Trabalho organizado
Desde 1942, ser prostituta não é crime no Brasil. Isso porque nesse ano foi adotado o sistema abolicionista, que considera a puta uma vítima. O “agenciador” ou “explorador” que fatura em cima do trabalho delas é que pode ser punido (Segundo o Código Penal brasileiro, art. 227,1, a pena para mediação para servir à lascívia de outrem, que é o caso do agenciador de prostitutas, é de 2 a 5 anos de reclusão).
Por isso, a maioria das casas de prostituição não recebe lucro – pelo menos não oficialmente – pelos programas das garotas, apenas pelas bebidas, suítes e taxa de entrada. As ONGs Davida (fundada pela prostituta Gabriela Leite, no Rio de Janeiro, em 92) e a Gempac (Grupo de Mulheres Prostitutas da Área Central de Belém, fundada em 90, da qual Maria de Lourdes é presidente) lutam para que a profissão, reconhecida no Ministério do Trabalho, tenha os mesmos direitos de qualquer outra, como carteira assinada e aposentadoria. Elas difundem informações sobre DSTs e Aids para profissionais do Brasil inteiro. O Davida publica o jornal Beijo da Rua (periodicidade bimestral. Você pode conseguir o jornal pelo site www.beijodarua.com.br, ou diretamente na ONG: Rua Santo Amaro, 129, bairro da Glória). Ao contrário da postura de muitas prostitutas, as mais de 400 pessoas que fazem parte da ONG Davida querem mais é mostrar as caras. No site do Davida tem destaque a frase “Sem vergonha, garota. Você tem profissão”. Agora, só falta segurança e respeito.
Vai Lá:
www.davida.org.br, www.daspu.com.br , www.redeprostitutas.org.br |