Revista TPM

Blog Eu lia tu lias

Ele não quer me comer...

Tem outra. CERTEZA!
29.09.2014 | 18:09 | Lia Bock

   

Os dias vão passando e aquele marasmo sexual toma conta da casa. Entram os amigos para um porre, entra a família para uma pizza, entra o encanador para consertar a pia, entra o Fabinho para contar as fofocas da semana. Tudo parece normal não fosse pelo vão sexual que se instala. Tem bejinho, tem eu te amo, tem gargalhada no jantar, tem dormir abraçadinho e seriado religiosamente às terças. Mas sexo que é bom nada. Onde foi parar? “Na casa de alguma vagabunda. Certeza!” A culpa, entendam, é sempre da outra. A outra mulher que seduziu o maridinho, que levou ele no papo, trepou com ele loucamente e não sobrou nada pra esposa querida. Mesmo que o cônjuge em questão vá do trabalho pra casa e de casa pro trabalho, a culpa é de alguma outra. Porque, se ainda não comeu, comerá em breve. Certeza!
    Odiar é fácil. Arrumar uma piriguete pra colocar a culpa também. Porque “se está tudo bem, só pode haver uma outra!”. O “tudo bem” é que mata! Os dez anos de vida conjugal nas costas nem passam pela cabeça da mulher que quer ser corna. A mesmice sexual que se instalou também não preocupa a mulher que quer ser corna. A sua própria falta de vontade e iniciativa também não estão em jogo, porque, afinal, ela QUER ser corna. Ser a vítima é mais fácil do que dar as mãos e com olho no olho encarar a realidade: “não estamos trepando. E agora?!”.

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I´m so FUCKING sorry!

O problema não é só o que você diz, mas como e quando você diz
11.08.2014 | 16:08 | Lia Bock

Desculpa, fiquei trabalhando até tarde, não deu pra ir.
Desculpa, acabou minha bateria, só consegui uma tomada agora.
Desculpa, eu não estou bem hoje, coisa minha.
Desculpa, eu bebi demais e falei mais do que o necessário.
Desculpa, precisei sair correndo. Mesmo.
Desculpa, não tem nada a ver com você, são traumas que a vida me trouxe.
Desculpa, não liguei porque não sabia o que dizer.
Desculpa, não disse nada porque achei que você estava na sua.
Desculpa, esqueci de te apresentar, essa é Amanda.
Desculpa, eu achei que você sabia.
Desculpa, só estou dizendo a verdade.

O problema não é só o que você diz, mas como e quando você diz.
Homens que precisam se desculpar, não se aproximem. Obrigada.

 

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Mulheres que limpam

Você nem tinha reparado nela, até que... ela aparece com um rodo
05.08.2014 | 17:08 | Lia Bock

Todo mundo sabe que há gosto pra tudo e aquele seu defeito, execrado pelo ex, pode ser o fetiche do seu novo amor. Nessa linha, você, mulher com mania de limpeza, não perca as esperanças. Nem todos os Homer Simpson são como o Homer Simpson. Dizem por aí que o novo homem – aquele que rega as plantas e e discute a relação – gosta da casa um brinco e não resiste a uma gata empunhando um Perfex.
    Alguns seres do sexo masculino são loucos por uma dona com um pano de chão em mãos. Acredite. Uber-feministas e apedrejadores, respirem fundo, por favor! Não estou pregando a volta da Amélia, aquela que era mulher de verdade e que não tinha menor vaidade. Não! A mulher carrega uma vassoura mas está com uma pulseira linda, o cabelo bem cuidado, roupa sexy, sorriso no rosto e as unhas recém tingidas de carmim. Feliz. Elas limpam porque gostam. E gostam porque puderam escolher.
    Não estou falando de faxina de domingo ou da louca do VAP, mas daquela mulher que no meio da festinha encara a lavagem dos copos acumulados na pia, de batom vermelho recebendo pitadas de cigarro na boca pela mão da amiga. Falo da gata que não desce do salto, mas se curva num movimento gentil para secar a cerveja que caiu no chão da pista. Mulheres que não se importam em dar um trato e, ao contrário, precisam disso e o fazem com graça, estilo e bom humor. No geral elas são levemente neuróticas, mas gargalham de si enquanto vestem as luvas de borracha para não estragar as unhas.
    Mulheres que limpam, repare nelas!

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Cadê o marido que estava aqui?

Sumiu. E daí?
26.06.2014 | 17:06 | Lia Bock

 

   Quando a mulherada cruza o Cabo da Boa Esperança, ali em algum momento perto dos 36 anos, o assunto filhos entra na vida, quer queiram as moças ou não. Avós, tias, vizinhas, a gerente do banco e uma horda de intrometidas afins começam a assuntar: “E aí, o relógio biológico, ainda nada?”. Mesmo quem está evitando pensar sobre o assunto se vê diante da necessidade de, ao menos, ter uma respostas padrão em mente. Se existe alguma mulher nessa faixa etária que nunca gastou seu tempo matutando sobre o assunto, que fale agora ou cale-se para sempre.

Pois bem. Tenho reparado que nessa fornada atual de seres humanos, pelo menos por aqui na minha quebrada, ainda há muita gente que pensa nos filhos como uma evolução normal do marido. Quer dizer, primeiro tem que apaixonar, depois amar, pra daí casar (aqui, se der, comprar uma casa), pra só então, enfim, ter filhos. Caraca. Que trampo. Cansei só de enumerar.
    Demoramos tanto para conquistar tão pouco e ainda seguimos esse modelo padrão. Jura? Por nós algumas queimaram sutiãs, outras foram deserdadas pelas famílias. Tudo para poder estudar, trabalhar ou apenas namorar “o cara errado”. Pra quê? Pra em pleno século 21 a mulherada sonhar com o vestido branco e as meias na janela no Natal? Como diria Cris Naumovs, “que ano é hoje?”. Gente, marido é bom, mas filho é melhor. Juro.

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Vem que eu tô facinho!

(mas não conta pra ninguém)
16.04.2014 | 15:04 | Lia Bock

Ninguém melhor do que nós mesmos para saber nosso próprio valor. “Levante a cabeça” e “se dê ao respeito” são frases que ouvimos com frequência de nós e dos nossos. Mas nem sempre a vida e os astros colaboram e uma hora chega aquele momento em que entramos em promoção. Olhamos no espelho e, enquanto passamos o rímel, pensamos que por ora vamos baixar o nível, vamos mesmo apelar. No dia em que carimbamos a black friday na alma vale dar corda a qualquer um que apresente o mínimo para iniciar uma nova paquera. No dia em que pop-ups de desconto só faltam pular da nossa boca, dá para desenterrar aquele barbudinho esquisito que te “cutucou” (ui) há uns meses atrás. Na promoção a gente toma catuaba, releva tatuagens bizarras e aceita indicação (suspeita) de amiga – aquele bofe que com ela não colou, mas com você, quem sabe... Vale tudo para fazer o mundo girar e encontrar novos problemas. Quer dizer, quase tudo, só não vale contar pra esse mesmo mundo que estamos cobrindo qualquer oferta. Da boca pra fora segue valendo a máxima da feira “mulher bonita não paga mas também não leva”. Faz figa e simbora pra pista.
Diz a lenda que basta algo entrar em promoção para os seres humanos se engalfinharem, certo? Como tem dias em que o que a gente mais precisa é fila na porta, bora baixar o preço, a guarda e a vergonha na cara.

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Lia Bock

Por Lia Bock

Um blog para quem desliga o celular, chora no banho e rói as unhas

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