As características que convencionamos
agrupar sob o nome "específico feminino"
são
a principal razão para a existência desta
revista. O objetivo ao qual ela se dedica é justamente
lançar um olhar iluminado e arejado sobre as
questões intrínsecas à complexa
e interessantíssima condição feminina.
E, entre as muitas faces do tal "específico
feminino", há uma que, ao menos aos olhos
masculinos, nos parece especialmente admirável.
Há nas mulheres uma irresistível vocação
para dedicar sua existência a espalhar amor pelo
planeta de forma incondicional. É quase óbvio
que a dotação de equipamento físico
e psicológico para a maternidade explique em enorme
medida o fato.
Mas há também uma dose importante dessa
vocação que parece ser transmitida ao longo
das gerações, de mulher para mulher, muito
especialmente, de mãe para filha. Esse fenômeno
vem clareando à medida que as gerações
contemporâneas têm conseguido romper as barreiras
diversas que dificultavam e, em casos mais drásticos,
impediam o diálogo fácil entre mães
e filhas.
A edição presente de Tpm tenta olhar para
essa relação tão complexa e fundamental.
E vai além, tenta entender por que são
ao mesmo tempo tão tensas e duradouras, tão
marcantes e intrincadas. Por fim, tão belas.
Paulo Lima, editor
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