Revista TPM

 
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Postado em 21.12.2011 | 14:12 | Clarissa Correa
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Gabriela Mo

Acho que esse é um excelente momento para dar adeus. Tchau para quem não acrescenta nada na nossa vida. Tchau para aquele cara que diz que vai ligar e nunca liga. Tchau para aquela colega de trabalho invejosa. Tchau para aquela amiga que quando você precisa nunca pode emprestar o ombro. Tchau para aquela tia chata que vive apertando suas bochechas e dizendo o quanto você está gorda. Tchau para aqueles sentimentos mesquinhos. Tchau para a preguiça. Tchau para a invejinha. Tchau para a gula. Tchau para a cobiça. Tchau para a avareza. Tchau para a ira. Tchau para a soberba. Tchau para os sete pecados capitais.

Finais de ano são sempre especiais para mim. Não sou muito fã do Natal. Acho uma data comercial e não gosto de misturar doce e salgado. A quantidade de Papai Noel suicida pendurado pelas sacadas do mundo afora é impressionante. Acho tudo muito over, mas tudo bem, não vou remar contra a maré: coloquei uma árvore em casa, uma rena e um Papai Noel. E só. Mais do que isso não faço. E, tá certo, eu como peru e dou presentes. Mais do que isso me recuso a fazer. De verdade.

Gosto mesmo é do ano-novo. Sempre acho que uma vida nova começa, que os ares se renovam, acredito em toda aquela positividade que um ano que está nascendo traz. Posso confessar? Faço listinhas mentais, sim. Pulo as sete ondas, como lentilha, faço pedido, olho para o céu, para aquela estrela mais brilhante e peço: que o próximo ano seja melhor e melhor e melhor para mim e para todos que amo. Sou cafona mesmo. E com muito orgulho.

Olhando para trás, 2010 foi um ano complicado e bom. Tive minhas primeiras grandes perdas na vida, o que me trouxe uma sensibilidade ainda maior. Tive minha primeira crise de pânico. Descobri algumas coisas a meu respeito. Lancei meu primeiro livro. Me mudei. Em 2011, novidades boas. Lançamento da minha coleção de produtos. A chegada do meu segundo livro. Contrato com uma grande editora. A coluna aqui na Tpm. A chegada da minha cachorrinha. A mudança dos meus pais. De 2010 para cá, minha vida mudou bastante. Apesar de tudo, mudou para melhor. Procuro pensar assim: tudo acontece quando tem que acontecer. E nada é maior do que a gente consegue carregar. Acho que isso se chama esperança e fé. Porque a gente precisa acreditar em alguma coisa pra viver.

O mundo não vai acabar em 2012. Ele acaba um pouco todo dia. Por isso, a gente tem que fazer tudo que tem vontade. Coisas pequenas e grandes. Simples e complexas. Uma viagem, um pedido de desculpa, se perdoar, parar de se culpar e procurar pelo em ovo. O negócio é viver. Da melhor forma possível e com o pé direito. Dizem que dá sorte.

 

 

Chega mais: @clariscorrea
clarissacorrea.blogspot.com

 

 

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