chance de você cruzar com Sérgio Marone na rua e não parar para olhar é quase nula. Seu 1,93 metro de altura, sustentado por músculos definidos sem nenhuma gordura fora do lugar, não passa batido. Diferente da TV, onde só o que vemos é o rosto bonito. Descendente de italianos, de família e criação tradicionais, Marone não é o que parece.Ou, pelo menos, não apenas o que lemos a seu respeito por aí.
Em uma busca rápida no Google, as notícias são sempre as mesmas: que o ator terminou recentemente o namoro de dois anos com a atriz Alinne Moraes; que calça 46 e, por isso, tem dificuldade de encontrar tênis no Brasil; que esteve em uma festa com alguma colunável. Mas, diferente do que se lê, durante a entrevista ele prefere conversar sobre teatro, política e carreira.

Estranho no ninho

Marone cresceu na Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo, sob os olhares da mãe dona de casa e dos dois irmãos mais velhos. Na adolescência, estudou no tradicional colégio Dante Alighieri e integrou o time de basquete do clube A Hebraica, mais tradicional ainda. Apesar de não ser judeu, garantiu a vaga graças à altura e ao bom desempenho nas quadras. Levava uma vida normal, como a de outros moleques de classe média de São Paulo. Tudo mudou quando, na oitava série, participou da sua primeira peça, uma adaptação de A Divina Comédia, e viu que poderia ser diferente. “Fiz Dante Alighieri, que nessa montagem era o papel principal. Foi muito legal, porque as pessoas vinham emocionadas falar comigo depois do espetáculo. Gostei de conseguir esse acesso a elas”, lembra.
O prazer vivido no tablado do colégio levou Marone a procurar o Teatro Escola Macunaíma, dois anos depois. Mas, como ainda não tinha convencido o pai, que ia contra a escolha da carreira artística, também foi cursar direito na Unip. “Eu vi As Duas Faces de um Crime, com Edward Norton e Richard Gere, que tem cenas de tribunal maravilhosas, e pensei que um advogado tem que ser um ator, né? Fiquei um ano e meio na faculdade até descobrir que direito não é tão direito assim. Larguei e mantive só o curso de teatro, o que causou uma briga em casa”, conta. Resultado: perdeu a mesada do pai, empresário do ramo têxtil, e teve que se virar.
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