À esq., a menina nada tímida fantasiada de havaiana; o diretor de fotografia Ugo Lombardi, pai de Bruna, um dos grandes nomes do cinema italiano nos anos 50; Bruna, aos 4 anos, na Itália, com a mãe, a atriz Yvonne Sandner: “A mulher mais forte que conheci”
   
 
O cachorro de Bruna Lombardi tem pêlos amarelados e olhos azuis. Ela mesma tem olhos verdes – apesar de algumas fotos dizerem que são azuis. Seu marido, o ator Carlos Alberto Riccelli, já ficou grisalho, mas continua com o corpo sarado. O único filho do casal tem pinta de galã e mandou bem na estréia como ator e diretor-assistente no recém-lançado filme dos pais, O Signo da Cidade. A família mora entre São Paulo e Los Angeles. E Bruna continua linda com mais de 50 anos e nenhuma plástica.
Ela recebeu a reportagem da Tpm disposta e sorridente. Durante as fotos, seu celular não tocou, ela não falou sobre outros compromissos e quis saber sobre toda a equipe. A exigência da leonina era apenas por naturalidade.Para garantir isso, fez questão de mostrar ao cabeleireiro como enrolar seus cachos. Só que nem tudo é perfeito e, no primeiro click, o clima pesou. Bruna não deixava ninguém encostar em seu cabelo e o sorriso já não convencia.Até que bateram os cinco minutos e a atriz molhou os fios loiros, que demoraram quase uma hora a tomar forma.“Eu não estava me vendo naquele penteado. Não faço nada só pela imagem, tem que ser de verdade”, diz, sentada no chão.



Pessoa de não-números
Fotos prontas, voltamos ao papo. A atriz não liga para números. Não sabe dizer há quantos anos é casada com Riccelli (seu filho tem 25 anos) nem quanto pesa. Não usa relógio nem lembra que livros leu. “Não contabilizo a vida. Gosto de viver o momento”, explica. Talvez por isso, se confundiu ao confirmar à reportagem da Tpmque tem 50 anos, quando todas as fontes pesquisadas atestam 55 (ela teria nascido em 1º de agosto de 1952). O fato é que Bruna está ainda mais bonita do que já era na época de modelo, ou quando posou nua, há 16 anos.
Mas, desde que Bruna Lombardi virou nome auto-explicativo, outras pessoas ordenaram os anos de sua vida. Aos 15, a garota que ganhava concursos de poesia e andava com os meninos na escola virou modelo. Em 1977, estreou como atriz em Sem Lenço, Sem Documento, da Globo. No total, foram oito novelas, quatro minisséries e seis filmes. Além disso, comandou durante dez anos o programa Gente de Expressão na TV Manchete e, depois, na TV Bandeirantes. Foi quando entrevistou figuras como os atores Dustin Hoffman e Kevin Costner e Harrison Ford. Bruna escreveu três livros de poesia, dois romances e, agora, lança O Signo da Cidade, segundo longa em que assina o roteiro (o primeiro foi Stress, Orgasms and Salvation).
Bruna nunca foi habituée de revistas de fofoca. Sabe-se que ela é linda, simpática, inteligente e tem uma “família feliz”. Mas a mulher que não demonstra insegurança, adora plantar árvores, protege os animais e busca o autoconhecimento não é uma personagem, nem sua vida um conto de fadas. Não existe milagre. Tudo é uma questão de coerência. Ou de incoerência.
 
   
 
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