Revista TPM

Acompanhe aqui tudo sobre a Casa Tpm!

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Postado em 26.09.2012 | 17:10 |
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O Santander foi um dos apoiadores da Casa Tpm, e durante o final de semana do evento filmou que passou por lá com a intenção de ouvir mais sobre o universo feminino e as questões que o cercam. Guiados pelos temas do Manifesto Tpm, os vídeos mostram que existe muito para falar quando o assunto é a condição da mulher hoje. 

Casa TPM - #PoderDeEscolha


O que é ser mulher hoje?

 

O que é beleza para você?

 

Toda mulher sonha em ser mãe?

 

A moda liberta ou escraviza?

 

Qual é a imagem da mulher na mídia?

 

Quais sonhos toda mulher tem?

 

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Postado em 20.09.2012 | 00:09 |
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Samuel Esteves

por Luciana Obniski 

Com a vontade de ampliar a discussão dos temas abordados na revista desde a sua criação e inspirada no Manifesto Tpm  (www.revistatpm.com.br/manifesto), a primeira edição da Casa Tpm encheu de leitores e formadores de opinião o Nacional Club, no bairro do Pacaembu, em São Paulo. Nos dias 4 e 5 de agosto, convidados como a antropóloga Mirian Goldenberg, o cartunista Laerte e a cantora Gaby Amarantos discutiram, com muita reflexão e leveza, os estereótipos femininos que estão aí desde o tempo das nossas avós.

As atividades ocuparam cada canto do casarão. No salão principal, aconteceram os debates à tarde e shows à noite. Durante toda a programação, as convidadas podiam pintar as unhas – e tomar um drinque da mesma cor do esmalte –, passar pelo circuito Natura, que incluía maquiagem, perfumaria e o espaço Chronos, espiar os ensaios masculinos memoráveis da Tpm no Santuário.

“A Tpm é a única revista feminina que não mente a idade. São 11 anos procurando fazer uma revista que acha que o universo feminino vai do bife ao infinito, da Simone de Beauvoir ao rímel. E que isso é rico, uma coisa pode conviver com a outra perfeitamente.” Foi assim que o diretor editorial da Trip Editora, Fernando Luna, deu as boas-vindas ao público que lotou o salão principal no dia 4 de agosto. “Ainda há uma crença forte da mulher como um ser inferior, como ‘mulherzinha’. Todo mês tentamos fazer uma revista que não ensina cem maneiras de conquistar o seu homem – ainda mais com esses homens que andam por aí”, brincou. E falou da importância de discutir o papel da mulher hoje. “Algumas chamadas de revistas femininas são difíceis de acreditar. ‘Como ficar jovem para sempre.’ ‘Como colocar silicone sem riscos.’ ‘Plástica light.’ A plástica light deve engordar menos que a prática regular. É uma loucura que se escreva tudo isso e a gente ache normal”, finalizou.

SÁBADO

Ficou por conta da chef Bel Coelho o almoço de abertura da Casa Tpm, para convidados. Junto com o prato oferecido – uma releitura da feijoada da sua cozinheira de infância –, Bel falou sobre comida com afeto. A programação seguiu com o primeiro debate, reunindo a antropóloga Mirian Goldenberg, o cartunista Laerte e a atriz Maria Ribeiro, que discutiram sobre o que é ser mulher hoje. O papo rendeu declarações: Maria Ribeiro disse achar a monogamia um atraso e Mirian afirmou que a diferença entre homens e mulheres “é apenas 20 centímetros”. Na sequência, a filósofa Viviane Mosé expôs suas ideias: “Discutir diferença de gênero não leva a nada, precisamos todos evoluir como seres humanos”.

Mais tarde, o escritor Xico Sá fez um bem-humorado manifesto por uma “política pubiana responsável”. As criadoras do blog Mothern, Juliana Sampaio e Laura Guimarães, discutiram os engessados papéis de mães e pais. No fim do dia, a neurocientista Suzana Herculano- Houzel explicou que os cérebros de homens e mulheres têm pouquíssimas diferenças, e a pesquisadora Denise Gallo apresentou seu estudo sobre a saga da reinvenção da mulher na mídia. A colunista Milly Lacombe, depois de ler um depoimento de como anunciou para sua mãe que era gay, disse por que acredita que o mundo deveria ser cada vez mais feminino. Por fim, afastados os móveis, Karina Buhr subiu ao palco e colocou a casa para dançar.

 

Debate: O que é ser mulher hoje? - Com Mirian Goldenberg, Laerte e Maria Ribeiro

Leia aqui os melhores trechos do debate O QUE É SER MULHER HOJE 

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O cérebro feminino, por Suzana Herculano 

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Educação, com Viviane Mosé

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Depilação, com Xico Sá

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A mulher gay, com Milly Lacombe

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Mulheres na mídia, com Denise Gallo

1 IDEIA EM 5 MINUTOS - Xico Sá e Milly Lacombe

MULHERES NA MÍDIA - A SAGA DA REINVENÇÃO ETERNA, com Denise Gallo

TÊTE-À-TÊTE: MATERNIDADE - Motherns

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Encerramento: Show de Karina Buhr

Domingo

No segundo dia, o salão principal recebeu o estilista Ronaldo Fraga, a modelo Caroline Ribeiro e a figurinista da TV Globo Marília Carneiro para discutir a busca incessante por corpos magros e por que a moda (ainda) se prende a tendências. Carol levantou a questão de que a moda só devolve à sociedade o que a sociedade busca – e que a magreza, portanto, seria uma exigência social, e não dos estilistas. Em seguida, a produtora Paula Lavigne contou, com exemplos que fizeram a plateia rir, por que preferia ter nascido homem. Já a cantora Gaby Amarantos, ao lado da psicanalista Joana de Vilhena Novaes, falou sobre a ditadura do corpo, do manequim 38 e do Photoshop. “Essa discussão é provocativa, mas é uma discussão necessária. Não tem número certo de roupa. O seu número é que tem que ser o número certo”, disse Gaby.

Para falar sobre política, as ativistas Sara Winter e Bruna Themis, do Femen Brazil, dividiram o palco com a jornalista e âncora da GloboNews Cristiana Lôbo num papo descontraído sobre a influência da mulher na política atual e as novas armas do ativismo feminino. No final da tarde, o fotógrafo Bob Wolfenson, que falou sobre a trajetória da fotografia de moda no Brasil e no mundo. Depois, a apresentadora Chris Nicklas discursou sobre as agruras de envelhecer numa época em que isso se tornou quase proibido. Para encerrar – e comemorar – os dois dias de Casa Tpm, Wanderléa embalou o público com seus sucessos e fechou o show com a participação da cantora Marina Lima.

DEBATE: MODA LIBERTA OU ESCRAVIZA? - com Ronaldo Fraga, Carol Ribeiro e Marília Carneiro

Leia mais os melhores trechos do debate: MODA LIBERTA OU ESCRAVIZA? 

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TÊTE-À-TÊTE: BELEZA FEMININA - Com Gaby Amarantos e Joana Vilhena Novaes

Leia os melhores trechos do TÊTE-À-TÊTE: BELEZA FEMININA 

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CINCO COISAS QUE TODA MULHER SONHA, com Paula Lavigne 

Leia os melhores trechos de 1 IDEIA EM 5 MINUTOS: CINCO COISAS QUE TODA MULHER SONHA, com Paula Lavigne

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Envelhecimento com Chris Nicklas

Leia aqui os melhores trechos de:

1 IDEIA EM 5 MINUTOS: ENVELHECIMENTO - com Chris Nicklas

TÊTE-À-TÊTE: POLÍTICA - Com Cristiana Lôbo e Femen Brasil 

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Postado em 18.09.2012 | 17:09 |
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A GOL Linhas Aéreas, apoiadora da Casa Tpm na edição deste ano, inspirou o público durante o evento com o Concurso Cultural “Mulheres no Comando”. Centenas de participantes foram convidados a completar a frase “As mulheres já comandam aeronaves. O que mais elas poderiam comandar?". Personagem da vida real, Gabriela Duarte tem uma história que tem tudo a ver com mulheres no comando. Aqui, nós contamos o motivo:

Gabriela tem 37 anos, é casada e não seria estranho se fosse bióloga ou veterinária, já que adora bichos. Mas, para a surpresa de muita gente, ela é comandante de aviões. Conversamos com a Gabi para entender melhor porque ela decidiu sair voando por aí.

Arquivo pessoal

A comandante Gabriela Duarte

A comandante Gabriela Duarte

Tpm. De onde veio o sonho de ser piloto?
Gabi. Não sei como veio essa vontade, mas sempre quis ser piloto. Desde muito pequena já falava que queria ser astronauta, sempre gostei de aviões. Meu pai costumava me levar ao Galeão para vê-los. Quando quis saber mais sobre o assunto, via nas revistas as pioneiras da Vasp, a Arlete Ziolkowski e a Carla Roemmler e percebi que essa história de que mulher não podia pilotar avião era uma bobagem.

A sua família alguma vez se assustou com a escolha? Não. Minha família sempre me apoiou, inclusive estava realizando o sonho de infância do meu pai sem saber.

Como é a sua relação com os outros colegas de profissão? Muito boa. Sempre fui respeitada pelos meus colegas.

Como foi seu início na aviação? Sentiu preconceito por ser mulher? Não tive problema nenhum nas grandes companhias. No começo, na aviação geral, quando eu fazia voos menores, era mais difícil. Os patrões não queriam contratar mulher e os comandantes preferiam homens porque algumas vezes dividíamos quartos de hotel. Mas, na Gol nunca senti essa pressão. Inclusive fui promovida na Gol, no ano passado. Foi muito especial. Já tive a oportunidade de voar com duas mulheres de co-pilotas e foi bem bacana também.

Quais qualidades a mulher traz para o posto de comandante? Geralmente as mulheres são mais cuidadosas com a operação do avião, tem um certo carinho a mais com a máquina. A mulher é multifocal. A gente faz muita coisa ao mesmo tempo e isso facilita na aviação, no gerenciamento da aeronave.

O que mais as mulheres poderiam comandar? Talvez agora seja o momento de balancear a vida de mãe e profissional de destaque. A minha geração focou muito no trabalho e deixou um pouco de lado a vida familiar. Acho que as próximas gerações de mulheres vão ter que aprender a comandar essas duas coisas.

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Postado em 04.09.2012 | 19:09 |
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Ezyê Moleda

Ronaldo Fraga, Carol Ribeiro, Marília Carneiro

Ronaldo Fraga, Carol Ribeiro, Marília Carneiro e Nina Lemos, em uma das conversas que rolaram na Casa

A rádio Eldorado, responsável por transmitir o Trip FM, foi também parceira da Casa Tpm e esteve nos dois dias do evento para registrar as conversas, as palestras e o melhor dos momentos da casa.

Separamos cinco dos áudios que estão disponíveis no site da Eldorado para você ouvir. Para ouvir outras gravações, corre pro site da rádio que lá você encontra mais material.

 

- a antropologa Miriam Goldenberg, sobre mulher e liberdade;

- o cartunista Laerte, sobre a ausência da visão masculina na condição feminina;

- a cantora Gaby Amarantos, sobre saber usar as tendências da moda para sua própria liberdade;

- a modelo e apresentadora Carol Ribeiro, "a moda escraviza ou liberta?";

- o estilista Ronaldo Fraga, sobre moda e consumo.

 

Vai lá: int.territorioeldorado.limao.com.br

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Postado em 03.09.2012 | 17:09 |
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@mcguaratto

O eterno muso Xico Sá

O eterno muso Xico Sá

 

Pela Amazônia Legal das Moças.

Contra o desmatamento total das glebas. A não ser na primavera, para renovar a flora e fazer uma surpresa para um moço novo, ou uma nova moça, na sua vida.

Por uma política pubiana sustentável, apenas aparável, jamais beirando o semi-árido e as miragens do deserto.

Contra os desenhozinhos cabulosos. Este campo sagrado não é grama de arena futebolística para tais experimentações estéticas.

Lembre-se, Lola, do quadro “L’Origine du monde” (1866), sim, a origem do mundo, obra do realista Gustave Coubert.

Contra a devastação da cera negra espanhola e todas as outras técnicas colonizadoras que molestem as lolitas ou as lindas afilhadas de Balzac.

Por uma relva fresca todas as manhãs. Uma relva molhada pelos desejos noturnos e inconscientes. Uhn, aquele cheiro da aragem divina.

Contra o mundo limpinho que decreta o fim dos pelos púbicos. Sou da turma do contra. Por uma razão simples: sexo sem pelo (de tudo) não é sexo.

Tudo bem, o estilo consagrado na “Playboy”  da Claudia Ohana pode ter datado,  mas a falta total de pelo infantiliza muito o enlace amoroso.

Só há maldade e erotismo nos pelos. A depilação 100% sempre funcionou muito bem como um fetiche provisório, um presentinho ocasional ao amado. Não deve ser permanente como a revolução de Mao Tse Tung.

Onde estão o Greenpeace, o S.O.S. Mata Atlântica e todas as ONGs que não berram contra essa chacina ecológica.

Pela Amazônia Legal das Moças e os seus lindos estuários do desejo latente.

Pela exploração táctil e oral do relevo, das reentrâncias, dos riachinhos que deságuam nos mares nunca dantes.  Todos os mistérios guardados além muito além dos pelos.

Contra os trocadilhos para dar nomes às casas de molestamentos depilatórios. “Pelo menos”, “Muito pelo ao contrário”, “Pelos melhor não tê-los” etc.

Contra o sexo limpinho. Contra a corrida para o banho depois do gozo.

A favor de guardar o cheiro dela na barba, o dia inteiro, o que aliviará as dores do mundo no passeio do cavaleiro pelas calçadas.

Pacaembu, São Paulo, 2012, ano da graça do centenário do gênio Nelson Falcão Rodrigues


* Texto publicado hoje pelo jornalista no seu blog no site do jornal Folha de São Paulo

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