Revista TPM

 
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Postado em 09.05.2012 | 18:05 | Clarissa Correa
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Eu casei com meu primeiro namorado. Tem coisa mais romântica que essa? Sei que sou do século passado. E gosto disso. Se eu for analisar friamente, sempre fui mais antiga. Nunca fui fã de balada com música alta, nunca curti beijar bocas diferentes. É claro que já fiz, já me diverti, já aprontei muito com minhas amigas. Era engraçado e rendia umas histórias engraçadas. Mas não me completava, não me deixava plenamente feliz e realizada.

Tem gente que acha que não precisa do amor pra ser feliz. Eu sempre fui muito emocional. Penso com o coração e nem sei se isso é certo. Então me pergunto: existe mesmo o certo e errado quando o assunto é sentimento? Não. Acho que só existe uma regra básica: se valorizar.

Você não precisa ter tido uma extensa lista de namorados para saber o que quer e o que aceita. E, olha, tem certas coisas eu não aceito mais. Porque não sou mais criança, porque apesar das minhas celulites, dos meus quilos extras, do meu siso que entortou o dente da frente, da minha mancha no pescoço que parece um chupão, do meu dedão da mão direita ter braquidactilia, das minhas imperfeições visíveis e invisíveis eu me amo. Me amo, sim. Me amo muito. E antes de amar meu primeiro namorado, que hoje é meu marido, eu me amo. Porque é aquela velha historinha que a aeromoça conta dentro do avião: “Em caso de despressurização, máscaras individuais de oxigênio cairão automaticamente. Puxe uma delas para liberar o fluxo, coloque sobre o nariz e a boca, ajuste o elástico e respire normalmente. Auxilie crianças ou pessoas com dificuldade somente após ter fixado a sua” Isso sempre dá eco na minha cabeça, principalmente a frase “somente após ter fixado a sua, somente após ter fixado a sua, somente após ter fixado a sua”. Não tem como ajudar o outro se a gente não estiver bem. Não tem como amar outra pessoa se a gente não se ama.

Nunca namorei sério porque apesar de sentir tanto tinha medo de me entregar. Tive vários ficantes, vários amores, várias paixões. Mas namorado mesmo, não. Namorado que almoça em casa aos domingos, que dura mais de 6 meses, que te respeita e trata bem eu nunca tive. Até conhecer o meu marido. E quando a gente se encontrou não teve chuva de pétalas de rosas, fogos de artifício ou som de violino ao fundo. Foi verdadeiro. E não foi amor à primeira vista como nos filmes. Foi realidade. Depois que olhei nos olhos do amor vi que ele não dá frio na barriga. Ele te envolve lentamente, te abraça, te conforta, te faz melhor, te faz cúmplice, te ensina que a força vem da simplicidade do gesto e do carinho. O amor é calmo e simples. Não complica. O amor não tem ex, não tem pedra no caminho. Ele flui naturalmente. Como a água.

Não sou expert em homens. Nem nas relações humanas. Mas acho que não precisa ser um grande estudioso para saber uma coisa básica: se uma pessoa te quer de verdade ela mostra. Não, ele não está confuso. Não, ele não está cheio de trabalho. Não, ele ainda não tirou a ex da cabeça. Não, ele não é cheio de problemas. Não, ele está passando por uma situação difícil. Não, não, não. E não!
Se você quer uma pessoa move o mundo para ficar com ela, certo? Se você quer mesmo, de verdade. Então eu penso assim: se eu posso o outro também pode. Não importa o sexo. O que conta é a vontade, o sentimento, o desejo.

Me dá um desespero quando vejo alguém se jogando de cabeça em uma canoa furada. Existem coisas que são muito claras: o mundo se divide em gente que quer ficar com você e em gente que não quer ficar com você. Você decide para que lado do mundo vai. Ninguém tem esse poder de decisão nas mãos, só você. Frequentemente, vejo gente reclamando “ai, como eu sofro, ai, que difícil, ai, que isso, ai, que aquilo”. Será que você não está indo para o lado errado? Será que a “culpa” é dos outros ou sua? Será que você não está se contentando com pouco?
Sei que a gente fica feliz quando se apaixona. As paixonites dão um tempero bom na vida. Os dias ficam mais saborosos e aquela excitação faz bem. Mas ninguém se alimenta sempre de paixão, ainda mais quando a outra pessoa é clara e diz que não quer nada com você. Carência, ilusão e baixa autoestima não podem cegar ninguém. É preciso enxergar o que realmente está acontecendo para não sofrer, para não alimentar algo sem futuro, para não se afundar na areia movediça, para não entrar numa bad vibe. Tem gente que tem beleza, dinheiro e não se ama. Não adianta ter um super corpo, um super trabalho, um super talento se você não tem um super amor por você mesmo. Mas a decisão é de cada um. O que sei é que não sou carente pra aceitar restinhos. Se estou inteira, quero alguém inteiro também. É mais do que justo.

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Clarissa entra de férias e retorna com seus textos no dia 6 de junho

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Postado em 02.05.2012 | 13:05 | Clarissa Correa
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Meu Deus, como eu era volúvel! A cada semana me apaixonava por um. Sofria feito louca, chorava, esperneava, fazia maluquices. Muitas vezes pensei que o problema fosse comigo. Eu devia ter um gosto esquisito, um dedo podre, um imã que atraía só os homens problemáticos, inseguros, comprometidos, confusos. E quer saber? O problema era comigo, sim.

Uma vez a minha mãe me disse que eu adorava inventar um problema, um motivo para chorar. Pensei que ela estava desequilibrada. Que nada, a doidona era eu. Meu primeiro “amor” foi algo impossível. Meu segundo eu nem lembro. O terceiro...esqueci o nome. Eu tinha amores semanais, mensais. E depois esquecia, arrumava outro para ocupar aquele lugar que na verdade nunca foi ocupado. Mas uma hora a gente cansa de bater na porta de quem não abre.

Sentia que merecia mais. Sentia que desperdiçava tempo e lágrimas. Mas também sentia uma carência absurda, por isso me jogava em qualquer relação. E normalmente, acredite, elas eram destrutivas e  estragadas.

Já me contentei com pouco, já recebi migalhas, já implorei por minutos de atenção, já ouvi que o cara ainda era apaixonado pela ex. E mesmo assim insisti, pois achava que eu tinha o poder de fazer o outro esquecer um grande amor. Que bobagem, a gente não tem poder nenhum.

Me dei conta, depois da vida me estapear a cara diversas vezes, que quem te quer faz o possível e o impossível para ficar contigo. É simples. Não é complicado ou complexo, não. A gente é que coloca vírgulas, exclamações e interrogações. Mas o amor de verdade é cheio de reticências, de continuidade. Porque você quer. E a outra pessoa também.

Uma relação pra dar certo tem que ter sintonia. Os dois têm que caminhar na mesma direção. Não adianta você querer puxar o outro pela mão. Tentar carregar no colo. Dar uma carona. Arrastar pelos pés. O outro tem que querer ir.

Tudo bem, eu sei que existe muita gente que faz uma coisa e diz outra. O cara diz que não te quer, mas aceita ir ao cinema. Então eu me pergunto: é isso que você quer? É esse tipo de relação que espera ter? Me desculpa, mas eu quero alguém que diga e faça.

Não sou mais aquela adolescente desesperada por atenção e algum tipo de afeto. Eu cresci e meu pensamento amadureceu. Não mereço uma pessoa que não sabe o que quer. Mereço certezas. Mereço que seja recíproco. Não quero alguém que me bajule o tempo todo. Não precisa abrir porta de carro, oferecer diamantes, pagar o jantar. Só precisa ser sincero. E real. E, principalmente, se entregar por inteiro. Porque não estou aqui para receber metade de nada. 

 

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Postado em 25.04.2012 | 12:04 | Clarissa Correa
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De vez em quando sinto uma falta de ar violenta. Mas não se preocupe, acho que não tem nada de errado comigo ou com meus queridos pulmões. A coisa vai mais além (e vem mais de dentro): está difícil viver. É julgamento aqui e ali, feito bala perdida. Sobram juízes, sobram deuses, sobram entendidos em todos os assuntos. E falta um pouco de olho no olho e compaixão. 
 
Esse nosso mundo está cada dia mais complicado, acho que os valores estão escorrendo pelas nossas mãos. E ninguém quer parar, pisar no freio, respirar fundo e olhar para os dois lados. Todo mundo segue acelerando sem olhar para trás, sem se importar com o bem-estar do outro. Até quando? Até quando as agressões serão gratuitas? Até quando a gente vai aplaudir a moça que raspa a cabeça na televisão? Até quando a graça vai ser rir da desgraça alheia? Até quando vai ser bonito falar palavrão e tomar tarja preta? Até quando vai ser legal sair com a bunda aparecendo no meio da rua? Até quando você vai se preocupar se a filha de A ou B tem a doença C? Até quando você vai apontar o erro do outro ao invés de reconhecer seus próprios erros?
 
Não aguento mais esse ti-ti-ti, esse bafafá, essa gente que não é capaz de olhar para si primeiro. Tudo precisa de rótulo, tudo precisa ser debatido, tudo precisa virar confusão, tudo é levado para o outro lado e encarado como crítica. As pessoas estão sensíveis e agressivas demais. É contraditório, eu sei. Mas jogam mil pedras nos outros e ficam ofendidas por pouco. Isso é demais pra mim. É por isso que cada vez mais eu me fecho no meu mundinho. E lá entra quem eu quero, quem é da minha tribo. Porque esse mundo onde tudo é guerra, confusão e gritaria não é comigo. Não gosto do grito, prefiro os meus silêncios. Não gosto da confusão, sou do time da calmaria. Não gosto do tumulto, prefiro a paz. Não gosto da fofoca, prefiro falar com os olhos. É mais humano, mais leal, mais digno, mais legal.
 
Acho que as pessoas andam perdidas. E fazem a maior questão de se preocupar com o que está fora. Esquecem que o que nos acompanha é o que fica lá dentro. E essa é a nossa melhor e pior parte.

 

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Postado em 18.04.2012 | 18:04 | Clarissa Correa
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São os sonhos que movimentam o mundo e as pessoas. Através deles, a gente vai em frente, sua, rala, batalha, cai, tropeça, escorrega, muda a direção, se perde no tempo, esquece o rumo. Durante a vida, os sonhos vão mudando. Na verdade, acho que eles se transformam junto com a gente. Crescem, aprendem, amadurecem e, também, se reproduzem. Mas um sonho nunca morre. Ele pode mudar, mas não morre. Um sonho pode se sentir meio abandonado ou deixado de lado, mas nunca é esquecido ou assassinado brutalmente.
Ir atrás de um sonho de vez em quando traz lágrima e um pouco de cansaço. Poxa vida, afinal, "quando eu vou chegar lá"? O negócio é sempre "chegar lá", mesmo que a gente não saiba exatamente onde o "lá" se encontra no mapa. Muitas vezes, surge uma ponta de desapontamento e falta de crença: sou tão legal, tô fazendo tudo certo, por que não consigo o que quero? O fulano é um sem vergonha e sempre consegue o que quer. Por que o mundo é tão injusto? 
 
Não sei se é uma questão de justiça, merecimento, esforço. Só sei que nada cai do céu, só a chuva. Nada vem de graça, sem fazer força. É como um parto: a mulher carrega o bebê nove meses dentro da barriga e na hora dele nascer faz uma força danada. É uma dor sem fim, mas depois vem uma alegria que compensa tudo. É ou não é? Tem coisa melhor que ouvir o chorinho do recém-nascido? Tem coisa melhor do que, depois de tanto esforço, ver aquela carinha linda e segurar o filho nos braços? 
 
Realizar um sonho não é tarefa fácil. Em alguns momentos dá vontade de jogar tudo para o alto, desistir e mandar o sonho para aquele lugar. Mas depois, com paciência e esperança, a gente segue em frente. Porque essa é a graça de tudo. 
 
Ver que a gente teve uma grande conquista dá uma sensação de alívio. E uma crença no ser humano, na vida, no taco. A gente pensa eu-realmente-consegui. Dá um orgulho. Uma paz grande que chega invadindo o peito sem bater na porta. E dá medo. Muito medo. Porque depois de tudo a gente se pergunta: cheguei lá. E agora? O que fazer depois que a gente chega lá? O que fazer com a felicidade que escorre entre os dedos? O que fazer com tudo isso? Aproveitar? Sim, claro. Mas e depois? Continuar sonhando? Evidente, o ser humano é um eterno insatisfeito, está sempre procurando mais, mais, mais. E eu, como boa humana, já estou sonhando coisas novas. E belas. 
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Postado em 11.04.2012 | 13:04 | Clarissa Correa
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Todo mundo sabe que o aborto só é permitido em casos de estupro ou risco de morte para a gestante. E todo mundo também sabe que várias mulheres engravidam sem querer e fazem abortos em clínicas clandestinas. É ou não é? 

Uma colega de escola engravidou quando tinha 16 anos. Era filha única, tinha brigado com o namorado, estava desesperada, ele não queria a criança. O pai tinha úlcera, tomava um remédio que era terminantemente proibido para mulheres grávidas, pois causava aborto. Ela tomou. Bem na minha frente. Me traumatizei um pouco com aquilo, mas fiquei ao lado dela, não podia abandonar a minha amiga. Horas depois, com muita dor e cólica, ela abortou. Foi horrível. Ela entrou em depressão, mas voltou com o namorado e alguns meses depois do episódio engravidou novamente. E não teve a criança. Aquilo me revoltou de uma forma absurda. Nem preciso dizer que nunca mais falei com ela.

Minha prima e o marido queriam muito um bebê. Ela engravidou, ganhou roupinhas, pensou na decoração do quarto, acariciava a barriga, estava feliz da vida. Tinha pensado no nome do nenê, estava cheia de planos e desejos para aquele pequeno ser que estava dentro da barriga dela. Então, numa madrugada, ela foi ao banheiro fazer xixi e tinha sangue na calcinha. E o sangue só aumentava. Conclusão: ela perdeu o nenê. Um nenê que já era amado por toda a família. Que foi desejado demais. 
 
Eu não sou a favor do aborto. Mesmo porque eu acho que hoje em dia qualquer mulher sabe como se prevenir. Camisinhas e pílulas anticoncepcionais são distribuídas nos postos de saúde. Quem mora na favela sabe como fazer filho. E também sabe como evitar. Assim como quem mora na mansão. Independente de classe social, religião e cor, todo mundo sabe que em uma relação sexual sem prevenção, é possível engravidar ou pegar qualquer doença sexualmente transmissível. Já foram feitas diversas campanhas a respeito. Existem folhetos explicativos. Existe o médico da família que explica. Existe o seu médico de confiança que dá todas as diretrizes. Não quer filho? Te protege. Não com tabelinha e outros meios mais antigos e menos eficazes. Te protege de verdade, com vontade. Quem é consciente pra fazer pode assumir o risco e as consequências. Quem pensa que é responsável pra transar também tem que ter responsabilidade na hora de pagar a conta.
 
Chocada, vi que na internet existe uma coisa chamada "kit aborto". O tal kit varia de acordo com o mês de gestação. Até o terceiro é um, três e quatro é outro, quatro e cinco é outro. Dependendo do mês, vem no kit um número X de um remédio, um aplicador vaginal e um manual completo para orientar a mulher. E o sedex é por conta do comprador. Tudo assim, rápido e fácil. Você navega, pesquisa, acha o kit que mais se encaixa com seu perfil, efetua o depósito e recebe em casa o kit. 
 
Vejo por aí meninas novinhas com bebês no colo. E também vejo muitas mulheres beirando os 40 tentando, sem sucesso, engravidar. Essas meninas transaram e não se protegeram, por isso engravidaram antes do tempo. Perderam a oportunidade de curtir todas as delícias da adolescência, pois viraram mães antes do tempo. Mas assumiram seu bebê. Por isso, não condeno. Não julgo, afinal, quem sou eu pra julgar? E me pergunto: quem determina o tempo certo? Existe o que a sociedade acha certo: você tem que casar e ter filho. Existe o que a vida nos traz: de repente, ela não te deu um parceiro, então você tem que fazer inseminação artificial, por exemplo. Existe a surpresa: uma gravidez inesperada. 
 
Acho que toda mulher tem que respeitar o seu corpo. E os seus valores. Não o que os outros dizem, o que a igreja diz, o que o vizinho fala. A gente tem que ouvir o coração. Sempre, em qualquer situação. É por isso que sou a favor do aborto no caso de anencéfalos. Super a favor. Eu sei que é uma vida. Sei mesmo. Mas é uma vida que não vai pra frente, que não vai se desenvolver. Uma gestante pode descobrir no terceiro mês que seu bebê é anencéfalo. Então eu penso: toda mulher sonha com um bebê perfeitinho. Cinco dedos em cada mão, pensa no formato da boca, dos olhos, do narizinho. Daí ela descobre que o seu bebê não tem cérebro, que vai viver pouco tempo e depois morrer. Me desculpa, mas é muito sofrimento. Imagina uma mulher que sonha muito em ter um filho. É desesperador. As pessoas vão dizer "mas que egoísmo". Não acho. É direito de toda mulher querer ter um filho perfeito. Uma coisa é o bebê ter autismo, síndrome de down ou algo do gênero. Outra, bem diferente, é você colocar um filho no mundo sabendo que ele vai viver por poucas horas. Ou dias. Antes de julgar, a gente deve se colocar no lugar dessas mulheres. Hoje em dia, sobram dedos apontados e falta exatamente esse exercício: se colocar no lugar do outro. É de graça e nem dói.

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@clariscorrea

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