| Quando a mãe encontrou os sapatos barulhentos no guarda-roupa, já seguia os passos sincopados de Gene Kelly e Fred Astaire há anos. As aulas de canto lírico vieram depois, junto com o trabalho como locutor: “Você se lembra do ‘Versão Brasileira Álamo'?”. Não, não era ele. Mas a imitação é perfeita, e tem variações: “Versão Brasileira BKS, Versão Brasileira Herbert Richards”. À noite, gosta de garimpar programas trash na TV. Mas não os trash conceituais, ensaiados: “Os bons trash, aqueles de verdade, sabe? Gostava de ver a Gracinha Sodré apresentando programas”. Emenda uma pérola atrás da outra, é um verdadeiro palhaço. Apesar do physique du rôle de galã, Rodrigo Lombardi não está nem aí para essa história de imagem que fica sempre aprisionada num mesmo papel. “Tenho medo mesmo é de virar mendigo.” Sem dúvida, Rodrigo é o antigalã mais lindo que já passou pelas páginas da Tpm . |