A seguir, a Tpm inaugura um manifesto pela descriminação do aborto. Como sempre faz quando acredita que é preciso se posicionar para transformar o mundo num lugar mais digno, a revista resolveu emitir de forma clara a sua opinião. Por um motivo simples: não acreditamos que a mulher que opta por interromper a gravidez seja criminosa, como está escrito no Código Penal Brasileiro, elaborado em 1940 e mais rígido até do que o iraniano. Hoje, o aborto só é permitido no Brasil em caso de estupro ou de risco de morte para a mãe. A mulher que descumprir essa determinação pode ser punida com até três anos de prisão.
Para a Tpm, a discussão sobre a descriminação transcende abordagens religiosas, éticas ou morais. Hoje, ao punir com prisão a mulher que faz aborto, o Brasil se coloca entre os países mais atrasados do mundo nessa questão.
EDIÇÃO ANA MARIA PERES E RENATA LEÃO
REPORTAGEM DEBORA ROCHA E JÉSSICA PANAZZOLO
ILUSTRAÇÕES ROSANA PAULINO
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