Com os sobrinhos, em Bariloche; Dia dos Pais carregando a filha, Sharon, em 92; e de paizão na festa de 15 anos dela, ano passado
 


As mulheres estão hoje muito mais obcecadas por magreza, não é? Eu sou de uma época que, se você visse um cara correndo em uma areia fofa, ele era maluco. As mulheres malham pra cacete. Não era assim antes. Mas eu gosto mesmo é das saudáveis. Acho que tem uma turma aí que está ligada na saúde sem ser obsessiva. São mulheres lindas porque têm a saúde e a cabeça boas, não a magreza. São naturalmente bonitas.

E você já fez regime? Depois que eu comecei a engordar, nunca fiz um grande regime. Uma época eu era saradão. Malhava muito. Agora meu peso está me incomodando, pois tive uns problemas de saúde. Tive uma hepatite C, tratei por um ano e meio e foi foda. Agora estou caminhando e mais preocupado com isso, por causa de saúde.

O que você faz quando a sua filha chega e fala: “Pai, estou gorda”? Falo que está gorda mesmo, que tem que malhar. Porque teve uma época que ela estava mal e a minha família tem tendência a engordar. Agora ela está ficando vaidosa, malhando direto, cuidando da alimentação, mas ela não tem essa fissura, por exemplo, por roupa. Vem aqui, pega só um biquíni e está bom. Ela gosta mesmo é da Farm [grife feminina que é sensação no Rio de Janeiro e em São Paulo, com preços não muito altos e sem desfiles nas semanas de moda].

E você, gosta da Farm? Eu adoro aquilo. Foi uma das melhores coisas que eu vi na moda nos últimos tempos. Ela é boa, bonita e barata. É coisa bem-feita, com um conceito legal. Acho o máximo. Acho que a Farm e a Espaço Fashion [grife carioca nos mesmos moldes da Farm] viraram uma página muito importante da moda carioca. Elas são as coisas mais interessantes que apareceram nos últimos tempos. E fizeram todo mundo se tocar de que estava vendendo muito caro, que montaram uma megaestrutura.

Além deles, o que você admira na moda brasileira? Adoro o Ronaldo Fraga. Aquele cara é demais. Acho um absurdo dizer que aquele cara é um estilista. Não é. Ele é um artista. E vive na dele, casado, com filho, é bacana. Gosto do Lino Villaventura. Já gostei da Osklen, mas não gosto deles muito não. Acho que subiu à cabeça.

Em uma outra entrevista você disse também que gostava do Alexandre Herchcovitch... Eu não gosto dele, não. Ele tem uma inteligência que me atrai. É diferente. Aquele mundo dele não tem nada a ver comigo! Acho que é um menino inteligente pra caralho e competente, mas essa coisa de “o mundo de Herchcovitch” me dá um pouco de preguiça. Imagina se eu chego e falo: “O mundo da Blue Man”, que ridículo!

E de moda praia, quem admira? Adoro a Lenny. Ela é chique e coerente com quem ela é. Faz roupa chique porque ela é uma mulher assim. Diferente de mim, que sou popular. Imagina se tento ser chique, ia ser uma piada. Olha para mim, vê se eu tenho cara de chique, porra [risos]!


 
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