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Prancha no pé e caneco na mão
O paulista é o único profissional a viver 100% do wakeboard no Brasil. E isso ele alcançou de manobra em manobra. Fissurado por esqui aquático desde os 5 anos, praticava com os primos e o pai em Ibiúna, a 90 quilômetros de São Paulo, onde a família tinha chácara. Quando o tio comprou um barco maior, passaram a freqüentar mais a represa Guarapiranga. E foi lá, em 1996, quando a modalidade deu os primeiros sinais por aqui, que Marreco viu uma manobra de wake. E soube que viveria do esporte.
“Era o Pamel [Luís Felipe], um dos pioneiros que andava superbem. Pirei. Disse: é essa prancha que eu quero”, lembra.
No início, Marras contava com a ajuda
do pai para pagar a gasolina dos treinos nos barcos de amigos. Mas, em 1998, decidiu trabalhar de vendedor numa loja de artigos náuticos e se virar dando aula em escolas.
Em 2000, largou as vendas, correu atrás de patrocínios e até hoje não gasta com roupas nem equipamentos, por causa do apoio das marcas Oakley,Wake na Veia,Hyperlite e Sundown. De lá pra cá, foi cinco vezes campeão brasileiro, duas vezes vice, vice-campeão no Mundial Juniors e primeiro lugar no Latino-Americano. Sua maior conquista, porém,foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, quando o wakeboard ganhou admiração de quem não o conhecia.
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