| A atriz Patrícia Pillar,
38 anos, conheceu Ciro Gomes (PPS), 44, quando ele era ministro
da Fazenda no governo Itamar, em um evento em São Paulo.
Os namorados, que no começo do relacionamento evitavam
flashes e entrevistas, passaram a aparecer juntos publicamente
há três anos. Em dezembro do ano passado, quando
Patrícia teve um câncer de mama,
o casal perdeu o pudor com as câmeras. Depois de 23 anos
dedicados à tevê, ao teatro e ao cinema, Patrícia
abraçou a campanha eleitoral do ex-ministro da Fazenda
e ex-governador do Ceará. No início de julho,
pisou com ele em um palco no qual não está habituada:
o palanque do primeiro comício do namorado,
em Sobral, no Ceará. Alguns dias depois, chegou a arriscar
um primeiro discurso, desta vez em outra plataforma, em Rio
Branco, no Acre. Desde o ano passado, quando fez o papel de
Duda na novela O Anjo Caiu do Céu, o
público não vê o rosto de Patrícia
na telinha global. Seu público-alvo, agora, são
os eleitores do companheiro. Após uma viagem de campanha
pelo norte do Brasil, Patrícia concedeu, por telefone,
a entrevista que você lê a seguir.
Tpm. Está em extinção
o modelo de primeira-dama que passa a tarde em eventos beneficentes,
fazendo social?
Patrícia Pillar. Se a pergunta se refere a
ter uma atitude fútil, isso acabou faz tempo. Qualquer
pessoa que aja dessa forma está em extinção.
O mundo está muito corrido, não dá para
ficar perdendo tempo com coisas inúteis.
Tpm. A proximidade com o poder despertou
em você alguma aspiração política?
Patrícia. Não. Mas a luta do Ciro,
que é também a minha, é a favor do povo
mais simples e contra a minoria de privilegiados que sempre
repartiram o poder e a riqueza do Brasil. Não quero
seguir uma carreira política, mas isso não impede
que eu tenha atitudes políticas. Por enquanto, quero
colaborar para que o Ciro vença essa luta.
“O que dá dignidade às pessoas
é o trabalho e não a caridade”
Tpm. O que você acha do trabalho da
Ruth Cardoso?
Patrícia. Respeito o trabalho dela, mas acho
que o que dá dignidade às pessoas é o
trabalho e não a caridade.
Tpm. Que tipo de conversa você costuma
ter com seus enteados sobre sexo, drogas e cidadania?
Patrícia. Quem conversa com eles sobre esses
assuntos é o pai. Acho muito saudável a maneira
verdadeira com que o Ciro conversa sobre tudo com os filhos.
Ainda não tenho intimidade suficiente com eles.
Tpm. Seu namorado pede sua opinião antes de
tomar alguma decisão importante?
Patrícia. Ele ouve muitas opiniões,
inclusive a minha, antes de tomar uma decisão importante.
Tpm. O que mais te fascina no seu namorado?
Patrícia. A integridade dele. As atitudes
e o modo como ele se relaciona com as pessoas. É como
diz Lulu Santos em uma de suas músicas: “gente
fina, elegante e sincera”, assim é o Ciro.
Tpm. O que mais te irrita nele?
Patrícia. Ele acorda muito cedo, entre 6h30
e 7h30. Eu gosto de dormir um pouco mais.
Tpm. Alguma vez você quis que ele não
fosse político?
Patrícia. Algumas vezes. Como o Ciro leva
uma vida muito ativa, puxada, às vezes temos que deixar
de fazer muitas coisas por causa da carreira dele. Mas, ao
mesmo tempo, acho admirável uma pessoa abdicar de sua
vida pessoal em nome de interesses coletivos.
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