Arma-zen por Renata Leão
segunda-feira, 12 de maio de 2008.

Um spa em casa

O spa caseiro da Alice: sessão de massagem e banho de ofurô


Por Renata Leão


Minha filha Alice faz cinco meses amanhã. E, desde seus 15 dias de vida, um momento mágico acontece entre a gente todos os dias: a massagem que eu faço nela. Shantala é o nome da técnica, uma tradição milenar indiana de massagens para bebês, divulgada no Ocidente em 1976 pelo médico francês Frédérick Leboyer (aquele do parto na água). Meu professor de ioga me incentivou a fazê-la e me deu uns toques. A técnica, aprendi no livro, e a prática, a própria Alice me ensinou, olhando com seus olhinhos dentro dos meus. A primeira vez que a coloquei sobre minhas pernas, nós duas sobre um tapetinho esticado no chão, olhei aquele serzinho minúsculo e pensei: “Ai, ai, ai, e se eu quebrá-la ao meio?”. Mas respirei fundo e procurei relaxar os ombros como o livro, aberto ali ao lado, ensina. Mãos devidamente besuntadas de óleo de camomila morno, segui a seqüência sugerida: peito, ombros, braços, mãos, barriga, pernas, pés. Ela me olhava, às vezes reclamava, às vezes relaxava. Segui: costas, bundinha, rosto. Por fim, um pouco de ioga (que ela já estava acostumada, pois pratiquei até dois dias antes do parto): abre e fecha braços; um braço encontra um pé, outro braço encontra outro pé; e a simulação da padmasana, ou postura do lótus. Nas primeiras vezes, confesso, fiquei tensa. Mas, depois da décima sessão, ela passou a relaxar e a virar os olhinhos de prazer enquanto sentia meus toques.

Depois da massagem, ofurô
Mais que a massagem propriamente dita, o objetivo da Shantala é fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Justamente por isso, deve ser feita somente pela mãe. “Os bebês que recebem essa massagem desde pequenos são mais calmos e felizes. Seu vínculo com a mãe é fortalecido para o resto da vida”, garante minha amiga Meeta Ravindra, indiana radicada no Brasil há mais de 30 anos (http://meetaravindra.tripod.com/) que me deu muita consultoria sobre a Shantala. De dois meses de idade pra cá, a Alice se acostumou de tal maneira à massagem que todos os dias, no horário do banho, começa a se remexer como quem diz: “E aí, mãe, cadê minha massagem?”. Hoje, se estica toda sobre as minhas pernas, continua me olhando profundamente, e ri muito a cada um dos movimentos. Não teve uma cólica sequer, dorme feito um anjo e é supertranqüila. E, de fato, a troca que ocorre durante a massagem entre a gente é indescritível. Eu me sinto mãe e ela, sem dúvida, uma filha que recebe carinho, cuidado e presença. Se você espera um bebê ou pretende um dia ser mãe, não deixe de se aventurar com esses apertos deliciosos em seu pimpolho. No começo você pensa que não vai conseguir, mas depois tira de letra e esse passa a ser o melhor momento do dia. Se preferir, procure alguém que possa te ensinar, como a terapeuta corporal Veena Mukti. Como o Leboyer ensina, a água finaliza o trabalho, relaxando ainda mais o bebê. E a Alice, desde o parto, toma banho em seu superbaldinho que eu chamo de ofurô, o Tummy Tub, que lembra o útero da mãe, fazendo com que o bebê se sinta mais protegido do que nas banheiras convencionais (www.tummytub.com.br). Pra finalizar, as sábias palavras do Leboyer: “É necessário conversar com a pele do bebê. Falar com suas costas, que têm sede e fome como sua barriga. Nos países que preservaram o profundo sentido das coisas, as mulheres ainda se recordam disso tudo. Aprenderam com suas mães e ensinarão às suas filhas essa arte profunda, simples e antiga, que ajuda a criança a aceitar o mundo e a sorrir para a vida”.

* Veena Mukti, terapeuta corporal especialista em ayurveda, dá um curso de Shantala no próximo sábado (17/05/08) em sua escola na Granja Viana, em São Paulo. Pra saber mais, clique em www.veenamukti.com ou ligue para (11) 4159-6888


 

Vai lá: Shantala, uma Arte Tradicional de Massagem para Bebês, de Frédérick Leboyer (Ed. Ground), R$ 45,

| 16h53 | (3) comentários | categoria: Pro corpo
quarta-feira, 09 de janeiro de 2008.

Primeira viagem

Sou mãe há 26 dias. A Alice é uma princesa, e a sensação que tenho o tempo todo é a de que ela me conhece do avesso. Eu é que estou conhecendo-a, e aprendendo tudo com ela. Não tem dado tempo de escrever no blog, pois estou entregue à pequena. Troco fraldas, dou mamá, faço dormir, dou banho. Nas horas vagas, coisas básicas, como comer, tomar banho, falar com um ou outro amigo. Tenho recebido muitos e-mails carinhosos das pessoas queridas saudando a Alice. Um deles foi da Fernanda Takai, que me mandou um texto de sua autoria, inspirado nessa legião de bebês que tem nascido por aí. Achei tão bonito que pedi sua autorização para publicá-lo aqui. Boa viagem.


Gente que nunca nasceu tá nascendo!


Por: Fernanda Takai


Quando um ano velho termina, a gente acaba assistindo compulsoriamente a um daqueles programas de retrospectiva. Seja num restaurante de hotel, supermercado, casa de parente, enfim até em nosso próprio lar enquanto a lasanha congelada não esquenta no microondas... Aí chega a parte de lembrar das pessoas conhecidas que foram embora deste mundo pra outro lugar. Novos ou já bem velhinhos. Por acidente ou por doença. Porque o termo morte natural nunca é explicação natural pra ninguém... Aí é aquele espanto: nossa, mas quanta gente famosa morreu! Como ouvi uma vez alguém dizer: “Gente que nunca morreu tá morrendo!”. Mas morre um monte de gente não famosa. O tempo todo. Os nossos não-famosos queridos, vizinhos, colegas, familiares. Sem falar nos explodidos por bombas lá longe, nos atingidos por balas perdidas agora em todo lugar, nos levados pelas enchentes, soterrados por terremotos, esmagados pelas estradas do mundo.


Mas vamos falar dos que chegam agora porque tem um bocado de bebês novinhos em folha, dentro ou fora de barrigas muito simpáticas. Em 2007 foi um tal de ter várias grávidas ao meu redor. Coincidência total, mas a amiga que fez a capa do meu livro e disco estava barriguda durante todo o processo de criação dos projetos gráficos – agora já nasceu sua filha, Lina. Uma outra amiga que me deixou arrumadinha pras fotos de meu disco também estava pra ser mãe – nasceu o Mateus. Minha cunhada tá de barriga em franco crescimento, vem aí a Manuela. A editora-chefe da revista em que fui colaboradora especial este mês já está com seu presentinho em forma de gente nos braços, Alice. Uma amiga de longa data também vê sua Julia crescendo feliz dentro de sua barriga redondinha. Várias mulheres de amigos do meu irmão terão seus primeiros filhos nos próximos meses. O empresário da minha banda e sua mulher também já estão vendo o Theo do lado de fora. A professora da minha filha também está a experimentar a maternidade e minha amiga Carla passou na minha frente e encomendou o pequeno Gabriel antes. Minha filha, cercada por novas barrigas e bebês, fica me perguntando se eu já tenho outro neném aqui também. Por enquanto não, Nina. Vamos esperar mais um pouquinho, tá? “Por quê?” – é a frase mais ouvida aqui em casa no último mês. Porque a mamãe e o papai têm um bocado de trabalho pra fazer antes de encomendar um irmãozinho(a) pra você. Tá certo? “Tá!”


Bom ver que gente tão bacana está deixando suas sementinhas por aí. – Tomara que a vida seja boa para vocês e pra todas as crianças que nascem hoje. Novos e velhos pais: esse trabalho de manutenção do mundo é infinito. Precisamos renovar as forças, espero que vocês venham com vontade!

Não posso deixar de pensar nos bebês que nasceram ou vão nascer nem tão queridos assim... E nas pessoas de bom coração que (ainda bem!) existem pra lhes dar amor. Comida e educação. Condições pra serem indivíduos com uma história bonita pela frente. Que esses encontros sejam mais freqüentes e menos complicados. E que mais gente passe pro lado de vocês.


*Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu e amiga da Tpm, tem uma coluna semanal no jornal Estado de Minas, onde este texto foi originalmente publicado

| 12h27 | (7) comentários | categoria: Pra alma
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007.

Yoga para todas

Por Ariane Abdallah

Já ouviu falar em Astanga Vinyasa Yoga? É aquela técnica famosa por não ter nada de “parada”, ao contrário, faz qualquer um suar até dizer chega. Se você já conhece, vai poder conhecer mais. Se nunca ouviu falar, mas gosta do assunto, tá aí uma ótima oportunidade para um primeiro contato. Ontem a atriz Fernanda Lima e o instrutor de ioga, Cristóvão de Oliveira, um dos precursores do Astanga Vinyasa Yoga no Brasil, lançaram o DVD Yoga em São Paulo. Produzido pela Som Livre, trata-se de um vídeo completo, didático e delicioso de assistir sobre a técnica famosa por não ter nada de “parada”, ao contrário, faz qualquer um suar até dizer chega. O astanga promove um superaquecimento no corpo por causa da respiração nasal, chamada ujjayi, e pelo fluxo das posturas. O resultado é um corpo forte e flexível e um bem-estar que vai além do físico. A atividade já conquistou, além da protagonista do DVD, mulheres como Fernanda Torres, Letícia Spiller e cada vez mais “gente comum”. Até eu me rendi há pouco mais de um ano, seguindo os passos da nossa diretora de redação, Renata Leão, que é praticante desde 2004. O DVD traz uma entrevista com Cristóvão – que é dono da escola Centro Vidya –, apresenta a prática passo a passo, uma aula coletiva (na qual está nossa querida Renata), além de making of e café da manhã com direito a bate papo com os praticantes. Fernanda resolveu aproveitar sua “popularidade” para difundir a prática que há mais de oito anos regula sua vida. “O astanga me acorda, me renova, abre meus canais, ativa meus sentidos, me deixa esperta, estável e ágil. Uma verdadeira viagem de aventura para dentro do universo de cada um”, resume ela, que está grávida de gêmeos há cinco meses e praticou ao lado de Cristóvão e dois de seus instrutores durante o evento de lançamento. Depois da demonstração, Cristóvão falou sobre sua proposta. “O astanga é muito praticado na Europa e Estados Unidos. No Brasil, tem bastante gente brincando, mas falta referência séria. Minha intenção é divulgar a técnica – que vai além do exercício corpóreo e é também um recurso para o auto-conhecimento – com seriedade”. Está aí uma ótima oportunidade de conhecer – ou se aprofundar – no Astanga Vinyasa Yoga. Boa viagem.

Vai Lá: Yoga, à venda no Brasil inteiro (em estabelecimentos como Fnac e Lojas Americanas). O preço sugerido pela Som Livre é de R$ 34,90
| 20h05 | comente | categoria: Pro corpo
quinta-feira, 29 de novembro de 2007.

37 semanas de bem-estar

Enquanto me preparo para a maior viagem da minha vida, dar à luz Alice, a pequena que cresce na minha barriga, continuo respirando, esticando e alongando o corpo e a mente com a prática de ioga. O estilo que escolhi e que bateu no coração há quatro anos e pouco foi o ashtanga vinyasa. Por isso, durante a gravidez, continuei praticando a mesma técnica. Todo mundo que me conhece, quando me vê, inevitavelmente pergunta: “Mas você continua fazendo ioga com essa barriga?”. E eu digo: “Sim, claro, principalmente agora”. Isso porque atribuo a essa prática milenar 80% do meu bem-estar durante esses oito meses e pouco de gestação sem incômodo algum. Não sei o que é enjôo, pois não tive nenhum sequer. Inchaço nos pés e nas pernas? Desconheço. Dor nas costas? Tenho de leve quando fico muito tempo sentada, mas sei que se eu não fizesse ioga a coisa poderia ser mil vezes pior. Muito do sentir-me bem fisicamente vem da alimentação. E a prática diária de ioga só te faz ter vontade de comer bem, de nutrir o corpo e o bebê com coisas saudáveis. Resultado: engordei 9 quilos até agora – e acabo de entrar no nono mês de gestação. Além de tudo isso, a ioga me deu equilíbrio emocional e me colocou, diariamente e em cada uma das respirações, em contato profundo com a pequena Alice. Fundamental para isso tudo foi ter uma orientação de pessoas em quem eu confio profundamente. São eles meus professores Cristovão de Oliveira (fundador do Centro Vidya, onde pratico) e sua esposa, Adriana Patias, que tem uma filha de 2 anos que fez muita ioga na barriga da mãe e que nasceu de um parto natural, como deve ser. Por isso, não vou indicar aqui nenhum livro de ioga para grávidas. Existem vários nas prateleiras das livrarias. Mas a melhor coisa é ter por perto um professor de confiança, que vá te orientando gradualmente, conforme sua barriga for crescendo. Ioga pode e deve ser praticada durante toda a gravidez! Aqui, um trecho de um dos livros mais importantes que li durante a gestação: “O mais importante é que a yoga, quando corretamente praticada, educa o corpo a viver em harmonia com a força da gravidade. Sem usar força ou sobrecarga de nenhum tipo, você aprende, com a ajuda da respiração, a retirar a tensão e a rigidez desnecessárias das articulações e dos músculos. Gradualmente, à medida em que sua postura melhora, você vai se sentir mais assentada e conectada com a terra, e o corpo e a mente encontrarão equilíbrio, unidade e estabilidade. Isso vai ajudá-la não somente durante a gravidez, mas se estenderá naturalmente para o trabalho de parto, sem necessidade de aprender complicadas técnicas ou recordar mentalmente de algo”. Quer mais? Leia todo o livro Parto Ativo – Guia Prático para o Parto Natural, de Janet Balaskas. Ele pode ser encontrado nas grandes livrarias ou no site do meu médico, o dr. Adailton Salvatore, que traduziu o livro para o português e é um cara que, sobretudo, acredita na vida: www.salvatoremeira.com.br.
| 15h40 | comente | categoria: Pra alma
sexta-feira, 19 de outubro de 2007.

Dança, engaja e... estica!

Um dia de música de primeira qualidade, num lugar lindo, ao ar livre. Além do som, um aulão de ioga com professores de ponta, feira de alimentos orgânicos e várias atividades para a criançada. Isso tudo vai acontecer em São Paulo, no parque Burle Marx, dia 1º de dezembro. Trata-se do Power to the Peaceful, festival que vai rodando o mundo graças aos ponta-pés do californiano Michael Franti. Músico e ativista, ele organiza esse evento em São Francisco há nove anos. Em 2006, por exemplo, o festival reuniu mais de 60 mil pessoas no Golden Gate Park, em San Francisco. No Brasil, o objetivo é beneficiar ONGs que atuam na região do Capão Redondo, um dos lugares mais pobres e violentos de São Paulo e onde algumas famílias vivem com menos de R$ 70 por mês. A renda dos ingressos, que custarão R$ 120, será 100% repassada a elas. Além do ouro do evento – o som de Franti, marcado por letras engajadas e embaladas por batidas de reggae, ragga, soul, funk e rap – muitas outras coisas rolarão no parque durante o dia. Minha dica é a aula de ioga com professores que vêm diretamente de Maui, no Havaí, o Eddie Modestini e a Nicki Doane, da Maya Yoga. Referência mundial no mundo da ioga, Eddie e Nicki, experts em iyengar e ashtanga yoga, respectivamente, darão uma aula para todos, praticantes ou não. Uma excelente maneira de ter contato com essa prática milenar, através de duas pessoas de superconfiança. Além disso, na feira de produtos orgânicos, com produtores e revendedores de todo o Brasil, frutas, pães, bolos e sucos naturebas estarão à venda para saciar a fome com qualidade. Também vão rolar debates sobre cidadania com personalidades como o Ice Blue, dos Racionais; o Ferrez, escritor do Capão Redondo; o Junior, líder do Afroreggae e o Paulo Lima, meu chefe e editor da Trip. Um dia pra ficar – e fazer – história, afinal, como disse Gandhi, “Seja a mudança que você quer ver”.

Vai lá: www.powertothepeaceful.com.br/
| 15h59 | (2) comentários | categoria: Pro corpo
sexta-feira, 13 de julho de 2007.

Ela vem chegando...

Você já ouviu falar de uma indiana, tida por muitos como santa, que atrai multidões em todo o mundo para receber seu... abraço? Nascida em Kerala, sul da Índia, em 1953, Mata Amritanandamayi, a Amma (mãe em sânscrito), como é conhecida, já nasceu com a pá virada...para o bem. Um dos cinco filhos de uma família de pescadores, Amma nasceu com uma cor mais escura que os demais rebentos, meio azulada. Além disso, inexplicavelmente, aos três anos de idade, já dizia que era devota do deus Krishna, para quem passava manhãs e noites cantando. Por essas e outras, apanhou muito dos pais durante a infância e a adolescência. Principalmente quando separava comida e algum dinheiro para dar aos miseráveis de seu vilarejo. Mesmo assim, nunca se revoltou. Pelo contrário, diz que sua mãe foi um de seus gurus, por tê-la ensinado a disciplina e o amor. Aos 16 anos, já considerada especial em sua região, era chamada para abençoar lares e pessoas doentes. Na década de 80, criou a Fundação Mata Amritanandamayi Math, que mantém na Índia uma imensa rede de atendimento gratuito com hospitais, clínicas, orfanatos, farmácias ambulantes, asilos, creches e vários programas de combate à pobreza. No início de 2005, ficou famosa pelo projeto de ajuda ao Tsunami que criou – e que chegou a gerar US$ 46 milhões –, uma das maiores ajudas às vítimas da grande onda. Mas o que ela tem de mais legal é o abraço. Quem já provou, diz que sente coisas inexplicáveis, uma paz de espírito inigualável, uma sustentável leveza no ser. Até o repórter ultra-cético Louis Theroux, da BBC, que foi conferir uma das sessões de abraços para um de seus documentários, baixou a guarda: “Algo de muito estranho aconteceu. Pela primeira vez em toda a minha viagem pela Índia, senti que algo havia me tocado de uma maneira inexplicável”, disse ele, depois de receber um aperto da mãe. Se você quiser conhecê-la – e receber sua bênção – programe-se para estar no Rio de Janeiro nos dias 31 de julho e 1º e 2 de agosto.

Vai lá: O ritual do abraço (Darshan) acontecerá nesses dias, em dois horários: às 10h e depois às 19h, no Hotel Intercontinental, em São Conrado, Rio de Janeiro. Mais informações no http://www.ammabrasil.org/
| 19h43 | (7) comentários | categoria: Pra alma