| Lorena
Nunca tive um ídolo máximo, aquela figura
adorada e imaculada que nada nem ninguém pode
afetar. Nem na adolescência, quando normalmente
somos afetados por esse tipo de devoção.
A idolatria, pra mim, tem um outro significado: o de
admiração profunda por coisas e pessoas
que, por motivos diversos, deixam a minha vida mais
rica. Nesse sentido, os idolozinhos são tantos
que nem caberiam aqui. Mas vou entrar na brincadeira
e deixar valer os nomes que primeiro vierem à
mente. |
5 pessoas que admiro
1. Drauzio Varela
2. Pedro Almodóvar
3. Elza Soares
4. Jean Cocteau (poeta e cineasta francês)
5. Tom Zé
5 pessoas que definitivamente não admiro
1. Jader Barbalho
2. George W. Bush
3. Osama Bin Laden
4. Fernandinho Beira-mar
5. Britney Spears

Armazém
BRINDE COM BELLINI
Dezembro é o mês dos brindes, das comemorações,
das festinhas de fim de ano. E dá-lhe champanhe espocando
aqui e acolá. Sedutor, ele vem borbulhante,
fazendo cócegas no céu da boca. Até a
taça em que é servido é especial, esguia,
lânguida, obrigando todo mundo a fazer biquinho. Sem
querer acabar com a supremacia do champanhe, sugiro uma opção
tão deliciosa quanto – e bem mais em conta se
você estiver a fim de levar uma bebida de qualidade
para casa. Vá de Prosecco, vinho espumante italiano,
divino puro ou em um Bellini. O drinque, criado no Harry´s
bar em Veneza no fim dos anos 40, tem sabor delicado. O perfume
de pêssego é realçado pelo Prosecco e
a combinação é simplesmente irresistível.
Para fazer
um bom Bellini segundo Nei, o barmen do restaurante Gero
1 dose de polpa de pêssego (já descongelada)
ou suco concentrado
4 doses de Prosecco gelado
Misturar no copo mix (aquele usado para preparar
Dry Martini) e servir em taça de champanhe. |
Vá lá:
Gero: Rua Haddock Lobo, 1 629, São Paulo. De segunda
a sexta (12 h às 15 h e 19 h à 1 h), sábado
(12 h às 16h30 e 19 h à 1h30) e domingo (12
h às 16h30 e 19 h às 24 h).

Livro
A HISTÓRIA DE UM AMOR DILACERANTE
“Quem quer morrer de amor, se engana.” Esse é
um verso de “Presente Cotidiano”, de Luiz Melodia.
Foi assim que me lembrei de Os Sofrimentos do Jovem Werther,
do alemão Johann Wolfgang von Goethe, um dos livros
mais tristes e mais emocionantes que já li. Werther
é um jovem que conhece o amor na figura de Carlota,
um amor platônico que o levará à desgraça.
“O que significa ser a festa de alguém?”
A pergunta funciona como uma chave para entender o sentimento
do rapaz. Uma história de amor dilacerante, para deixar
qualquer um que se diz perdidamente apaixonado com sentimento
de inferioridade. Para mergulhar mais fundo, procure Werther
no livro Fragmentos de um Discurso Amoroso, onde
é citado e analisado pelo pensador francês Roland
Barthes.
Vá
lá:
Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe.
R$ 17, Editora Estação Liberdade. Tel.: (11)
3661 2881.
Fragmentos de um Discurso Amoroso,
de Roland Barthes. R$ 20,20. Livraria Francisco Alves Editora.
Tel.: (21) 3852 8213.

Cineclube
PARA VER SEMPRE
Um filme encantador, charmoso, com uma dose exata
de romantismo. Assim é Bonequinha de Luxo, de Blake
Edwards, uma adaptação do romance de Truman
Capote, Breakfast at Tiffany´s. Ninguém
melhor que Audrey Hepburn para encarnar uma jovem do interior
que vai a Nova York em busca de uma vida glamourosa –
e que acaba se sustentando como garota de programa de luxo,
adora dar festas de arromba e paquerar a vitrine da joalheria
Tiffany. A atriz empresta sofisticação e sensibilidade
ao papel, para o qual Marylin Monroe havia sido cogitada.
De pijama e máscara de dormir ou nos modelos Givenchy,
Audrey desfila pela tela sua elegância natural. E pensar
que ela começou a filmar três meses depois do
nascimento do seu primeiro filho e ainda interpreta a canção
têma, “Moon River” (de Henri Mancini), numa
das seqüências antológicas do filme. Bonequinha
é uma jóia que o tempo só fez valorizar.
Viagem
NÃO VIAJAR PODE SER DIVERTIDO
Você não vai viajar neste fim de ano.
Falta grana ou vai ficar presa na sua cidade por algum motivo
alheio a sua vontade. O que fazer? Desanimar, jamais. Encare
tudo com bom humor e encontre um jeito de se divertir. Afinal,
não viajar tem suas vantagens:
1. Você não vai se estressar
pegando filas no aeroporto, engarrafamentos na estrada nem
vai ver a turistada invadindo o seu lugar preferido;
2. Tudo vira pacote turístico e os
preços sobem mais que fogos de artifício. Pense
na grana que você vai economizar para viajar em um momento
menos caótico;
3. Você não é a única no
mundo que não viajou. Sempre tem alguém que
também ficou. E que conhece outro alguém que
também ficou... Forme uma turma diferente para sair
ou fazer uma festinha;
4. O dinheiro que você NÃO gastou na
viagem, pode ser revertido em massagens, banhos de ofurô,
manicure, enfim, tudo que você poderia estar usufruindo
num resort;
5. Você pode dar uma geral no seu guarda-roupa.
Separe tudo o que não usou sequer uma vez neste ano
e doe;
6. Experimente uma receita, leia um livro,
alugue aquele filme que você perdeu no cinema. Faça
tudo que nunca dá tempo de fazer na rotina diária;
7. Ligue para gente querida que você
não tem contato há um tempo e bote o papo em
dia.
Armazém
A NOSSA FRENCH TOAST
O nome é horroroso: ra-ba-na-da. Foi difícil,
quando criança, quebrar minha resistência diante
de tal palavrão. Mas, afinal, chuchu é
um nome bonitinho e não tem graça nenhuma. Então
fui provar a rabanada que minha mãe preparava com tanto
esmero. Quentinha, exalando canela e se desmanchando carinhosamente
na boca. Até hoje minha memória gustativa vive
o dilema: a rabanada é mais gostosa na hora em que
é feita ou no dia seguinte, quando o sabor fica mais
acentuado e uma ligeira calda vai se insinuando? Nunca me
conformei com o fato de ela freqüentar as mesas natalinas
e ser praticamente ignorada durante todo o ano. Merecia um
destino mais nobre, como o da sua prima rica, a french
toast – nada mais que a nossa rabanada com sotaque
francês.
A receita da
rabanada da minha mãe, Wilma Cardoso
1 baguete ou 3 pães franceses amanhecidos; 1/2
litro de leite; 2 ovos batidos; açúcar
e canela a gosto; óleo para fritar
Corte o pão em fatias de 2 cm,
enviesadas. Amorne o leite, coloque em um prato fundo
e adoce. Mergulhe uma fatia de pão no leite,
esprema o excesso, passe nos ovos e frite dos dois lados
até dourar. Retire e coloque sobre papel absorvente.
Quando secar, polvilhe com uma mistura de açúcar
e canela. |
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