Aos 42 anos, o santista Alexandre Borges segue figurando,
sempre bem colocado, no ranking dos mais bonitões nas listas que as revistas femininas adoram fazer. A Tpm não faz, mas o lugar dele estaria garantido. O “gatão de meia-idade” está inteirão e deixa muito gatinho de Malhação no chinelo. Rosto bonito de traços fortes, corpo em cima e cabelos lisos e pretos, que ele ajeita a todo instante com um charme matador. Mas o que faz dele um homem bastante interessante há tanto tempo a televisão não mostra. Alexandre tem cabeça boa, conteúdo, simpatia, informação, e essas qualidades fazem valer ainda mais cada centímetro de carne e osso. Casadíssimo há 15 anos com a atriz Júlia Lemmertz, 45, é o tipo de marido que as mulheres cobiçam. Lembra das datas importantes (em julho faz 15 anos de casado), se diz apaixonado e rasga elogios para a mulher: “Júlia é uma excelente atriz, séria, só ganho ao trabalhar com ela”.
Filho de pai diretor de teatro e mãe ex-bailarina que fez carreira na contabilidade, viu o casal se separar cedo, com apenas 2 anos. “Eu vivi muito essa coisa de dois lares, duas famílias.
No primeiro momento, a relação com meu pai era mais esporádica”, conta.“Minha mãe cuidou muito bem de mim. Ela
demorou oito anos pra se casar de novo. Éramos eu e ela. Sempre tive o básico e muito carinho”, continua. Mas foi com o pai, Tanah Corrêa, que Alexandre descobriu o teatro.“Meu pai era diretor artístico de um grupo em Santos, que ensaiava num
casarão. Lá, participei de peças amadoras e comecei a me interessar pelo mundo do teatro com um afeto a mais porque eu
estava perto do meu pai”, diz.

O pulo do gato
Dali para São Paulo foi um pulo, com uma parada no Rio de
Janeiro para encenar a peça Saltimbancos, aos 18 anos, sob a direção do pai. Depois de atuar em algumas montagens, ele optou por subir a serra para fazer testes com o diretor Antunes
Filho. Em meses estava na companhia de Ulisses Cruz, diretor
que trabalhava com Antunes, imerso na profissão. “Fizemos
Os Velhos Marinheiros, do Jorge Amado, Corpo de Baile, do Guimarães Rosa, peças adaptadas de romances, e isso despertou
um interesse muito grande em festivais fora do país. Em 1986,
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