Fazendo o seu Agenor em Boca de Ouro, sob a direção de Zé Celso; à dir., com Gabi, sua mulher por oito anos: "Nunca deixei uma mulher insegura"
   
 

Isso em vista, parece justo que, para conseguir uma hora e 45 minutos de conversa com Reynaldo Gianecchini, tenha me custado umas 40 delas e duas idas ao Rio de Janeiro. Mas achou o tempo em uma tarde de terça-feira, em uma mesa do jardim do Instituto Moreira Salles, pertinho da sua casa. Ele fala rápido e olha pra cima, como se estivesse imaginando. É honesto para responder coisas delicadas, ainda assim pisa em ovos. É um profissional da entrevista, calejado de tanta imprensa maldosa e do interesse voraz que o Brasil tem sobre sua vida sexual. Pode ser categórico, ou capaz de desperdiçar minutos em comentários vagos sobre dinheiro, sexo e beleza. Sabe que tudo o que diz impregna sua imagem, por isso mede palavras como quem ajusta um paletó caro, um Armani.
Ainda assim, concede à Tpm uma entrevista aberta e surpreendente o bastante para provar que Reynaldo Gianecchini, no fundo, no fundo, tem muito do Reynaldo Gianecchini.

Tpm
. Pesquisando um pouco sobre você, achei 60 entrevistas suas. Quase todas falam a mesmíssima coisa. Como você se sente sendo tão exposto e sempre da mesma maneira?
Gianecchini.
É louco isso, porque eu estou exposto há um tempo relativamente pequeno. Sete anos desde que eu apareci na TV. No começo foi muito difícil, um choque. Eu sou um cara do interior, é da minha natureza ser reservado. E não é que as pessoas falam a mesma coisa, elas falam o que querem da sua vida.

Mas você foi ingênuo com a imprensa, de falar demais? Ah, sim. Fui muito honesto... e o problema é que a imprensa distorce, inventa mentiras ou tira tanto a coisa de contexto que dá uma outra conotação para o que você falou. Hoje em dia eu me defendo muito bem. Estou com cada vez menos paciência de falar da minha vida.

E por que sua vida pessoal interessa tanto? Acho que as pessoas precisam de historinhas para se divertirem, para esquecerem um pouco das vidinhas chatas que têm. Eu escuto absurdos sobre mim, grandes mentiras. Principalmente agora que estou solteiro, fico assombrado com a quantidade de boatos que sai publicada. Fico puto. Me atribuem coisas que eu não estou fazendo. Eu até poderia se eu quisesse, mas não fiz. Odeio ver mentiras sendo tomadas como verdade. São meus seis planetas em Libra...

É estranho ser famoso por coisas que você não é? Engraçado, porque esse nome é meu há 34 anos. Mas vira um personagem. O cara sex simbol da televisão. É uma imagem criada, e isso é muito forte. Exemplo: a imagem de que eu estreei mal na primeira novela é poderosa. Muito difícil de quebrar, e não importa mais se é verdade ou não.

Tem paparazzi de plantão na porta da sua casa? Depende. Quando eu me separei ficaram semanas lá. Vendo quem entrava, aonde eu ia. Fotografavam todos os meus passos. Aí se você tá com uma amiga é porque tá pegando ela. E, quando não tem nada, inventam mesmo. Eu preferiria fazer qualquer coisa na vida do que ser paparazzo, ou pior, fazer programa de fofoca na TV. Isso é tão errado, tão perigoso.

 
 
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