do Morelenbaun en vez da guitarra distorcida do Sérgio Dias e umas coisas novas que eu não conhecia, não.

Como, por exemplo, uma canção que ele fez para atender o pedido de sua filha Maria, que se casou há dois meses, e que diz assim: “Das duas, uma. Ou será pluma ou será pedra pesada”. E eu, que não raro me emociono, confesso que derrubei lágrimas quando ele tocou “Lamento sertanejo”.

Por ser de lá, do sertão, lá do serrado… Do interior do mato, da caatinga, do roçado…

Quem tava no palco era um Gil diferente… Deu para sentir que ele tá mais maduro, mais velho, sobretudo quando cantou “Não tenho medo da morte” à capela. Incrível.

É que não é mais o mesmo Gil que aparece no documentário “Doces Bárbaros” com trancinha no cabelo e suéter rosa fazendo mal-criação no tribunal. Também não é aquele Gil que entoa “Filhos de Gandhi” com o Jorge Ben numa versão de 14 minutos que é quase um transe.  Foi tudo isso, todo esse Gil, só que menor, mais lapidado.

Tanto é que a matéria do Clarín sobre o show foi intitulada de “velho lobo baiano”.
Coisa de mestre, sabe?

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Postado em 15.12.2009 | 15:12 | por Ana Manfrinatto
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Na semana passada (10/12) eu tive o privilégio de ver a Buika ao vivo pela primeira vez na minha vida. Quem? Concha Buika, uma cantora de origen africana – sua família é da Guiné Equatorial, para ser mais precisa – que nasceu na ilha de Maiorca, na Espanha. Esse baú de heranças negras e flamencas faz com que Buika seja uma explosão.

Descalça, vestido vermelho, turbante na cabeça. Entre um gole de água e outro de vódca, ela embriagou as mais de três mil pessoas que foram ao teatro Gran Rex para vê-la. É que além de não ter problema em brincar com seu vozeirão e estilhaçá-lo no compasso do coração, a Buika canta com a alma, com as vísceras, com o útero.

Ela é uma figura feminina tão forte que me trouxe algumas imagens como Nossa Senhora Aparecida, Iansã, as avós. Aliás, entre música e música ela evocava estas figuras femininas (Mercedes Sosa foi uma delas) e falava sobre o amor, sempre ele.

Uma das interpretações mais emocionantes da noite foi a do tango “Volverás”, que ela dedicou aos seres humanos incorrigíveis: “São aquelas pessoas que não se cansam de errar zilhares de vezes a mesma boca. Esta boca que nós sabemos que não vai estar ali no dia seguinte mas que esta noite está boníssima!”, disse.

O clima era de conversa entre amigos. E nessa toada ela confessou que desde pequenininha aprendeu que a mulher não tem que ter medo da solidão, porque é na solidão que nós enfrentamos nossos demônios e nos ampliamos.

Sou filha única. Acostumada a estar sozinha, a voltar do mercado carregada de sacolas , essas coisas. E eu fui ao shows sozinha num desses dias em que o mantra é “eu sou a minha melhor companhia”.

Me emocionei, chorei, dei bastante risada. E só senti a falta de alguém ao meu lado porque gostaria que algumas pessoas especiais também tivessem vivendo este momento. Um exemplo aconteceu em 2007, no mesmíssimo teatro, quando o Caetano tocou “London, London”. Não fosse a minha amiga Camila segurar a minha mão, ninguém acreditaria que isso tivesse acontecido de verdade.

Desta vez foi tão lindo quanto. Eu eu nem preciso dizer que foi mágico porque a própria Buika se encarregou de entoar o meu adjetivo preferido:

“Não faz falta que eu diga que este momento dividido com vocês foi mágico porque eu sou uma pessoa que acha que o simples fato de estar respirando já é um milagre”.


Só fiquei com vontade de ter escutado “A mí manera”, que diz assim, ó:

Mira el tiempo
Como casi sin querer mueve
La trenza que anoche ahogaba tu pelo
Tu pecho lentecito muele mi amor

Mira el tiempo
Como casi sin querer me cruje
Ya siento hojas de otoño en mi pecho

Y al fin me sé libre
De sentirme bella
En él y en ella

Y de cantar flamenco
Con todo mi respeto
Para quien entienda
Porque yo no entiendo, no lo entiendo

Yo canto lo que pienso
Pa empujar mi vida

Y pa no tener miedo

Miedo de que me miren
Y no me vean
Ya no tengo miedo
Miedo de despertarme
Y que no estés cerca
Ya no, ya no, ya no.

Cause the World it's inside of me

Yo creo en mí
Y en mi manera de decir
Lo que pienso
Yo creo en mí
Y en mi manera de sentir
Lo que siento
Yo creo en mí
Y en mi manera de pensar
En lo que digo
Yo creo en mí, en tí, en mí
Y en tí y en mí
A mi manera

Tira corazón
Que él que gusto da
Placer se lleva

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Postado em 11.12.2009 | 12:12 | por Ana Manfrinatto
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Além de ser uma expressão pra lá de portenha que significa “se eu fosse você”, “yo que vos” é uma feira com mais de 50 expositores que acontece amanhã à tarde no Planetário e promete bolsas irresistíveis, massagens relaxantes e comidinhas incríveis.

Amanhã também tem Bubamara no Konex, a festinha de música balcã. E ontem começou (e vai até o dia 14) o In-Edit Cinzano, primeiro festival de cine documentário e música de Buenos Aires.

Que mais? Ah, hoje à noite tem os catarinenses da banda Felixfônica apresentando para os hermanos um repertório que mistura jazz e rock com brasilidades como baião, frevo, maracatu, ciranda, samba e maculelê. O show é às 22h30 no Club Eter.

Que eu lembre, de cabeça, é isso! Sem falar em todas as festas de confraternização das “firrrmas” e despedidas que acontecem neste finde.

‘Cause it’s friday and everybody is in love!

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Postado em 09.12.2009 | 11:12 | por Ana Manfrinatto
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Segunda-feira à noite pareceu sexta. Ontem pareceu domingo e hoje parece segunda-feira de novo. É que “ayer”, dia 8 de dezembro é o dia de Imaculada Conceição, a virgem. O feriado é comemorado em outros países da América Latina também e, pelo menos aqui na Argentina, é o dia oficial em que as pessoas montam a árvore de natal.

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