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“Estou negociando a ida da peça para a
França, porque são quatro textos, três europeus e um brasileiro, e
pode dar certo lá”, acredita o ator, que encenou as montagens Santo
Parto (2004), na qual viveu um padre homossexual e que teve
cinco indicações para o Prêmio Shell, e Escravas do Amor (2006),
com outras duas.Marone ajuda em todas as produções em que trabalha,
segundo ele, por necessidade.“Na pasta cultural do governo,
o teatro tem sempre a menor verba. Acho que existe um interesse
específico nisso, porque o teatro tem um poder de transformação
muito grande nas pessoas. E o governo quer deixar o povo
ignorante”, afirma.
Meio hippie, meio bicho solto, o ator gosta de praticar ashtanga
vinyasa ioga sozinho no mirante do Leblon, também costuma
viajar só – em 2005 passou um mês e meio rodando pela Europa
e, recentemente, voltou para ficar 20 dias. Acha utópica a idéia de
viver um relacionamento para a vida toda, mas pensa em filhos.
Marone consome alimentos saudáveis, gosta de ser livre e independente
e prefere conversar sobre assuntos importantes – o que
raramente tem a oportunidade de fazer. Nada de futilidade. Nada
do que se lê por aí. Melhor assim.
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