Esse ano ando viajando bastante nos fins de semana com o marido e a pequena Alice. Por isso, entre fechamentos de Tpm e as viagens, tenho postado pouco. Mas postar é assim: você começa e não para. Já se para, dá preguiça. Mas eu voltei agora com pique total pra contar de dois lugares muito especiais que conheci no último mês. Um recanto escondidinho na parte mais bonita de Ubatuba, e outro na montanha, na serra que termina em Paraty. Vem comigo.

Pousada de Picinguaba
Na praia
Conheço bem o litoral norte de São Paulo, assim como boa parte das praias de Santa Catarina e do sul da Bahia. E, sinceramente, poucos lugares são tão bonitos como o norte de Ubatuba. Escondidinha na praia de Pincinguaba, uma das últimas antes da divisa com o Rio, está a Pousada Picinguaba. Há 6 anos ela recebe, sobretudo, gringos de todo mundo, principalmente da Europa. São apenas 10 quartos e uma vista magnífica da vila de pescadores e da praia da Fazenda, uma vez que o refúgio fica em cima da montanha. Emmanuel Rengale, o Manu, é um francês que entende, adora e vive no Brasil há 11 anos. Uma década atrás, ele trocou o mercado financeiro por um mochilão na América do Sul, conheceu Picinguaba, comprou o casarão colonial em que hoje funciona a pousada e transformou o lugar numa espécie de mini resort. “Luxo, pra mim, é acordar numa cama deliciosa, olhar essa vista incrível, fazer uma caminhada no meio da mata, comer bem e estar completamente desligado do mundo”. Em Picinguaba você nunca vai ouvir o plin plin da Globo vazando do quarto ao lado (não há TV), nem terá seu sossego interrompido por músicas chatas, bregas ou barulhentas – a pousada é realmente isolada. Manu recebe as pessoas como se estivessem na casa dele. Tem escuna pra passear de barco, guia pra fazer trilha ou mesmo pra indicar os melhores points de surf, pães e croissants feitos na hora (e tão bons quanto os parisienses) e regalias sem fim.
Vai lá: www.picinguaba.com

Pousada dos Anjos
Na serra
Cunha é um lugar especial. Tem a estrada do ouro que termina em Paraty, as casas coloniais cheias de histórias (a cidade foi refúgio dos paulistanos na Revolução Constitucionalista e tem muito caboclo que ainda está vivo pra contar casos), araucárias imensas, clima frio e seco, dezenas de cachoeiras, boa comida. Um lugar realmente gostoso e receptivo onde me sinto muito bem. Fim de semana passado ficamos hospedados na Pousada dos Anjos – uma das mais bacanas e confortáveis em que já estive. Localizada numa antiga fazenda, tem 8 chalés estrategicamente espalhados pelos lugares mais charmosos do terreno. Uma das casas, a “palafita”, é a pedida ideal pra casais, já que fica bem afastada e em frente a uma queda d´água. Eu adorei – e certamente voltarei – especialmente porque minha filha, de 1 ano e 9 meses, ficou absolutamente solta: correu nos gramados, rolou na terra, brincou com um simpático labrador o tempo todo, nadou no rio e andou a cavalo. Os donos do lugar, a Kátia e o Marcos Santilli, estão lá há seis anos com uma proposta bem requintada e, ao mesmo tempo, natureba: têm hortinha orgânica e fazem pães, queijos e iogurtes lá mesmo, tudo caseirinho, saboroso. E são pessoas agradabilíssimas. Santilli foi fotojornalista durante anos e levou boa parte de seu acervo de livros pra uma biblioteca que pode ser usufruída por todos os hóspedes. Vale não só visitar, mas separar alguns dias pra ficar lá, largado entre as redes, as cachoeiras e as araucárias.
Vai lá: www.pousadadosanjos.com.br