badulaque
quarta-feira, 23 de julho de 2008.

Gisele Bündchen na São Paulo Fashion Week

Fechamos esta edição antes de a SPFW começar. Mas confiamos em nosso poder de adivinhação! Decidimos não entrevistar a participação da top Gisele Bündchen no evento, porque já sabemos o que vai acontecer. Ela vai sair na capa de todos os jornais e revistas, que explicarão que roupa ela estará usando na hora em que chegar correndo horas antes do desfile (uma coisa bem básica). Também sabemos que ela vai dar uma pinta rápida (faz parte do contrato) em uma festa da grife para a qual desfila. Ela vai dançar um pouquinho. E fazer fotos com o V de vitória.

OK. Vai que acontece alguma coisa e a gente erra. Mas, tirando o caso de um terremoto, achamos difícil que nossas previsões não funcionem. E imaginar tudo isso de novo, mas de forma mais escandalosa – já que Gisele volta a desfilar em São Paulo depois de três anos –, nos dá motivos suficientes para não entrevistar a über model nesta edição.

Também não entrevistaremos nenhuma celebridade que irá no tal desfile para depois dizer que a Gisele é linda. A gente já sabe disso! E esse show semestral da modelo no Brasil, com histeria da mídia, já virou uma espécie de dia da marmota. Por isso, você não lerá nada sobre o cachê da modelo, as suas entradas e seus pivôs nesta revista que tem em mãos.

P.S. Sim, sabemos que corremos o risco de errar e pagar mico. Mas temos coragem!
quarta-feira, 23 de julho de 2008.

Por que os velhos não roem as unhas?

Durante o mês de maio tivemos uma epifania e percebemos que nunca havíamos visto um senhor ou uma senhora roendo unha! Fomos atrás de resposta para tal enigma e, o que é melhor, descobrimos que tínhamos razão

“Vocês já repararam que velho não rói unha?” A pergunta foi de uma repórter da Tpm. Claro que ninguém tinha reparado nisso! Mas começamos a refletir e pensamos que era verdade. Nunca tínhamos visto um senhor ou uma senhora roendo a unha. E nascia aí uma das grandes teorias da humanidade. Pesquisamos o assunto e descobrimos que, antes de tudo, roer unha se chama onicofagia. E, segundo os periódicos de medicina sobre o tema, a maioria dos roedores de unha compulsivos é... criança e adolescente! Sim, o hábito diminui com a idade.

Velhinhos e tranqüilos
As crianças são alvo da frase “tira esse dedo da boca, menino”, porque cerca de 30% delas têm a mania. A coisa piora na adolescência e passa para 45%. Mas, quando a idade adulta chega, a mania diminui para 19%.

Nossa repórter estava certa. Só erramos no motivo. Ela achava que a unha dos velhos era mais dura. Mas a causa de “morder a mão”, como dizia Cazuza, é ansiedade, que maneira com o tempo. Porém, os especialistas avisam que os mais velhos podem trocar de mania e começar a coçar o nariz, fumar e mordiscar o lábio.

Durante o mês de maio também pensamos: por que os velhinhos andam com os braços cruzados para trás? E por que as pessoas que ouvem música alto no trânsito sempre estão ouvindo música ruim? Quem souber essas respostas, por favor, envie cartas para a Redação.
| 14h33 | (4) comentários | categoria: Outras
quinta-feira, 17 de julho de 2008.

O Twitter no divã

Ficamos tão assustadas com essa mania de as pessoas contarem tudo o que fazem na internet que convidamos uma psicanalista para um papo cabeça sobre o assunto e concluímos que vivemos na era da glamorização do nada

Telefonamos (não, não mandamos um Twitter) para a psicanalista e colunista da Tpm Diana Corso e, por algumas horas, colocamos o Twitter deitado no divã. Diana, que não conhecia a nova febre da internet, de cara falou uma frase ótima: “Ficar contando tudo o que acontece na sua vida é glamorizar o nada”. Estamos falando daquelas pessoas que escrevem: “Ah, caiu café no meu teclado”. Bem, quando contam isso, elas estão narrando coisas banais da rotina delas como se fossem, assim, superimportantes.

De acordo com ela, essa necessidade de contar tudo na internet mostra também o quanto as pessoas são solitárias ou incapazes de ficar a sós com elas mesmas. “O contato real com o outro não existe? E os silêncios? Eles são importantes e dizem muita coisa”, pensa Diana. Ela lembra também de uma época em que as pessoas faziam certas coisas escondido e as mães adoravam falar a frase: “E o que os outros vão pensar?”. O Twitter, ela explica, é o contrário disso. As pessoas parecem querer mesmo é que os outros pensem nelas o tempo todo. “É como se você tivesse um GPS grudado em você.” E conectado na rede, claro.
| 15h32 | comente | categoria: Outras
terça-feira, 15 de julho de 2008.

O que você está fazendo?

A nova febre na internet é o Twitter, um site de (falta) de relacionamentos em que as pessoas passam o dia respondendo à pergunta do título e contam para o mundo banalidades como: “Estou indo cortar o cabelo”, “minha gata subiu no meu colo”. Será que a vida realmente virou um Big Brother?

“Estou tomando um café. Miraculosamente não derrubei na minha camiseta.” “Estou saindo para cortar o cabelo.” Não, esses não são diálogos que ouvimos aqui no dia-a-dia da Redação ou das nossas vidas. Lemos essas frases na internet. E elas foram ditas (escritas) por uma menina americana que não conhecemos. Agora, perguntamos: o que temos a ver com isso? Nada. E o que tem de interessante em saber o que um desconhecido está fazendo? Nada.

Essas frases foram encontradas no Twitter, uma espécie de blog com Orkut misturados e que é a nova febre da internet. Visitamos o tal site e ficamos assustadas. Para começar, a pergunta que teoricamente deve ser respondida pelos internautas (e que ficará em sua página e será enviada para seus amigos) é: o que você está fazendo? Como se a gente devesse anunciar para toda a webesfera cada passo que dá. Por exemplo. A repórter que escreve este texto pára agora mesmo de escrevê-lo, entra no Twitter e posta: “Estou escrevendo um texto para a Tpm”. Aí, daqui a pouco, posta de novo. “Tive que parar de escrever porque tinha acupuntura. Acho que estou com tendinite.”

Por sinal, os relatos de problemas de saúde são muito comuns no Twitter. Você vai lá e escreve: “Tô morrendo de dor de garganta”. Tudo bem, desabafar pode ser bom. Mas não é melhor pegar o telefone e ligar para um amigo? Será que a gente tem mesmo que contar para o mundo todo tudo aquilo que está fazendo?

O show de Truman
O espaço para texto no site é pequeno. Então, as pessoas acabam escrevendo frases curtas sobre suas vidas. Alguns são mais espertos e passam o dia fazendo piada no tal lugar. A gente pode não entender direito o que se passa no mundo, por isso entrevistamos a colunista da Tpm e psicanalista Diana Corso sobre essa necessidade de contar tudo para todo mundo.

E, por enquanto, os viciados em Twitter se defendem. “É legal porque é um desafio escrever com tão poucos caracteres e tem gente que escreve coisas legais”, diz o editor de moda Ricardo Oliveros. “As pessoas colocam lá bons links”, diz o colunista da Folha de S.Paulo Vitor Angelo. Pode até ser. Mas, gente, a vida não é Big Brother. Ou será que é?
| 15h41 | comente | categoria: Outras
quinta-feira, 10 de julho de 2008.

Os homens-pashimina

Os homens modernos agora usam xale. Quer dizer, um lenço palestino chamado kaffyeh. Aprovamos e fomos descobrir de onde os caras, tão travados quando o assunto é moda, tiraram essa “coragem”

Há algo de diferente nos rapazes moderninhos que andam por aí. Depois de fazerem um revival do bigode, eles agora usam xale. Em dois dias contamos oito homens de xale em São Paulo. Achamos chique e fomos descobrir o que era aquilo.

Primeiro: não é xale. Pensávamos que era uma pashimina que eles usavam amarrada no pescoço. E ficamos contentes ao ver que os tão travados (quando o assunto é roupa) meninos brasileiros estavam mais livres, tendo coragem de usar uma peça antes considerada feminina.

Política da moda
Só que depois de muita pesquisa descobrimos que o lenço chama “kaffyeh” e é de origem palestina. Eles viraram febre na Europa depois que a grife Balenciaga os adotou em um desfile. No velho continente, virou uma questão polêmica. Em blogs, as pessoas discutem se quem usa tal adereço de fato apóia a causa palestina ou é apenas um mero seguidor de moda.

Uma polêmica estapafúrdia, pois é óbvio que somos todos seguidores de moda, mesmo com nossas convicções políticas. O administrador de empresas Afonso Antunes, 31, português radicado no Brasil, é um que aderiu. “Gosto desse lenço em particular por me fazer lembrar o Oriente. Também gosto do estilo rebelde-viajante. E para andar de moto é ótimo.” O designer José Maia também adora o seu. “É bonito, quentinho e ainda tem um caráter político.”

Então será que os homens estão ficando menos travados com moda e vão parar de falar que tal peça é coisa de gay? Segundo o editor contribuinte da revista Daslu, Mario Mendes, não é o caso de a gente se empolgar muito. “Para os homens adotarem alguma nova onda, primeiro ela precisa receber o aval de algum ícone de masculinidade que eles aprovam. Tipo, no Brasil, tem que ser usado por um jogador de futebol. Nesse caso eles usam porque é coisa de guerrilheiro, de macho.” Então tá.
| 16h06 | (2) comentários | categoria: Outras
segunda-feira, 07 de julho de 2008.

Quer Rebu ou Rubi?

Já reparou que os esmaltes têm nomes bizarros? Quem será que dá nome para tanta cor? Desvendamos mais um dos mistérios do mundo feminino: nenhum esmalte é batizado em vão

“Hoje quero 0 Deixa Beijar.” Quem é viciado em manicure sabe que Deixa Beijar é um esmalte vermelho, e o 5ª Avenida, mais para o pink. “Os nomes são bizarros, mas influenciam na escolha”, diz Carolina Vazoni, editora de estilo do UOL. “Antes de começar as semanas de moda estava insegura e quase passei o Luxo”, confessa. O marketing das empresas sabe que Carol tem razão. “Os nomes das cores são inspirados nas coleções e variam de acordo com a época em que foram lançadas. A Niasi, detentora da Risqué, possui uma equipe de marketing responsável por esses nomes”, diz Gabriela França, do marketing da Niasi. Foi deles a idéia de lançar o Poema. “A intenção dessa coleção, L’Amour, era resgatar o espírito romântico e sensual da mulher”, explica. É dessa coleção, de 2007, um hit absoluto: o Beijo.

“O nome não influencia a cliente”, diz Maria José, manicure moradora de São Paulo. Ela entrega que os esmaltes com maior saída são vermelhos como Beijo, Rubi e Havana. Este último foi criado baseado na mais recente coleção do estilista Reinaldo Lourenço. Segundo Carla Falchi, do marketing da Colorama, a escolha dos nomes começa antes de os esmaltes serem fabricados. “Nessa última coleção, olhando as cores que seriam feitas, pensamos em ‘Reserva’ para a coleção, e Vinho Tinto para um esmalte.” Queremos um esmalte “Tpm”. Vermelho, claro.
| 19h56 | (3) comentários | categoria: Outras