Com certeza. Mas como você consegue? Não sei [risos]. Quase não uso maquiagem, não sei usar e nem gosto. De verdade, não faço dieta e só vou à academia essas duas vezes por semana. Eu já tive sérias crises com ser bonita, mas isso quando era mais jovem e ainda queria ser conhecida pelo que eu sabia e não pela minha aparência... Já fiz ioga também, mas arrebentei um tendão na aula, então tive de parar. A médica me disse que tenho o tendão curto. Eu nem sabia que isso existia. Ela explicou que provavlemnte por isso eu ia bem no balé clássico, bom para quem tem o tendão curto...
Você nunca levou cantada? Mesmo cercada de homens por todos os lados, que são suas fontes, os empresários? Nunca, e sabe por quê? Porque eu não deixo. Teve uma única vez, eu estava almoçando com uma fonte e, já no cafezinho, a pessoa se saiu com esta: “Deve ser difícil, né? Você deve ouvir muita cantada”. Eu respondi na hora que isso nunca acontecia porque eu não deixava. Não acredito que uma mulher seja cantada se não quiser. Pior ainda achar que foi uma injustiça, dizer que não queria, que foi horrível. É só você não deixar. Ainda mais quando eu lutava para ficar conhecida e respeitada pelo que sabia... Ele pediu rapidinho o café, a conta e nem tentou mais nada... Tenho raiva de mulher que se deixa ser cantada e depois fica pelos cantos reclamando...
E hoje? Você está mais tranqüila sobre isso, ser bonita? Ah, hoje relaxei! O conteúdo já provei que tenho... Numa entrevista com o ministro Cavallo, ele me cumprimentou, dizendo que “tinha entendido por que o embaixador brasileiro tinha me escolhido para fazer a entrevista...”. Eu disse a ele que o embaixador havia me escolhido exatamente por aquilo que não se via. Aí, fiz uma entrevista bem séria com ele. Hoje, quero ficar conhecida pelo que se vê!
Será por isso que você está indo para a TV? Vai ver é um pouco isso mesmo [risos]. Depois que fui uma das Meninas do Jô [grupo de mulheres de profissões diferentes chamado para debater com o apresentador o escândalo do Mensalão, no fim de 2005], fui chamada para o Me Poupe. Mas, olha, faço questão de dizer que não é idéia minha, viu? Tenho de ser bem sincera sobre isso. É dos meninos, do Daniel Balaban e do Pedro Lima. Eles bolaram tudo... Foi um programa escolhido entre mais de mil projetos enviados para o GNT. E se lembraram de mim para fazer as entrevistas e apresentá-lo. Mas é tudo dos meninos... Sinceramente...
Ok, ok, a gente acredita em você... Sou sempre muito sincera. Acabo falando até o que não precisava e, quando percebo, já disse muito. Costumo dizer que pratico “sincerocídio” [risos]...
Copa do Mundo, colunas sociais, cantadas e prazeres no (e do) trabalho, signos do zodíaco, mensalão... Sonia Racy fala mais na versão impressa da Tpm.

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