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oi quando ele tentava dar seu primeiro mortal – manobra desejada pelos iniciantes do wakeboard – que o apelido de Marreco pegou. Os amigos veteranos não perdoavam suas tentativas frustradas na água e soltavam: “Você é mó marreco!”– gíria que pode ser comparada a “prego”. E logo virou nome. Tanto que, passados dez anos, Marcelo Marques Giardi, 25, um dos melhores atletas da modalidade no país – se não o melhor –, tem até apelido do apelido: Marras. E não só para a galera do esporte.“Nem minha mãe me chama mais de Marcelo”, ri o pentacampeão brasileiro e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.
De Havaianas, calça de moletom, óculos escuros e cabelo raspado – “cortei ontem para o ensaio. Paguei R$ 3. Mas ficou bom, né? Não tem segredo quando é curtinho”–, o atleta recebe a reportagem da Tpm na casa que divide com o parceiro Eduardo Martins, o Jovem, no Yacht Clube Paulista, na represa Guarapiranga, zona sul de São Paulo. Há um ano e meio, ele aluga do amigo e apresentador do Xtreme TV, na ESPN Brasil, Luís Roberto Formiga, a única casa do clube, cercada por verde. Com pé-direito alto, é típica de surfista: poucos móveis, quase sem decoração e tudo fora do lugar.É onde Marreco fica quando não viaja para competir ou para fazer demonstrações em eventos. Foi no Yacht Clube que abriu, em 2005, a Marreco Wake School (www.marrecowake.com.br).
Assim, fez do esporte seu ganha-pão.
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