Revista TPM

 
tamanho da letra
aumentar fonte
diminuir fonte
icone postado
Postado em 30.10.2009 | 16:10 | por Leonor Macedo
divisão
- Mãe, com quantos anos vou poder ver revista de mulher pelada?

- Hmmm, tem que esperar mais um pouquinho, Luquinhas.

- Mas me dá um limite de idade, mãe. Uns 10?

- Não, Lucas. Acho que um pouquinho mais. Uns 12, 13. Mas por que você quer ver revista de mulher pelada?

- Ah, mãe. Porque eu gosto. Gosto muito.

(.)

- Mãe, com uns 14 anos vou poder sair sozinho?

- Vai sim, filho. Para alguns lugares.

- Na banca? Vou poder ir?

- Vai sim, Lucas.

- E aí vou poder comprar minhas próprias revistas de mulher pelada?

- Não, porque eles só vendem revista para maior de idade.

- Então até lá você pode comprar pra mim?

- Pede para o papai, Lu.

- Tudo bem. Vou pedir 5 pra ele e 5 pra você.

- PRA QUE VOCÊ QUER 10 REVISTAS DE MULHER PELADA????

- Ah, mãe. Porque eu gosto. Gosto muito.

 

Tags: Lucas
divisão
  • Avaliar:(+3)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (6)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 24.09.2009 | 11:09 | por Leonor Macedo
divisão
Nem todo mundo sabe (embora devam desconfiar por conta do meu sumiço aqui do blog), mas no meu trabalho eu passo, lavo e cozinho. Sou editora de três sites e escrevo quase todos os textos e sinopses aqui do serviço. De vez em quando, também cai um roteiro ou outro na minha mão para redigir e outro dia, em pleno feriado prolongado, me enfiaram em um estúdio como assistente de direção. Aí, quando falta a faxineira, sou escalada para limpar as lajotas com querosene e uma escovinha de dentes.

Mas essas não são as minhas únicas facetas. De uns tempos para cá, me aventurei, por livre e espontânea pressão, no mundo mágico da reportagem televisiva do terceiro setor. Enfiaram um microfone na minha (opa!) mão, me mandaram arrumar os cabelos e ligaram uma câmera bem na minha frente:

- Aja com naturalidade.

Logo eu, que sempre me escondi atrás de um guardanapo quando me deparava com a equipe de filmagem em casamentos. Porque, convenhamos, agir com naturalidade diante de uma câmera é o mesmo que sair de mãos dadas com um palhaço na Avenida Paulista e fingir que nada está acontecendo (e eu já saí com vários, mas não vem ao caso).

Como se não bastasse olhar para a câmera e conversar com ela como se fosse um amigo no boteco, é preciso decorar o texto que vai dizer e a minha memória está ocupada desde o tempo em que decorei todas as falas do Chaves e do Chapolim porque o Senhor Silvio Santos repetia os mesmos episódios a semana inteira.

- Decore o texto, olhe para a câmera, não ria e venha andando de lá para cá, enquanto fala. Mas ande só até essa folhinha, porque senão você sai da câmera. Só que não pode olhar para o chão para ver a folhinha.

Decorar, falar, olhar, não rir e ANDAR, tudo ao mesmo tempo! Ah, e respirar, porque Deus quis assim.

**

Aí, quando você acha que não há constrangimento maior, você é informada de que terá de fazer tudo isso no centro da Praia Grande, aquele balneário fantástico no coração do litoral sul paulistano, repleto de gente bonita e a paquera rolando solta.

De preferência, na frente das Casas Bahia porque os assuntos da reportagem são falta de grana e planejamento orçamentário. E dá tudo certo, exceto pelo camarão que você comeu no fim da noite.

**

Ontem, o pessoal da edição de vídeo capturou um erro meu e em seguida transformou a minha careta em uma vinheta da MGM. Valeu mais do que o salário.

http://www.youtube.com/watch?v=MKihQD1VkCI

divisão
  • Avaliar:(+4)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (7)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 21.09.2009 | 13:09 | por Leonor Macedo
divisão
Tuca,

Li sua justificativa por aí para processar o Corinthians por conta do uso da sua música. Ainda assim, não consigo te enxergar diferente do que um cara malandro que quis enriquecer por conta de uma música boa. 

"Desde que a música que compus começou a ser cantada nas arquibancadas, 10 em cada 10 pessoas que vinham conversar comigo perguntavam se eu tinha registrado e se havia ganho algum dinheiro. Ao responder negativamente, sempre tinha que ver na cara da pessoa que ela me achava um otário."

Esse seu primeiro argumento me fez ter vontade de nem ler o resto. Porque ele me faz pensar que você, além de viver rodeado de gente mal intencionada, acionou o Corinthians para provar para essa gente que você não é otário. Que você é sujeito macho, espertalhão. Aquilo que chamam de autoafirmação.

Só que quem ficou com cara de otário foi toda uma nação que fez da sua música um hino e saiu cantando por aí, tatuando no braço, nas costas. Que acordou e que dormiu assoviando-a tantas vezes, que se denominou mais um louco do bando, sem saber que alguém, quase um ano depois, cobraria R$ 700 mil do Corinthians por conta disso.

Entendo que é um direito seu registrar a música neste país de malandros onde todo mundo quer tirar vantagem. Deveria ter feito isso antes de milhões de corinthianos comprarem a sua camiseta. Porque a gente se sente lesado, sabe? Veja bem, eu, corinthiana, costumo comprar minha camiseta oficial para reverter o dinheiro ao clube, mesmo sabendo que muitas vezes ele é mal gerido pela diretoria. Se você, autor da música, tivesse produzido as camisetas e montado uma banquinha na porta do Pacaembu, muito provavelmente eu não teria comprado, apesar de a idéia ser realmente muito boa. Outros tantos pensam como eu e, muito provavelmente também, você teria arrecadado uns R$ 200, depois de vender a camiseta para a sua mãe, sua namorada e seu melhor amigo.

Você fez o processo inverso. Lançou a música, viu a proporção que tomou e agora quer comprar um apartamento duplex em Higienópolis, para ficar mais perto do Pacaembu. O dinheiro que eu gastei com a minha camisa não será revertido para o clube, portanto é isso que faz o corinthiano se sentir traído.

Ter escrito uma música de arquibancada não te faz um compositor, não te iguala ao Jorge Ben, ao Gilberto Gil e aos Racionais. Quando eu compro um CD desses artistas, eu sei para onde, exatamente, o meu dinheiro está indo. Se você acha que tem talento para a música, siga esse caminho e aí eu decido se compro ou não o "The Greatest Hits Of Tuca". Se você acha que tem um talento para o marketing, cria um projeto e pede um emprego no Corinthians ou na Nike.

O que não dá é para ser torcedor profissional. O prêmio para um torcedor que sofre pra comprar um ingresso, que é maltratado na entrada do estádio, que tem que arcar com suas despesas, que só perde dinheiro com o futebol (e não ganha) nem é, por exemplo, o mínimo de conforto. Isso é direito. O prêmio para um torcedor é um gol bonito, aos 46 minutos do segundo tempo, fazendo o Corinthians ganhar de virada. Isso é um prêmio.

Acho que ainda dá para reverter essa situação. Já que a música é sua, fica com ela. Ou, se continuar processando o Corinthians e ganhar os seus R$ 700 mil (coisa que não acredito porque tenho certeza de que você não pediu autorização para o clube para usar o nome do mesmo), contrata um centroavante bom para colocar no lugar do Souza.

Sem mais,

Leonor Macedo

divisão
  • Avaliar:(+2)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (26)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 14.09.2009 | 11:09 | por Leonor Macedo
divisão
- Estou ficando velha.

Inevitável ter esse tipo de pensamento na festa em que eu tive que dar uma assadeira antiaderente de presente para o Raphael.

Aí tem gente que vai vir aqui falar:

- Se liga! Você não tem nem 27 anos e está se sentindo velha. E eu com [insira a idade da Glória Maria aqui]? Me sinto como?

Minha mãe sempre diz que a idade está na cabeça das pessoas e, embora eu desconfie que essa seja uma desculpa de quem não está muito a fim de envelhecer, acho que ela tem razão.

De modo geral, eu me sinto como uma menina na flor da idade. Quem anda envelhecendo em ritmo acelerado é o Lucas e acho que as crianças de hoje em dia crescem tão rápido que ele ainda vai me passar. Serei uma mãe de 35 anos com um filho de 50.

Mas ali; em meio a panelas, vassouras, copos, talheres e convites de casamento; a sensação de estar a milhares de quilômetros da minha adolescência me fez digna do meu nome de senhora de 100 anos.

**

Fiz o meu colegial em uma escola pública lá da Vila Mariana. Nem sei o porquê de estudar tão longe de casa. Sei que todos os dias eu descia até a Avenida Sumaré, pegava o ônibus Vila Mariana - Lapa às 5h30 da matina e ia até o ponto final. Durante três anos, vi os dias amanhecerem atrás dos prédios da Avenida Paulista. O ônibus enchia e esvaziava três ou quatro vezes durante o trajeto e às vezes eu descia sozinha no metrô Vila Mariana.

Poderia ter estudado a cinco quarteirões de casa, em uma escola para onde tinham ido todos os meus amigos de ginásio. Teria sido legal também, mas ainda bem que não fui. Porque foi no Brasílio Machado que fiz aqueles amigos das mensagens de contracapa de caderno: "Te curto pra KCT! Espero que nossa amizade dure para sempre!" E durou.

**

Eu andei tanto nesses 12 anos de amizade com o Raphael, e por tantos caminhos, que parece que há um abismo secular entre a minha vida de hoje e aquelas tardes em que passávamos fazendo trabalho de escola e tomando o chá com leite da Dona Odete.

A sensação é de que nossas histórias daquela época estão em outra encarnação. O Leandro quebrando a cadeira da casa do Rapha e espatifando a bunda no chão; a Flávia mostrando o peito sem querer na comemoração de um gol no campeonato de futebol; o gosto daquele croissant de frango no intervalo da escola; a gente enrolando mato em uma folha de papel e entregando para a Daniela dizendo que era maconha (e ela ficou loucona); as cervejinhas geladas às 7h30 da manhã (IC!); as minhas paixonites pelos irmãos mais velhos dos meus amigos; os aniversários e os churrascos na casa do Rapha; os filminhos lá na Batcaverna depois dos trabalhos de escola; a união da classe para infernizar a vida dos professores; as primeiras baladas; os primeiros porres; as andanças do metrô Clínicas até em casa para comer macarrão. Uma adolescência pra lá de feliz.     

**

Quando o Toreli entrou no chá bar com dois filhos grandes, a mais velha da idade do Lucas, quase que a minha dentadura caiu no chão e o reumatismo me impediu de pegá-la. Tenho certeza de que ali, naquele salão cheio de histórias, a sensação de velhice não era só minha.

E é só uma sensação porque a essência daquilo que a gente viveu continua toda ali. A Dona Odete ainda está lá, com seus quase 92 anos. O Cacá, pai do Rapha, namora a Denise há 16 anos. A minha mãe ainda faz macarrão com o mesmo tempero todos os domingos. O Rapha continua são-paulino (e o irmão dele também). O Leo aposentou recentemente a calça de moletom que usava no colegial. A Tati, se bobear, é virgem de novo. A Eliane continua japonesa. O Leandro namorando a mesma menina que estudou com a gente há 12 anos. A Flávia, mesmo com marido e filho, exatamente a mesma moleca.

Mas o melhor é sentir que, se tudo aquilo que a gente passou parece ter ficado uma vida pra trás, eu e o Raphael conseguimos mesmo transpor nossa amizade para essa vida de cá, com o Lucas como filho e a Camila como companheira, com responsabilidades, contas pra pagar, porres pra esquecer e porres pra lembrar, controle de colesterol, lei da gravidade e panças.  

Talvez tenha sido isso que tenha me rendido um convite para ser madrinha da união do Rapha e da Camila. Corre todo dia uma vida empurrando a gente pra frente. Só que quando a gente faz tudo direitinho, olha pra trás e tudo ainda está lá, intacto, inabalável e ainda divertido. Serei uma velhinha bem feliz.

Tags: amigos
divisão
  • Avaliar:(+4)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (11)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 10.09.2009 | 14:09 | por Leonor Macedo
divisão
Nos anos 80, não existia uma só criança que não tivesse coleção de alguma coisa. As meninas colecionavam papéis de carta, os meninos amontoavam nas estantes pilhas e pilhas de latinhas de cerveja e refrigerante.

As crianças mais saidinhas guardavam caixinhas de cigarros, herdadas dos pais. As mais sóbrias preferiam os selos. As mais ricas faziam inveja com suas coleções de brinquedos. Isso, claro, as crianças normais.

Meu primo Nando também gostava de colecionar. Gostava e gosta até hoje, visto a sua coleção de DVDs, camisas, gravatas, canetas, chaveiros, cachorros. Tudo devidamente numerado, nomeado e catalogado.

Mas o que nem todo mundo sabe é que quando o Nando era criança sua coleção preferida era a de canudinhos plásticos. Sim, daqueles que a gente coloca nas garrafas de refrigerante quando vai a uma lanchonete. Meu tio até tentou persuadir o menino e lhe trazia um carrinho novo da Matchbox toda semana. Só que todos tinham o mesmo destino: uma caixa velha de sapato no fundo do armário.

O que enchia o coração do Nando de orgulho era a coleção de canudos. Conseguidos um a um, no início, em uma árdua procura nas lanchonetes, padarias, pizzarias e sorveterias:

- Tem canudo?

E o Nando bebia no bico para poupar o canudinho e levá-lo para casa. Cada um de uma cor diferente. Quando meu primo percebeu que não existiam tantas cores assim no Universo e que a coleção dele não iria tão longe, relaxou e foi buscar os canudos no supermercado.

Aí, ao invés da qualidade, ele passou a se orgulhar da quantidade. Toda moedinha que caía na sua mão servia para comprar um novo pacotinho com mil canudos, todos iguais. Um milheiro de azuis fininhos, um milheiro de brancos com listras vermelhas e as pontas flexíveis.

Então as gavetas de seu quarto ficaram pequenas para tantos canudos e ele resolveu coletar outra coisa, mais fina e que ocupava menos espaço: folhas de papel. As últimas folhas de papel de sua coleção duraram até bem pouco tempo. Isso porque, durante muitos anos, meu primo comprava dezenas de monoblocos e não deixava ninguém usar uma paginazinha sequer.

- Deixa eu desenhar aqui?
- Toca e você morre!

Foi só no começo deste século que o Nando resolveu usar suas folhas, já cursando a segunda faculdade. E até cafezinho ele toma de canudinho.

divisão
  • Avaliar:(+4)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (5)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 01.09.2009 | 10:09 | por Leonor Macedo
divisão
Para todo corinthiano que até hoje não consome produtos Parmalat, feliz aniversário.

Para todo corinthiano ateu que acende vela pra São Jorge, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que grita até hoje "RONAAAAAAAAAALDO" quando qualquer goleiro alvinegro faz uma defesa, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que já teve o manto furado por sinalizadores, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que escorregava em um papelão os morrinhos do Pacaembu antes do jogo, feliz aniversário.

Para quem assina Corinthians no RG, feliz aniversário.

Para toda corinthiana que é mais macha que o namorado são paulino, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que não come salada porque é verde, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que começava o cabeçalho na escola com "Corinthians, 1º de setembro de 1910", feliz aniversário.

Para todo corinthiano que espera pacientemente o horário do jogo de quarta, depois dos são paulinos assistirem a novela, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que só gosta de porco se for assado na barraca do Getúlio, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que não tem visão de raio-x e não consegue enxergar nada nos jogos do Morumbi, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que colocou mais um corinthiano no mundo, feliz aniversário (Te amo, Luquinhas).

Para todo corinthiano que sabe o dia do aniversário do time, feliz aniversário.

Para a Vanusa, que não sabe cantar o hino nacional porque o hino do Corinthians é mais importante, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que não usava nem o lápis de cor verde quando criança e pintava floresta de azul, feliz aniversário.

Para todo corinthiano que se sente o melhor amigo do Neto, feliz aniversário.

Para o corinthiano que tem o Pacaembu como estádio, feliz aniversário.

Para o corinthiano que veste preto e branco, feliz aniversário.

Para o corinthiano com H, feliz aniversário.

Para o corinthiano que morre de orgulho de ser corinthiano, feliz aniversário.  

divisão
  • Avaliar:(+6)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (12)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 31.08.2009 | 17:08 | por Leonor Macedo
divisão

 

divisão
  • Avaliar:(0)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (0)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 19.08.2009 | 18:08 | por Leonor Macedo
divisão

 

 

Eu tenho um amigo (cuja identidade será preservada) que é um dos melhores desde a época em que estudamos juntos no colegial. Nos vemos pouco; a quantidade dos nossos encontros não chega nem perto do tamanho do carinho que sentimos um pelo outro.

Enfim, no dia do bêbado e do síndico do post aí debaixo, eu fui jantar com esse amigo. Fazia tempo que tentávamos marcar um reencontro e nunca dava certo. Neste dia, deixei o Kung Fu de lado e fui encontrá-lo em um restaurante japonês.

Quando cheguei, vi que ele trajava uma roupa social: camisa, paletó e calça risca de giz. Tinha aposentado o velho moletom furado no joelho e a camiseta do Colégio Brasílio Machado.

- Nossa! Que chique. Da onde você está vindo?
- Da universidade onde dou aula.

É evidente que eu já sabia que meu amigo tinha virado professor universitário, mas é impossível evitar a surpresa. Nem é pelo sinal da velhice iminente, mas porque é muito difícil acreditar que justo ESTE amigo tenha virado professor universitário, de CÁLCULO, ainda por cima.

Explico: no segundo ano colegial, meu amigo quis prestar o vestibular da FUVEST como treineiro. Naquela época, diferente de hoje, eram dois dias de prova e cada uma tinha 60 questões. Somando as duas, este meu amigo acertou 17. D-E-Z-E-S-S-E-T-E.

No dia em que ele me contou isto e foi zoado por todo o colégio, cheguei em casa e abri o jornal. Um grupo de pesquisadores tinha aplicado o vestibular em um macaco e ele acertou 25. V-I-N-T-E-E-C-I-N-C-O. Nem preciso dizer que comprei mais uns dez exemplares daquele jornal e colei a matéria do macaco, no dia seguinte, por toda a escola.

Nesta noite, lá no restaurante japonês, eu relembrei a história da FUVEST para o meu amigo quando ele reclamou do nível intelectual de seus alunos. E a gente resolveu encher a cara de saquê, erguendo nossos copos ao ensino do País.

divisão
  • Avaliar:(+5)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (6)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 14.08.2009 | 10:08 | por Leonor Macedo
divisão
Meu prédio é adepto da velha máxima: se cobrir vira circo e se cercar vira hospício. Só que ele é coberto e cercado. Ontem, depois de mais um dia cheio de trabalho, adentrei o hall do prédio e vi o maior dos burburinhos.

A cena era a seguinte:

À direita, um morador pesando 100 kg apontava a bengala para o síndico e gritava que pediria sua destituição do cargo. À esquerda, o síndico, de 48 kg, dizia para o morador provar tudo àquilo que estava sendo acusado.

- O senhor é louco! - disse o síndico.
- Louco? Eu não sou louco! Tenho um atestado de sanidade mental dado pela Justiça Federal. E já passei em um concurso público. Você já passou em algum?

Acontece que nem eu nem o síndico passamos em nenhum concurso público. Muito menos temos um atestado de sanidade mental. Até então eu estava ao lado do morador de bengala porque, como uma boa viciada em qualquer tipo de jogo, eu já tinha apostado 200 reais nele em sua bengala. Mas depois me senti pessoalmente ofendida.

- Não, não passei em nenhum - respondeu o síndico, meio desapontado.
- Pois eu já passei em primeiro lugar - afirmou o morador.
- Iéééééééé, vai deixar? Vai deixar? - atiçavam os porteiros e o zelador.

Subi rapidinho, contei para minha mãe e, logicamente, descemos as duas com a desculpa que iríamos ao mercado. Ao que parece, perdemos a melhor parte da briga porque o zelador, a esta altura do campeonato, estava do lado de fora do prédio, puto da vida:

- Eu disse pra esse morador filho da puta ir me xingar lá na esquina se ele for homem. Aí eu quero ver. Ele que vá jogar papelzinho na mãe dele.

O morador jogou um papelzinho no zelador!

Quando voltamos do mercado, a calmaria já tinha tomado conta do prédio. Aí me troquei, brinquei com o Lucas, dei o jantar pra ele e quando ele dormiu, eu fui comer em um restaurante japonês com uns amigos do colegial.

Ao subir a Avenida Pompéia, passei pelo boteco da esquina e vi o morador apoiado na bengala e cachaçando horrores:

- O ZELADOR DO MEU PRÉDIO É UM FILHO DA PUUUUUUUUUUUUTA. JOGUEI UM PAPELZINHO NELE!!!!

Depois de encher a cara de peixe cru, desci a Avenida Pompéia e vi que a bengala do senhor tinha sido aposentada: o morador estava sendo carregado por três homens fortes e parrudos até o prédio. Provavelmente, ele subiu até em casa, beijou o atestado de sanidade enquadrado na parede e dormiu de sapato e meias.

divisão
  • Avaliar:(+4)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (6)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
icone postado
Postado em 12.08.2009 | 17:08 | por Leonor Macedo
divisão

Vocês se lembram deste post que escrevi no antigo Eneaotil, quando eu tinha um emprego que me dava tempo para essas coisas mundanas? Pois então. Nele, eu descrevia como a mamãe acreditava que, mesmo sem os dois dentes da frente, eu poderia ser uma modelo de sucesso nos anos 80.

A mamãe, de alguma forma, acertou e por conta do book fotográfico que fiz, estarei no Brazil's Next Top Model.

**

Sapha diz:

Lelê????

Leonor Macedo diz:

fala, minha querida

Sapha diz:

olha só

vou te pedir um favor

Leonor Macedo diz:

até dois

Sapha diz:

mas não se sinta obrigada a aceitar

amanhã eu vou gravar um video de zueira do brazil's next top model com o Falcão (o brega)

ai ele terá que eliminar um objeto "fashion"

e um deles é ombreira

dei um google aqui pra ver se eu acho foto de ombreiras

Leonor Macedo diz:

sei

Sapha diz:

e achei uma sua!

Leonor Macedo diz:

mano do céu

Sapha diz:

Antes de ver q era você, eu já tinha comentado aqui q essa era bacana, pois era bem brega

hahahahahahahaha

olha o fora!

Sapha diz:

ai eu fui ver e era uma que você publicou no site

Leonor Macedo diz:

sim sim

do meu book

banguela

Sapha diz:

hahahahahahahaha

esse mesmo

Leonor Macedo diz:

eu vou aparecer na Sony?

Sapha diz:

só no site

que é um vídeo exclusivo do site

posso usar a foto???

Leonor Macedo diz:

claro

Leonor Macedo diz:

jamais negaria isso pra você

Sapha diz:

assim que o video ficar pronto eu mando pra você

ai tomara o que falcão te elimine (no bom sentido)

Leonor Macedo diz:

pede pra ele me eliminar

**

I

Fama, sucesso, aneroxia e Paris. Aí vou eu!

Tags: modelo
divisão
  • Avaliar:(+1)  avaliar mais   avaliar menos
  • favoritar
  • favoritar
  • ler depois
  • ler depois
  • imprimir
  • imprimir
  • comentários
  • (8)comentários
  • fechar janela
    Você precisa estar logado para realizar esta operação
    Entrar
CATEGORIAS

 


ARQUIVO
Páginas: 1 | 2 | 3 | 4  próximo »
TAGS