Revista TPM

 
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Postado em 08.10.2009 | 14:10 | por Renata Leão
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dia de relax em são paulo

Dia de relax em são paulo

 

Daqui uma semana vai rolar um evento bem gostoso que reúne tudo que eu adoro: ioga, massagens, dicas de alimentação saudável e várias coisas ligadas a beleza e bem estar. Durante todo o sábado 17/10, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, o Body & Soul vai reunir diversos profissionais para oferecer à mulherada um verdadeiro desbunde: massaginhas, aulas de ioga e pilates, consultas astrológicas, maquiagem, manicure e pedicure e consultoria nutricional. Você compra um kit (que varia de R$ 130 a R$ 200), ganha camiseta, porta-tapetinho de ioga, garrafinha para água e outras coisas, e aproveita o dia todo. Destaques para a aula de ioga da Camila Reitz, professora há 18 anos e dona de uma das escolas mais badaladas e tradicionais de Floripa (a Yogashala); a palestra “Confortável com Seu Corpo”, da também professora de ioga Renata Mendes, sobre o relacionamento da mulher com a própria imagem; e o papo com o Dr. Eliano Pellini, ginecologista especialista em saúde feminina e sexualidade que vai falar sobre “O Poder da Vagina” – e promete esclarecer, divertir e tirar toda e qualquer dúvida da mulherada sobre a dita cuja. Pra saber mais: http://www.tudoemequilibrio.com.br/

 

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Postado em 02.10.2009 | 13:10 | por Eva Uviedo
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Esse ano ando viajando bastante nos fins de semana com o marido e a pequena Alice. Por isso, entre fechamentos de Tpm e as viagens, tenho postado pouco. Mas postar é assim: você começa e não para. Já se para, dá preguiça. Mas eu voltei agora com pique total pra contar de dois lugares muito especiais que conheci no último mês. Um recanto escondidinho na parte mais bonita de Ubatuba, e outro na montanha, na serra que termina em Paraty. Vem comigo.

 

Pousada de Picinguaba

Na praia
Conheço bem o litoral norte de São Paulo, assim como boa parte das praias de Santa Catarina e do sul da Bahia. E, sinceramente, poucos lugares são tão bonitos como o norte de Ubatuba. Escondidinha na praia de Pincinguaba, uma das últimas antes da divisa com o Rio, está a Pousada Picinguaba. Há 6 anos ela recebe, sobretudo, gringos de todo mundo, principalmente da Europa. São apenas 10 quartos e uma vista magnífica da vila de pescadores e da praia da Fazenda, uma vez que o refúgio fica em cima da montanha. Emmanuel Rengale, o Manu, é um francês que entende, adora e vive no Brasil há 11 anos. Uma década atrás, ele trocou o mercado financeiro por um mochilão na América do Sul, conheceu Picinguaba, comprou o casarão colonial em que hoje funciona a pousada e transformou o lugar numa espécie de mini resort. “Luxo, pra mim, é acordar numa cama deliciosa, olhar essa vista incrível, fazer uma caminhada no meio da mata, comer bem e estar completamente desligado do mundo”. Em Picinguaba você nunca vai ouvir o plin plin da Globo vazando do quarto ao lado (não há TV), nem terá seu sossego interrompido por músicas chatas, bregas ou barulhentas – a pousada é realmente isolada. Manu recebe as pessoas como se estivessem na casa dele. Tem escuna pra passear de barco, guia pra fazer trilha ou mesmo pra indicar os melhores points de surf, pães e croissants feitos na hora (e tão bons quanto os parisienses) e regalias sem fim.

Vai lá: www.picinguaba.com

 

Pousada dos Anjos

Na serra
Cunha é um lugar especial. Tem a estrada do ouro que termina em Paraty, as casas coloniais cheias de histórias (a cidade foi refúgio dos paulistanos na Revolução Constitucionalista e tem muito caboclo que ainda está vivo pra contar casos), araucárias imensas, clima frio e seco, dezenas de cachoeiras,  boa comida. Um lugar realmente gostoso e receptivo onde me sinto muito bem. Fim de semana passado ficamos hospedados na Pousada dos Anjos – uma das mais bacanas e confortáveis em que já estive. Localizada numa antiga fazenda, tem 8 chalés estrategicamente espalhados pelos lugares mais charmosos do terreno. Uma das casas, a “palafita”, é a pedida ideal pra casais, já que fica bem afastada e em frente a uma queda d´água. Eu adorei – e certamente voltarei –  especialmente porque minha filha, de 1 ano e 9 meses, ficou absolutamente solta: correu nos gramados, rolou na terra, brincou com um simpático labrador o tempo todo, nadou no rio e andou a  cavalo. Os donos do lugar, a Kátia e o Marcos Santilli, estão lá há seis anos com uma proposta bem requintada e, ao mesmo tempo, natureba: têm hortinha orgânica e fazem pães, queijos e iogurtes lá mesmo, tudo caseirinho, saboroso. E são pessoas agradabilíssimas. Santilli foi fotojornalista durante anos e levou boa parte de seu acervo de livros pra uma biblioteca que pode ser usufruída por todos os hóspedes. Vale não só visitar, mas separar alguns dias pra ficar lá, largado entre as redes, as cachoeiras e as araucárias.

Vai lá: www.pousadadosanjos.com.br

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Postado em 22.05.2009 | 19:35 | por Renata Leão
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Shri K. Pattabhi Jois

Shri K. Pattabhi Jois

Segunda-feira recebi a notícia da morte do Pattabhi Jois, um dos maiores mestres de ioga ainda vivos. O indiano, que estava com 93 anos, morreu em decorrência de complicações no rins. Ele foi discípulo do grande-mega-master-plus Sri Tirumalai Krishnamacharya. Ressuscitou, com seu mestre, o ashtanga vinyasa yoga das escrituras antigas. Não fosse ele, nem eu, nem a Madonna, nem milhares de pessoas praticariam hoje essa técnica tão transformadora, eficaz e dinâmica de ioga. Minha relação com ele era de gratidão por ter difundido o ashtanga pelo mundo – e sobretudo por ter ensinado meu professor, Cristovão de Oliveira. Como não conheci o “guruji”, como o chamavam, pedi que uma amiga, a *Ju Loureiro, me contasse o que, de mais marcante, aprendeu com ele. Leiam aí:

“Acompanhei de longe o estado de saúde do guruji. Estava em Maui, no Havaí, com meus professores de ioga. Eles estavam de malas prontas para ir a Mysore, na Índia, porque achavam que realmente teriam que se despedir dele de vez. Pattabhi tinha sido internado umas três vezes só no último mês, com complicações nos rins. Me sinto afortunada de ter tido a oportunidade de estar na presença desse mestre, que dedicou sua vida inteira para ensinar esse método, essa técnica tão poderosa de transformação pessoal – e que talvez sem a determinação dele tivesse ficado perdida. Na primeira vez que estive em sua presença, em São Francisco, em 2004, ele me tocou profundamente. Tinha o olhar e a braveza de um leão quando gritou “bad lady” na hora em que eu avancei numa postura que ele ainda não tinha chamado. Minutos depois senti a doçura dele invadir e abrir meu coração. Fazer ashtanga na presença dele trouxe à minha prática uma dimensão subjetiva que até então eu não tinha experimentado. Sua luz intensa me fazia enxergar bem as minhas sombras. Fiquei tão mexida que, no ano seguinte, fui para Mysore para praticar dois meses em sua escola. Com quase 90 anos, guruji literalmente segurava a onda de mais de 100 alunos das 5h às 10h, e depois ainda ia ensinar os alunos indianos. Isso porque, desde as 2h (da manhã, e não da tarde!), já estava de pé acompanhando a prática de seu neto, Sharath. Depois disso, nunca mais consegui sentir preguiça nem complacência na minha vida. Foi sem dúvida uma das experiências mais intensas e prazerosas que tive até hoje. E sei que continuarei colhendo os frutos dessa estada em Mysore na presença do mestre por muitos e muitos anos..." (*Juliana Loureiro, 35, é praticante de ioga desde os 15. Decidiu experimentar simplesmente porque tinha insônia. Nunca mais parou)

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Postado em 04.05.2009 | 22:08 | por Renata Leão
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parir pode ser um tesão

parir pode ser um tesão

Sim, é isso mesmo. Gozar ao parir. Estou falando de uma das reportagens da próxima edição da Tpm, que chega às bancas semana que vem. Na verdade, ela surgiu de um jeito bem engraçado. Foi quando meu editor editorial, Fernando Luna, encaminhou para algumas garotas da redação o link de um documentário que tem causado um burburinho por aí, o Orgasmic Birth. Este e-mail acabou gerando comentários quentes, que reproduzo abaixo; um meu, outro da Fernanda Danelon, repórter da Trip e autora da matéria. Eles não estão na revista, e vão te dar uma ideia do que estamos falando – um assunto feminino e sensual que nenhuma revista feminina teve a manha de aprofundar. E, já que nosso editor, copiado na troca de e-mails, leu isso, por que não liberar pra vocês também? Aqui vão, pra dar água na boca até a revista chegar.

[Fernanda] “Confesso que não cheguei a ter orgasmos múltiplos no nascimento do João, mas pude experimentar a maravilhosa, libertadora e erótica - por que não? - sensação de vivenciar meu bebê passando pelo quadril, abrindo espaço pra sair das entranhas. Isso me ajudou a descobrir pontos de prazer no meu corpo, aumentou a sensibilidade da vagina - contrariando todos os mitos de que o parto normal alarga a bichinha. Sem falar que tudo isso incrementou meus futuros orgasmos e me
deixou mais segura de minha feminilidade. Recomendo!”

[Renata] “Garanto que sexo nenhum me deu tanto prazer quanto o parto da Alice. É exatamente a sensação descrita pela Fê e pelas garotas do filme: um prazer inenarrável que atinge o ápice exatamente na hora em que o bebê encaixa e passa. Isso, sem anestesia, é só alegria. E essa história de alargar a vagina é realmente uma lenda...”

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Postado em 21.04.2009 | 12:50 | por Renata Leão
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sítio onde a família Iizuka produz orgânicos

 

Sítio onde a família Iizuka produz orgânicos

Hoje é terça-feira, feriado, dia nublado e gostoso aqui na serra da Cantareira, onde eu moro. E terça é dia de uma visita muito bem-vinda: é quando recebo a cesta de alimentos orgânicos da semana. Resolvi postar esta nota justamente porque quase diariamente alguém me pergunta quem é que entrega orgânicos aqui na serra e me pede o telefone. Bem, quem me presta esse serviço é a família do Kiyoteru e da Ana, que tem uma chácara na zona Norte de São Paulo e que eu conheci porque meu marido, que é agrônomo, dono da Minha Horta e, entre outras coisas, trabalha pra uma das certificadoras de orgânicos mais bacanas do mundo, a francesa EcoCert, certa vez foi lá no sítio deles fazer uma certificação. Então, há um ano e meio, recebo na porta de casa os mais variados vegetais e frutas, além de alguns outros produtos deliciosos (e com bons preços), como molho de tomate, arroz integral, ovos caipira, castanhas e até iogurte de morango – tudo orgânico.

A família Iizuka, de agricultores, trabalha com orgânicos há uns 30 anos. Começaram a produzir alimentos sem agrotóxicos depois que algumas pessoas da família, como o pai de Kiyoteru, pegaram intoxicações gravíssimas devido ao uso de um pesticida... De lá pra cá, tudo que eles plantam não recebe nenhum tipo de veneno. Os produtos deles vêm bem embalados e são lindos. Cenoura com rama, brócolis com folhas cheirosas, tomate vermelho e saboroso – e as frutas da estação. Agora, por exemplo, é época de caqui e abacate. E logo chega a vez da fruta mais esperada do ano, o morango (por sua vez uma das que mais recebe veneno na agricultura convencional).

Aproveita pra dar uma olhada na matéria que saiu na Folha de S.Paulo quinta-feira passada, sobre uma pesquisa da Anvisa que mostra o pimentão e os morangos cheeeeeios de veneno. Os orgânicos custam mais caro que os alimentos convencionais, mas tenho certeza de que estou ganhando em saúde, qualidade de vida e que, mais pra frente, esse custo vai valer a pena, uma vez que minha família não vai precisar pagar a conta de mil e um remédios...

Vai lá: Sal da Terra Alimentos Orgânicos. Entregas nas zonas Norte, Sul, Oeste e em Mairiporã. Pedidos com Ana ou Kiyoteru pelos e-mails saldaterra.organicos@yahoo.com.br , saldaterra@saldaterraorganicos.com.br ou pelos tels.: (11) 2995-2544 ou (11) 7863-2508

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Postado em 17.04.2009 | 14:16 | por Renata Leão
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comer_comer

Quando minha filha, a Alice, agora com 1 ano e 4 meses, começou a experimentar frutas (aos 6 meses) e outras comidinhas (a partir dos 7), começou também a encheção de saco: todo mundo quer meter o bedelho e dizer: “tem que dar isso”, “tem que dar aquilo”. Eu abstraía tudo e me focava nas orientações da pediatra, que sempre respeitou e entendeu minha opção por não dar carne alguma à pequena, tampouco leite de vaca.

Vejo muitas mães confusas com essa história, e sempre indico a elas o livro Mamãe eu Quero, da Sônia Hirsh. Mas tem uma pessoa expert neste assunto, a Michaela Lessman, que traz mais modernidade e outros conhecimentos aos ensinamentos da Hirsh e que fala de nutrição infantil de uma maneira leve, gostosa e que, sobretudo, respeita o perfil alimentar de cada família. Ela vai dar um curso dia 25/04, um sábado, na clínica do meu médico, em Campinas.

Leyla Cerasoli, que é doula e está organizando o workshop, explica: “O que eu mais gosto no trabalho da Michaela é que ela explora a descoberta dos alimentos como uma das grandes 'tarefas' do primeiro ano de vida da criança, partindo do princípio de que, se o bebê nasce com uma vontade intensa de conhecer e explorar o mundo, vai acontecer também com os alimentos, naturalmente”.

Então ela se baseia na introdução dos alimentos relacionada ao desenvolvimento do bebê: o que devemos oferecer quando ele senta, engatinha, anda, nascem os dentes... Michaela, além de nutricionista clínica formada pela PUC-Campinas, é pós-graduada em nutrição ortomolecular e especialista em crianças. Eu assino embaixo porque ela é da turma do Dr. Adaílton, meu querido ginecologista, e da Leyla, que faz um lindo trabalho com as mulheres no pré, no parto e no pós-parto. Além disso, a Michaela vai se mudar pra Fortaleza e dificilmente dará outro curso tão cedo. Então, corre lá: 25 de abril, sábado, às 9h, na Clínica Salvatore Meira, em Campinas. R$ 35 individual e R$45 o casal. Reservas e mais infos no leyla_cerasoli@yahoo.com ou com Stephani no (19) 3235 2061 ou (19) 3234 0717.

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Postado em 31.03.2009 | 08:52 | por Renata Leão
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Na última sexta-feira uma dor bem chata ao lado direito do umbigo me acordou de madrugada. Esperei o dia clarear, liguei pro meu médico, descrevi o que sentia e, na hora, ele mandou: “Corre pro hospital porque ao que tudo indica é apendicite”. Apendicite? Sim, uma glândula que teoricamente não tem função, a não ser inflamar. E, quando isso acontece, até os mais naturebas dos médicos – como os três que eu tenho e que são de total confiança – são unânimes: tem que tirá-la fora. Fui submetida a uma rápida cirurgia e agora estou de molho em casa. Quando essas coisas acontecem, é inevitável parar, aquietar, e refletir sobre o que levou seu corpo a expurgar alguma coisa desse jeito. E, nessa quietude, voltei a ler a Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda. É a segunda vez que devoro suas 535 páginas, num intervalo de cinco anos. O livro, um clássico do hinduísmo e bíblia para todo mundo que tem um mínimo interesse pela ciência da ioga, veio de encontro com este meu momento. “O auto-exame, a implacável observação dos próprios pensamentos, é uma experiência árdua e devastadora. Pulveriza o ego mais renitente...”, diz ele a certa altura. “...Quem toma o bisturi e pratica o dissecar de si mesmo, experimenta a expansão da compaixão universal. É aliviado das demandas ensurdecedoras de seu ego...”. E por aí vai. Então, ao contrário do que muitos médicos dizem, sobre a tal da apendicite não ser nada além de uma simples inflamação, resolvi aprender com isso e ouvir e refletir sobre o recado que meu corpo mandou de forma tão clara. Se você ficou com vontade de conhecer um pouco mais do Yogananda, dá uma olhada no site de sua fundação, a Self-Realization Fellowship (http://www.yogananda-srf.org/). E mãos ao bisturi!

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Postado em 21.01.2009 | 14:05 | por Rick
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Quando conto para as pessoas que minha filha, de 1 ano e 2 meses, usa fralda de pano, elas fazem uma cara bem estranha, e tenho certeza de que pensam: “A Renata ficou maluca de vez, imagina passar horas esfregando essas fraldas no tanque...”. Quando isso acontece, eu imediatamente explico que são fraldas de pano megamodernas – e lindas. Com fecho de velcro e estampas incríveis. A onda começou quando a bebê era recém-nascida e eu não me conformava com o tanto de fraldas descartáveis que jogava no lixo todo dia. Foi aí que uma amiga me passou o link do Babyslings. A dona da página é a Bettina Lauterbach, gaúcha de Gramado que faz as fraldinhas com forros, estampas e tudo o mais (tem também absorventes nessa batida). A princípio, ela me aconselhou a encomendar seis fraldinhas de pano e fazer o teste. Quando o pacotinho chegou eu delirei: elas são muito bonitinhas. E, conforme você vai usando, vão ficando mais absorventes. Detalhe: a Alice nunca assou. E eu não uso pomadas para assadura. Encomendei fraldinhas P, depois M e, recentemente, mandei vir um estoque de G. Doze delas são suficientes para manter o bebê sequinho e trocá-lo de duas em duas, ou de três em três horas. Para dormir, uso a descartável, confesso, que dura a noite toda. Mas eu e a nenê ficamos muito mais felizes em saber que, além de economizar uma grana, estamos deixando o planeta menos imundo. Deem uma olhada nesses números, reflitam um pouquinho e façam a experiência. Vale muito! A Alice faz até cara feia quando me vê com uma fralda descartável na mão. E não tem grandes mistérios pra lavar, não: é só deixar de molho com um pouquinho de sabão de coco líquido e depois dar uma batidinha na máquina, com um pouquinho de vinagre (que faz com que o tecido fique mais absorvente!).

- Nos primeiros dois anos de vida, uma criança usa cerca de 5.500 fraldas descartáveis. Em vez disso, poderia usar cerca de 60 de pano.

- Cerca de cinco árvores são abatidas para 5.500 fraldas descartáveis.

- Um bilhão de árvores são usadas para as bundinhas dos nenês, no mundo, por ano, para suprir a indústria de fraldas descartáveis.

- Uma fralda descartável demora, em média, 450 anos para se decompor nos lixões do planeta.
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Postado em 03.12.2008 | 13:52 | por Rick
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Por mais que a gente respire, faça ioga, meditação e sei lá mais o quê, não tem jeito: a cidade sufoca, estressa e polui nossa alma. No fim de semana passado decidi espairecer e me mandei, com o marido e a nossa filhota de 11 meses, para um dos lugares mais bonitos que já conheci, a pequena Cunha, cidadezinha serrana entre São Paulo e Rio de Janeiro, famosa por fazer parte da trilha do ouro – que começa em Minas e acaba em Paraty. O refúgio da vez foi a pousada Barra do Bié, escondida num vale cortado por um rio e cercado de araucárias. Há três anos e meio, Ana e Ciro, casal fofo que nos recebeu com mil e uma mordomias (e tratou a pequena Alice como se fosse neta), deixaram a rotina de décadas em São Paulo (ele, ex-administrador de empresas, e ela, ex-administradora de casa, filhas, família etc.) e montaram ali uma pousada pra lá de luxuosa. Mas, muito mais que os seis chalés espalhados pela montanha (com banheira, cama big size, lençol cheirosinho, sabonetinhos e óleos para banho, chocolatinho no travesseiro antes de dormir e lareira); que os 2,5 alqueires de área verde; que a piscina aquecida regada a espreguiçadeiras; que a sala de massagem; que o fitness center (sim, há quem goste de ficar na esteira mesmo tendo o Parque Estadual da Serra do Mar, suas trilhas e cachoeiras à disposição ali ao lado); ou que o visual de encher os olhos, o luxo fica por conta do tratamento que Ciro e Ana fazem questão de dar aos hóspedes, recebidos, literalmente, em casa. A comida é cuidadosamente feita por Ana de acordo com a preferência do cliente. Para nós, vegetarianos, ela preparou uma sopa de beterraba com abacate picante, uma panqueca de legumes com molho de tomate e ervas frescas – e ainda um risoto ao funghi saborosíssimo. As refeições são feitas em uma sala aconchegante, com lareira, livros de arte e DVDs, muitos DVDs (que podem ser escolhidos e levados para assistir no chalé). Ana e Ciro são doces, educadérrimos, discretos. Mas vale puxar uma conversa pra ouvir um pouquinho da história de vida deles – e do lugar que escolheram pra desfrutar a vida. Na volta, eles mandaram um delicado e-mail dizendo que nossa filha havia esquecido alguns pertences (potinhos de plástico, diga-se de passagem). Respondi agradecendo e garanti: voltaremos em breve, pois o lugar é daqueles “10+ da vida”, sabe?



Vai lá: www.barradobie.com.br / www.trilhadoouro.com.br ou ainda www.cunha.sp.gov.br

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Postado em 28.11.2008 | 15:33 | por Rick
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Por Ariane Abdallah

Maria Celeste Castilho, 85, primeira mulher a ensinar ioga em São Paulo (conheça a história dela na Tpm de dezembro/janeiro) começou sua trajetória dando aulas na academia de Shotaro Shimada, 80. Sim, academia – e não escola nem estúdio, como costumam ser chamados os locais onde se pratica a atividade hoje em dia – porque, antes de descobrir a técnica indiana que mudaria sua profissão, Shimada era professor de judô e chegou a ser tricampeão da modalidade. “Comecei porque li que a ioga poderia me ajudar com a autodeterminação e a resistência”, explica ele, que conheceu a prática em 1958 e só tinha a intenção de se tornar um lutador melhor. Mas acabou mudando de rumo e se tornou instrutor de ioga tempo integral. Apesar disso, no começo preferia definir a nova atividade como “exercícios de respiração”, já que “as pessoas não conheciam, ioga era visto como algo paranormal”. Essa é uma das histórias que está no livro Shotaro Shimada – A Ioga do Mestre e do Aprendiz, escrito em parceria com o jornalista Wagner Carelli, que será lançado amanhã, dia 29 de novembro. Mas, muito mais do que ensinamentos de um mestre, o livro traz histórias sobre imigrantes japoneses, sobre os precursores do judô no país e até sobre os bastidores das primeiras emissoras de TV do país, já que, durante 15 anos, Shimada também deu aulas pela telinha das extintas Tupi, Bandeirantes, Excelsior e Gazeta. Nascido em território nacional, mas criado numa comunidade japonesa no interior de São Paulo, ele só aprendeu a falar português com 11 anos e até hoje conserva o sotaque oriental em sua fala, sempre organizada e clara. Meio século depois, Shimada continua transformando a vida de gente de todas as idades, na mesma sala de um prédio dos Jardins, em São Paulo. “Tenho um aluno que começou aos 83 anos. Hoje está com 93 e vai a pé da rua Frei Caneca até Pinheiros”, orgulha-se ele, que é também professor convidado do curso de ioga da faculdade de educação física da FMU. Pela disposição de Shimada, daqui a meio século teremos histórias para um novo livro...

Vai lá: Shotaro Shimada – A Ioga do Mestre e do Aprendiz, Shotaro Shimada e Wagner Carelli, ed. Phorte. Lançamento no dia 29 de novembro, às 18h, no Instituto Palas Athena, r. Leôncio de Carvalho, 99, Paraíso, São Paulo, (11) 3266-6188. Yoga Shimada, r. Caio Prado, 30, cj. 5, São Paulo. Faculdade FMU, www.fmu.br
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